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Os determinantes do crescimento econômico


Alexandre Borbely*

22/07/2017 | 07:25



O crescimento econômico é um tema acompanhado com frequência por economistas, governos e sociedade em todo o mundo. O assunto tem grande relevância, pois está diretamente associado à riqueza de um país, e também aos impactos no nível de renda da população. Mas o que vem a ser crescimento econômico? Qual a sua real importância para a economia e para a sociedade? Quais são os fatores determinantes do crescimento econômico?

Quando abordamos o termo crescimento econômico, nossa análise é voltada a aspectos quantitativos. Em termos macroeconômicos, estamos tratando do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de um país, ou seja, do crescimento do valor total dos bens e serviços finais produzidos dentro de determinadas fronteiras em um período de tempo. Dessa forma, podemos dizer que o crescimento econômico implica na expansão do PIB.

Atualmente, no Brasil, o PIB é calculado periodicamente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e segue um padrão estatístico internacional, com os resultados analisados e comparados com períodos anteriores. Com base nisso, podemos acompanhar se a economia, a produção, o nível de emprego, a renda e outras variáveis estão crescendo ou não.

Os governos se utilizam das políticas econômicas para atingir determinados objetivos macroeconômicos. O crescimento do PIB é uma das metas perseguidas pelos economistas e pelos próprios governos. O motivo que os influencia é muito simples: quanto maior a produção, mais empregos são criados e a massa de salários pagos na economia aumenta. Consequentemente, o nível de consumo também tende a aumentar, o que gera um novo fluxo de aumento de produção e, portanto, do PIB. Diversos fatores podem ser elencados como determinantes para o crescimento econômico, mas o aumento da produção e da renda decorre de dois fatores: capital e mão de obra.

O capital é constituído por máquinas, equipamentos, ferrovias, pontes, instalações utilizadas no processo produtivo, entre outros elementos. O aumento no estoque de capital possibilita que, no futuro, a capacidade produtiva da economia seja ampliada. O investimento realizado pelas empresas e pelo Estado em dado período corresponde ao aumento do estoque de capital nesse intervalo de tempo. Assim, quanto maior o nível de investimento, maior será a capacidade produtiva futura do País. Em outros termos, maior será o crescimento econômico.

Outro fator determinante ao crescimento econômico, ainda relacionado ao nível de investimentos, corresponde à melhoria tecnológica. Ou seja, refere-se à melhoria e ao aumento da eficiência da utilização do estoque de capital e da combinação dos fatores de produção.

Sobre a mão de obra, o aumento da quantidade de trabalhadores tem relação com o aumento da produção e, consequentemente, com o crescimento econômico. No entanto, vale ressaltar a importância de o crescimento econômico ser maior do que o crescimento demográfico. Tal fato gerará aumentos no nível de renda e bem-estar da população.

A melhoria na qualidade da mão de obra também deve ser considerada. Um trabalhador mais qualificado é mais produtivo. Além disso, tal mão de obra poderá gerar produtos de maior valor agregado, ou ainda, tecnologias que possibilitem o aumento da capacidade produtiva da economia.

Para que a melhoria da qualidade da mão de obra seja efetiva, vale ressaltar a necessidade da realização de investimentos em educação. Aqui, cabe ao Estado fornecer programas educacionais nos níveis pré-universitários, com alto nível de qualidade e excelência. Em relação às empresas, estas precisam incentivar e realizar, continuamente, programas de treinamento e especialização para a sua força de trabalho.

Atualmente, por conta da profunda crise econômica a qual enfrentamos, não há evidências do aumento da capacidade produtiva da economia. As empresas seguem receosas quanto à realização de novos investimentos e contratação de mão de obra. Em destaque, necessitamos urgentemente realizar, pelo lado monetário, a redução da taxa de juros básica da economia. E, pelo lado fiscal, é preciso promover a redução da carga tributária que temos hoje no País. Só assim os fatores determinantes do crescimento econômico poderão ser minimamente ativados.
 

