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Termomecânica educa 2 mil alunos


Aline Mazzo
Especial para o Diário

04/09/2005 | 10:12


Educação de qualidade, tecnologia de ponta e filantropia. Pode-se dizer que este tripé sustenta os projetos educacionais da Fundação Salvador Arena, existentes desde o fim da década de 80. Tudo começou com a vontade do dono da Termomecânica São Paulo, Salvador Arena, de dar educação básica e profissionalizante gratuita aos jovens do Grande ABC. Atualmente, o Colégio Termomecânica, a Escola de Educação Infantil Salvador Arena e a Faculdade de Tecnologia Termomecânica, em São Bernardo, possuem juntos mais de 2 mil alunos, que têm a oportunidade de estudar gratuitamente, usufruindo do que existe de mais moderno na área educacional.

Inicialmente, os alunos que entravam no Colégio Termomecânica – sempre por meio de sorteio – cursavam o Ensino Fundamental Básico e quando chegavam ao Ensino Médio, além do curso regular, tinham o profissionalizante de técnico em mecânica. "Percebemos que nem todos gostariam de sair com aquela formação do colégio, por isso resolvemos fazer uma modificação", explica o Coordenador Pedagógico do Colégio Termomecânica e Diretor Acadêmico da Faculdade de Tecnologia Termomecânica, professor Péricles Fusco. A partir desta constatação, o técnico em mecânica se desvinculou do Ensino Médio e tornou-se um curso à parte, aberto à comunidade com acesso feito por meio de processo seletivo.

Com o novo curso, o colégio começou a comprar equipamentos com tecnologia de ponta. "Tínhamos recursos muito superiores à demanda do curso. Junto a isso, a região do ABC apresentava uma mudança na estrutura das fábricas. Agora as grandes empresas tinham passado pela automação industrial. Com isso, resolvemos transformar o curso de mecânica em mecatrônica", conta Fusco. A partir daí foi apenas uma questão de tempo para se criar um curso superior em tecnologia. Em 2003, a Fundação inaugurou a Faculdade de Tecnologia Termomecânica, com os cursos de Tecnologia em Mecatrônica Digital e Tecnologia Industrial em Alimentos.

Como no colégio, os alunos da faculdade têm aulas em período integral e tudo – do uniforme à alimentação – é por conta da Fundação. "Optamos por cursos com duração de quatro semestres mais um estágio supervisionado, pois esse é o caminho do curso superior: curta duração e focalizado no trabalho", aponta Fusco. Como mais uma vez a fórmula deu certo, no ano passado a faculdade abriu mais dois cursos noturnos: Tecnologia em Sistemas de Informação e Gestão de Sistemas Produtivos, ambos com duração de seis semestres mais estágio. A seleção é feita exclusivamente com base na nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), aprovando apenas 32 alunos para cada curso. "Não existe injustiça nem favorecimento de ninguém", reforça Fusco.

Vagas – Para fazer parte do quadro de alunos do Colégio Termomecânica é preciso contar mais com a sorte do que com qualquer outro fator. Das 105 vagas oferecidas para o primeiro ano do Ensino Fundamental, 50 são destinadas a crianças da região e 15 para filhos de funcionários da empresa ou da fundação. "Cada um desses alunos recebe um número de inscrição e concorre à vaga pelo sorteio da loteria federal, o que descarta a possibilidade de apadrinhamento", diz Fusco.

As outras 40 vagas são preenchidas por crianças carentes que passam automaticamente da Escola de Educação Infantil Salvador Arena para o colégio. A escola foi criada em 2000, com o objetivo de incluir crianças das comunidades carentes próximas ao colégio no programa de educação gratuita da Fundação. "O Departamento de Assistência Social da Fundação faz um estudo muito rigoroso e só seleciona para a escola as crianças que realmente necessitam. Elas entram com três anos e com seis passam automaticamente para o colégio", detalha Fusco.

Os privilegiados que conseguem entrar no colégio têm aulas em período integral. Além de disciplinas básicas, os alunos do Ensino Médio Ciclo I possuem atividades como cerâmica, mecânica, agricultura, eletrônica e recuperação aos sábados. Já os jovens do Ciclo II têm a possibilidade de aprender automobilística e participar de atividades extra-curriculares como futebol, vôlei, coral, banda, orquestra e pintura.

O currículo do Ensino Médio tem algumas alterações. As disciplinas de português e inglês ganham oficinas de redação, leitura e conversação. Soma-se mais o idioma espanhol na grade de aulas, além de montagem, manutenção e programação de computadores e fundamentos de administração. "Os alunos que saem daqui não vão morrer de fome", brinca Fusco.

Para sustentar todo esse império educacional, são investidos mais de R$ 1 milhão todos os meses. Mas para a Fundação, é o dinheiro mais bem gasto de todos. "O Salvador Arena era um homem altruísta e isto se reflete em todas as ações de sua Fundação. Esse investimento não visa um retorno para a empresa, mas sim para uma região e um Brasil melhor", se orgulha Fusco.



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