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Colagenose - Dr. Leo kahn


Dr. Leo kahn

09/06/2017 | 07:00


O colágeno tem a função estrutural de manter a união e sustentação celular, representando 25% de toda proteína corporal.

A partir da terceira década ocorre uma diminuição anual e constante, levando ao desgaste articular, envelhecimento da pele, fragilidade dos cabelos e unhas.

O grupo de patologias relacionadas a essa proteína recebe o nome de colagenose, ocorrendo pelo excesso ou falta de sua fabricação. Essas afecções inflamatórias e degenerativas das fibras do tecido conjuntivo têm origem autoimune.

Acontecem devido à reação antígeno-anticorpo, gerando efeitos inflamatórios na sua fase aguda, enquanto que na etapa crônica leva a uma intensa proliferação de fibroblastos (células formadoras de fibras), constituindo-se um tecido fibroso cicatricial.

Na verdade, essas enfermidades só se diferenciam em razão das localizações de suas alterações e da predominância de uma fase sobre as demais, são elas:
Lúpus Eritematoso Sistêmico – Acomete principalmente mulheres entre os 30 e 40 anos, na forma cutânea (benigna) e na visceral (maligna).

Poliarterite nodosa – Mais comum entre homens adultos e pode vir acompanhada de comprometimento do seu estado geral.

Esclerodermia sistêmica – Com influência de emoções reprimidas, é mais comum em mulheres excessivamente tímidas e emotivas.

Dermatomiosite – Doença inflamatória que atinge a pele e os músculos, com incidência um pouco maior no sexo feminino. É mais comum na infância.

Podem ocorrer ainda a pneumonia difusa, hipertensão pulmonar, artrite reumatoide e síndrome de Sjogren.

Sinais e Sintomas:

Náusea
Vômito

Dor abdominal
Diarreia
Lesões na pele

Vasculite
Dores articulares
Boca e olhos secos

O diagnóstico é realizado através da anamnese, do exame físico, auxiliado por exames laboratoriais de FAN (fator antinuclear de neutrófilos), creatinina e enzimas hepáticas, entre outros.

Saiba mais:

O conceito de doença difusa do tecido conjuntivo, ou colágeno, foi estabelecido em 1942.
O tecido conjuntivo ou conectivo é responsável por unir, ligar, nutrir, proteger e sustentar as células funcionais dos órgãos.
Colagenose é um grupo de doenças autoimunes, geralmente diagnosticadas através do exame de sangue.

Costumam se apresentar como manifestações cutâneas isoladas ou associadas a sintomas sistêmicos.
Durante os dez primeiros anos da menopausa a perda de colágeno chega a 2%/ano.

No fim da menopausa chega a 65% de perda de todo o colágeno do corpo.
O indivíduo deve manter dieta saudável e fazer regularmente exercícios físicos.

O FAN é sem dúvida o mais importante exame para diagnóstico das doenças autoimunes, porém, deve estar sempre correlacionado à clínica.
Positividade do FAN nas colagenoses:
Artrite reumatoide – Pode ser positiva em até 50% dos pacientes;

Esclerodermia – Em mais de 80%, nas formas sistêmicas;
Dermatomiosite/poliomiosite – Sua positividade pode chegar de 40 a 80%;
Síndrome de Sjögren – Pode ser positivo em mais de 50% dos pacientes.

As manifestações do trato gastrointestinal são variadas, podendo envolver desde sintomas inespecíficos, como náusea e vômito, até fenômenos vasculíticos e pseudo-oclusões . Seu tratamento depende dos órgãos acometidos e de sua gravidade. Procure sempre um médico.


Se você tem dúvidas sobre saúde, envie um e-mail para leo.kahn@uol.com.br ou visite o site www.drleokahn.com 



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Colagenose - Dr. Leo kahn

Dr. Leo kahn

09/06/2017 | 07:00


O colágeno tem a função estrutural de manter a união e sustentação celular, representando 25% de toda proteína corporal.

A partir da terceira década ocorre uma diminuição anual e constante, levando ao desgaste articular, envelhecimento da pele, fragilidade dos cabelos e unhas.

O grupo de patologias relacionadas a essa proteína recebe o nome de colagenose, ocorrendo pelo excesso ou falta de sua fabricação. Essas afecções inflamatórias e degenerativas das fibras do tecido conjuntivo têm origem autoimune.

Acontecem devido à reação antígeno-anticorpo, gerando efeitos inflamatórios na sua fase aguda, enquanto que na etapa crônica leva a uma intensa proliferação de fibroblastos (células formadoras de fibras), constituindo-se um tecido fibroso cicatricial.

Na verdade, essas enfermidades só se diferenciam em razão das localizações de suas alterações e da predominância de uma fase sobre as demais, são elas:
Lúpus Eritematoso Sistêmico – Acomete principalmente mulheres entre os 30 e 40 anos, na forma cutânea (benigna) e na visceral (maligna).

Poliarterite nodosa – Mais comum entre homens adultos e pode vir acompanhada de comprometimento do seu estado geral.

Esclerodermia sistêmica – Com influência de emoções reprimidas, é mais comum em mulheres excessivamente tímidas e emotivas.

Dermatomiosite – Doença inflamatória que atinge a pele e os músculos, com incidência um pouco maior no sexo feminino. É mais comum na infância.

Podem ocorrer ainda a pneumonia difusa, hipertensão pulmonar, artrite reumatoide e síndrome de Sjogren.

Sinais e Sintomas:

Náusea
Vômito

Dor abdominal
Diarreia
Lesões na pele

Vasculite
Dores articulares
Boca e olhos secos

O diagnóstico é realizado através da anamnese, do exame físico, auxiliado por exames laboratoriais de FAN (fator antinuclear de neutrófilos), creatinina e enzimas hepáticas, entre outros.

Saiba mais:

O conceito de doença difusa do tecido conjuntivo, ou colágeno, foi estabelecido em 1942.
O tecido conjuntivo ou conectivo é responsável por unir, ligar, nutrir, proteger e sustentar as células funcionais dos órgãos.
Colagenose é um grupo de doenças autoimunes, geralmente diagnosticadas através do exame de sangue.

Costumam se apresentar como manifestações cutâneas isoladas ou associadas a sintomas sistêmicos.
Durante os dez primeiros anos da menopausa a perda de colágeno chega a 2%/ano.

No fim da menopausa chega a 65% de perda de todo o colágeno do corpo.
O indivíduo deve manter dieta saudável e fazer regularmente exercícios físicos.

O FAN é sem dúvida o mais importante exame para diagnóstico das doenças autoimunes, porém, deve estar sempre correlacionado à clínica.
Positividade do FAN nas colagenoses:
Artrite reumatoide – Pode ser positiva em até 50% dos pacientes;

Esclerodermia – Em mais de 80%, nas formas sistêmicas;
Dermatomiosite/poliomiosite – Sua positividade pode chegar de 40 a 80%;
Síndrome de Sjögren – Pode ser positivo em mais de 50% dos pacientes.

As manifestações do trato gastrointestinal são variadas, podendo envolver desde sintomas inespecíficos, como náusea e vômito, até fenômenos vasculíticos e pseudo-oclusões . Seu tratamento depende dos órgãos acometidos e de sua gravidade. Procure sempre um médico.


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