* Professor de Economia da Escola de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo 



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Os determinantes do crescimento econômico

Alexandre Borbely*

22/07/2017 | 07:25



O crescimento econômico é um tema acompanhado com frequência por economistas, governos e sociedade em todo o mundo. O assunto tem grande relevância, pois está diretamente associado à riqueza de um país, e também aos impactos no nível de renda da população. Mas o que vem a ser crescimento econômico? Qual a sua real importância para a economia e para a sociedade? Quais são os fatores determinantes do crescimento econômico?

Quando abordamos o termo crescimento econômico, nossa análise é voltada a aspectos quantitativos. Em termos macroeconômicos, estamos tratando do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de um país, ou seja, do crescimento do valor total dos bens e serviços finais produzidos dentro de determinadas fronteiras em um período de tempo. Dessa forma, podemos dizer que o crescimento econômico implica na expansão do PIB.

Atualmente, no Brasil, o PIB é calculado periodicamente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e segue um padrão estatístico internacional, com os resultados analisados e comparados com períodos anteriores. Com base nisso, podemos acompanhar se a economia, a produção, o nível de emprego, a renda e outras variáveis estão crescendo ou não.

Os governos se utilizam das políticas econômicas para atingir determinados objetivos macroeconômicos. O crescimento do PIB é uma das metas perseguidas pelos economistas e pelos próprios governos. O motivo que os influencia é muito simples: quanto maior a produção, mais empregos são criados e a massa de salários pagos na economia aumenta. Consequentemente, o nível de consumo também tende a aumentar, o que gera um novo fluxo de aumento de produção e, portanto, do PIB. Diversos fatores podem ser elencados como determinantes para o crescimento econômico, mas o aumento da produção e da renda decorre de dois fatores: capital e mão de obra.

O capital é constituído por máquinas, equipamentos, ferrovias, pontes, instalações utilizadas no processo produtivo, entre outros elementos. O aumento no estoque de capital possibilita que, no futuro, a capacidade produtiva da economia seja ampliada. O investimento realizado pelas empresas e pelo Estado em dado período corresponde ao aumento do estoque de capital nesse intervalo de tempo. Assim, quanto maior o nível de investimento, maior será a capacidade produtiva futura do País. Em outros termos, maior será o crescimento econômico.

Outro fator determinante ao crescimento econômico, ainda relacionado ao nível de investimentos, corresponde à melhoria tecnológica. Ou seja, refere-se à melhoria e ao aumento da eficiência da utilização do estoque de capital e da combinação dos fatores de produção.

Sobre a mão de obra, o aumento da quantidade de trabalhadores tem relação com o aumento da produção e, consequentemente, com o crescimento econômico. No entanto, vale ressaltar a importância de o crescimento econômico ser maior do que o crescimento demográfico. Tal fato gerará aumentos no nível de renda e bem-estar da população.

A melhoria na qualidade da mão de obra também deve ser considerada. Um trabalhador mais qualificado é mais produtivo. Além disso, tal mão de obra poderá gerar produtos de maior valor agregado, ou ainda, tecnologias que possibilitem o aumento da capacidade produtiva da economia.

Para que a melhoria da qualidade da mão de obra seja efetiva, vale ressaltar a necessidade da realização de investimentos em educação. Aqui, cabe ao Estado fornecer programas educacionais nos níveis pré-universitários, com alto nível de qualidade e excelência. Em relação às empresas, estas precisam incentivar e realizar, continuamente, programas de treinamento e especialização para a sua força de trabalho.

Atualmente, por conta da profunda crise econômica a qual enfrentamos, não há evidências do aumento da capacidade produtiva da economia. As empresas seguem receosas quanto à realização de novos investimentos e contratação de mão de obra. Em destaque, necessitamos urgentemente realizar, pelo lado monetário, a redução da taxa de juros básica da economia. E, pelo lado fiscal, é preciso promover a redução da carga tributária que temos hoje no País. Só assim os fatores determinantes do crescimento econômico poderão ser minimamente ativados.
 

* Professor de Economia da Escola de Gestão e Direito da Universidade Metodista de São Paulo 

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