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Prefeituras do Grande ABC esquecem moradores de rua


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2009 | 07:01


Esquecidos na maior parte do ano, os moradores de rua do Grande ABC só são lembrados quando as temperaturas chegam a índices quase que insuportáveis para uma madrugada na rua, abaixo de 10º C, como ocorreu na semana passada.

Os poucos serviços pontuais nas cidades, como abrigos e albergues, em que as prefeituras atuam como parceiras, não são suficientes para reintegrá-los à sociedade. Não há sequer um censo na região para diagnosticar o número exato do público que perambula pelas ruas das cidades.

Para o professor Anderson Rafael Nascimento, coordenador executivo da Cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista, o que falta são soluções integradas de política pública, como trabalho, renda e saúde associadas à Educação. "Tem de ser tudo isso ao mesmo tempo. Este é o único jeito de essa população ser atendida e reintegrada à sociedade", explica.

Para ele, é normal procurarem abrigo quando a temperatura cai, mas é preciso fazer um trabalho mais denso para saber o que os levou à rua. "Sabemos que a rua é um universo de descoberta e sobrevivência. Por isso, causa fascínio para muitos", explica.

As prefeituras do Grande ABC contam com abrigos para quem quiser pernoitar, mas também há locais onde essa população encontra ajuda para voltar a ter uma vida normal.

Vistos como ‘vagabundos' e ‘mendigos', vários deles são alcoólatras, usuários de drogas ou desempregados. É o caso de José Augusto Parizotto, 29 anos, que foi expulso de casa por causa do álcool. "Minha família me expulsou de casa por causa da bebida. Eu ficava violento. Perambulei por um ano na rua até ser resgatado", explica.



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Prefeituras do Grande ABC esquecem moradores de rua

Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2009 | 07:01


Esquecidos na maior parte do ano, os moradores de rua do Grande ABC só são lembrados quando as temperaturas chegam a índices quase que insuportáveis para uma madrugada na rua, abaixo de 10º C, como ocorreu na semana passada.

Os poucos serviços pontuais nas cidades, como abrigos e albergues, em que as prefeituras atuam como parceiras, não são suficientes para reintegrá-los à sociedade. Não há sequer um censo na região para diagnosticar o número exato do público que perambula pelas ruas das cidades.

Para o professor Anderson Rafael Nascimento, coordenador executivo da Cátedra Gestão de Cidades da Universidade Metodista, o que falta são soluções integradas de política pública, como trabalho, renda e saúde associadas à Educação. "Tem de ser tudo isso ao mesmo tempo. Este é o único jeito de essa população ser atendida e reintegrada à sociedade", explica.

Para ele, é normal procurarem abrigo quando a temperatura cai, mas é preciso fazer um trabalho mais denso para saber o que os levou à rua. "Sabemos que a rua é um universo de descoberta e sobrevivência. Por isso, causa fascínio para muitos", explica.

As prefeituras do Grande ABC contam com abrigos para quem quiser pernoitar, mas também há locais onde essa população encontra ajuda para voltar a ter uma vida normal.

Vistos como ‘vagabundos' e ‘mendigos', vários deles são alcoólatras, usuários de drogas ou desempregados. É o caso de José Augusto Parizotto, 29 anos, que foi expulso de casa por causa do álcool. "Minha família me expulsou de casa por causa da bebida. Eu ficava violento. Perambulei por um ano na rua até ser resgatado", explica.

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