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Denarc prende traficantes acusados de ligação com o PCC


Do Diário OnLine
Com Agências

13/08/2004 | 20:37


Uma conexão de traficantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) de três presídios de São Paulo foi desarticulada por policiais do Denarc (Departamento de Investigações Sobre Narcóticos) com a prisão da comerciante Cleuza da Silva Salinas, 44 anos, conhecida como a Rainha do PCC. Por meio do celular, ela negociava cocaína e crack com presos da facção nos presídios de Itirapina e Mirandópolis, no interior, e na Penitenciária do Estado, no Carandiru, Zona Norte da Capital. Outras quatro pessoas foram presas, entre elas um menor que arrendou um hotel no Centro de São Paulo e o transformou em escritório do tráfico.

A Rainha do PCC foi presa na madrugada desta sexta-feira, quando fugia para a casa da mãe, na rua Inácio Jacometti, Conjunto José Bonifácio, Itaquera, Zona Leste. Com ela também foi detida a sul-africana Brittania Bukelma Uzoaru, 47 anos, elo internacional do esquema de tráfico de drogas. Brittania, por falar inglês e ser bem relacionada na comunidade, era a ligação com traficantes nigerianos no fornecimento de cocaína para ser enviada à Europa.

As duas foram as últimas a ser presas. Antes, foi detido o presidiário Claudiomiro de Souza Marques, 43 anos, que cumpre pena de 13 anos em regime semi-aberto, no Presídio de Franco da Rocha, Grande São Paulo. Com emprego de fachada em uma transportadora, ele saía da cadeia para buscar as drogas negociadas pelo PCC e entregá-las à Rainha, sua sócia no esquema. Claudiomiro também é batizado pela facção criminosa.

Menor - Na organização da quadrilha, o crack negociado pelos presos do PCC abastecia o adolescente M.B.F., 17 anos, acusado em seis homicídios, fugitivo da Febem e conhecido na região da cracolândia como Di Menor. O rapaz, um empreendedor no negócio do crime, disse ter arrendado o Hotel Duque, na avenida Duque de Caxias, região Central, por R$ 4 mil. Ele usava o hotel como escritório do tráfico e como local de venda de crack. Além disso, alugava quartos para usuários da droga por R$ 5.

O menor disse ter assassinado a primeira pessoa aos 12 anos. Ele afirmou não ter sentido nada e que era uma questão de sobrevivência. "Era ele ou eu." A especialidade do adolescente é matar informantes da Polícia, conhecidos no meio policial como "gansos". Ele tinha na cada da mãe, na rua Doutor Aureliano Duarte, Jardim Peri, 24 pedras de crack guardadas em uma caixa do remédio Dipirona. A mulher dele, Paula Soares da Silva, 20 anos, tinha outras três pedras da droga, na bolsa. Os dois foram detidos no local, na tarde de quarta-feira.

O diretor do Denarc, Ivaney Cayres de Souza, afirmou que as investigações terão continuidade com o indiciamento dos demais envolvidos. "Já temos pelo menos 20 nomes de traficantes do PCC, que comandam o tráfico nos presídios", afirmou. "Essa é uma investigação que mostra a inteligência do Denarc, acompanhando pacientemente as ações da quadrilha, até descobrir todo o esquema montado por esses acusados", disse Ivaney.



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