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Bala perdida leva idoso a óbito em São Bernardo


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

29/07/2017 | 07:07


A morte do pedreiro Ângelo da Conceição, 70 anos, causou revolta a moradores do Areião, em São Bernardo. Ontem, durante o enterro dele no cemitério do bairro dos Casa, familiares e amigos clamaram por Justiça – o idoso foi a óbito na manhã de quinta-feira, após ser atingido por bala perdida em confronto entre a PM (Polícia Militar) e um procurado.

Conforme o histórico do boletim de ocorrência, os policiais afirmaram ter recebido denúncia anônima sobre um procurado que estaria traficando e roubando no bairro. Lá, identificaram um homem com as mesmas características, e, após indicação da mulher do mesmo, foram até um campo de futebol, onde teve início a perseguição. O homem teria sacado uma arma de fogo e atirado duas vezes, ao que o PM revidou com um tiro. Populares teriam informado aos policiais que Ângelo tinha sido atingido. Ele foi socorrido, mas não resistiu.

Conforme o sobrinho Josuel Rodrigues, 27, o tio, que não trabalhava mais e se dedicava à construção da casa própria, estava indo à feira. Ele morava com mulher e uma filha. “Não era o caminho que costumava fazer. Algumas testemunhas viram o bandido passar por ele na perseguição e também disseram que não houve troca de tiros. Buscamos a verdade, queremos que o responsável seja punido.”

O caso foi registrado e é investigado pelo 6º DP (Baeta Neves). “A investigação está com diligências em andamento, as armas dos policiais foram apreendidas e encaminhas à perícia, assim como uma arma encontrada no local, que seria do procurado pela Justiça. A Polícia Civil ouvirá testemunhas e aguarda os laudos periciais”, informou, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) do Estado, em nota.

A PM afirmou que o 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar), responsável pela área, instaurou inquérito para investigar todas as circunstâncias do fato, acompanhado pela Corregedoria. “Encaminhamos o boletim de ocorrência para a ouvidoria da polícia e pedimos para acompanharem o caso”, informou o conselheiro estadual de Direitos Humanos Ariel de Castro Alves.



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