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Paulo Szot ganha Tony, o 'oscar do teatro'

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

17/06/2008 | 07:00


A consagração do barítono e ator Paulo Szot, um dos vencedores do mais importante prêmio do teatro norte-americano, o Tony Awards, teve gosto especial para seus pais e familiares, que residem em Ribeirão Pires. Anteontem, quando o cantor lírico venceu na categoria melhor ator em musical, por sua atuação no espetáculo South Pacific, a dona-de-casa Zdislava, mãe do intérprete, completou 75 anos. A produção ganhou sete dos 11 prêmios aos quais foi indicada.

A dupla comemoração alegrou o lar da tradicional família polonesa, que se estabeleceu no município há cerca de cinco décadas. O clã Szot (em português, pronuncia-se chót) chegou ao Brasil depois de fugir da perseguição nazista e dos horrores da Segunda Guerra.

"Foi uma festa só. É uma gratificação que representa muito para nós. O Paulo é uma pessoa dedicada, que nunca deixou nada para depois", afirmou o patriarca dos Szot, Kazimierz. Ao lado da esposa, ele sempre estimulou seus filhos a aprenderem instrumentos e preservarem as tradições culturais de seu país de origem.

Não à toa, os quatro irmãos do barítono (Maria Lúcia, 50 anos; Janina, 49; Luciano,46; e Jan, 43) estão envolvidos com ensino musical. Eles lecionam na Academia Janina, em Ribeirão Pires. Luciano também se dedica à Câmara de Comércio da Polônia. Paulo, que é o caçula e tem 38 anos, já trabalhou na escola.


Humildade - Apesar de ter conseguido espaço na Broadway, referência cultural situada em Nova York, nos Estados Unidos, Paulo não esqueceu suas origens. Ao receber o troféu das mãos de Liza Minnelli, dedicou sua conquista "aos artistas brasileiros, especialmente àqueles que lutam por reconhecimento nacional e internacional."

Segundo Kazimierz, a modéstia é uma das virtudes do filho. "Ele é muito humilde, franco, aberto e dedicado às pessoas."

Para Luciano, o prêmio do Tony Awards recebido pelo irmão mais novo, que desde o fim dos anos 1990 se dedica à carreira no Exterior, é apenas a primeira de uma extensa lista de distinções. "Pelo que conheço dele, ainda não chegou no topo. Nem todo mundo é como ele, que estuda canto oito horas por dia, de segunda a domingo e esquece até do seu lado pessoal para se dedicar à profissão."

Oito anos mais velho que Paulo, Luciano guarda boas recordações da infância e dos primeiros passos artísticos do irmão. "Ele concretizou o sonho da nossa família. Pelo fato de ser o caçula, teve o máximo de atenção e mais tempo para se dedicar."

Trajetória -  Antes de atuar como protagonista de um musical da Broadway - em que interpreta um fazendeiro francês (Emile De Becque) que se envolve com uma enfermeira norte-americana (Kelli O'Hara) -, Paulo tornou-se conhecido por seus personagens operísticos. Participou de produções como As Bodas de Fígaro, de Mozart, e Carmen, de Bizet. Sob a regência do maestro titular da Orquestra Sinfônica de Santo André, Flávio Florence, o barítono brilhou na ópera Don Pasquale, de Gaetano Donizetti.

"Não que tenhamos alguma responsabilidade em relação a esse prêmio, mas todos estamos muito orgulhosos", disse Florence. O regente não poupou elogios à técnica e à extensão vocal do barítono. "Uma das características dele é o fato de estar sempre 120% preparado para o que vai fazer. Possui uma voz de veludo que é, ao mesmo tempo, poderosíssima e tem timbre de cristal", frisou o maestro.

A reportagem do Diário tentou fazer contato telefônico e enviou um e-mail para Paulo, mas não conseguiu localizá-lo em Nova York.



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Paulo Szot ganha Tony, o 'oscar do teatro'

Dojival Filho
Do Diário do Grande ABC

17/06/2008 | 07:00


A consagração do barítono e ator Paulo Szot, um dos vencedores do mais importante prêmio do teatro norte-americano, o Tony Awards, teve gosto especial para seus pais e familiares, que residem em Ribeirão Pires. Anteontem, quando o cantor lírico venceu na categoria melhor ator em musical, por sua atuação no espetáculo South Pacific, a dona-de-casa Zdislava, mãe do intérprete, completou 75 anos. A produção ganhou sete dos 11 prêmios aos quais foi indicada.

A dupla comemoração alegrou o lar da tradicional família polonesa, que se estabeleceu no município há cerca de cinco décadas. O clã Szot (em português, pronuncia-se chót) chegou ao Brasil depois de fugir da perseguição nazista e dos horrores da Segunda Guerra.

"Foi uma festa só. É uma gratificação que representa muito para nós. O Paulo é uma pessoa dedicada, que nunca deixou nada para depois", afirmou o patriarca dos Szot, Kazimierz. Ao lado da esposa, ele sempre estimulou seus filhos a aprenderem instrumentos e preservarem as tradições culturais de seu país de origem.

Não à toa, os quatro irmãos do barítono (Maria Lúcia, 50 anos; Janina, 49; Luciano,46; e Jan, 43) estão envolvidos com ensino musical. Eles lecionam na Academia Janina, em Ribeirão Pires. Luciano também se dedica à Câmara de Comércio da Polônia. Paulo, que é o caçula e tem 38 anos, já trabalhou na escola.


Humildade - Apesar de ter conseguido espaço na Broadway, referência cultural situada em Nova York, nos Estados Unidos, Paulo não esqueceu suas origens. Ao receber o troféu das mãos de Liza Minnelli, dedicou sua conquista "aos artistas brasileiros, especialmente àqueles que lutam por reconhecimento nacional e internacional."

Segundo Kazimierz, a modéstia é uma das virtudes do filho. "Ele é muito humilde, franco, aberto e dedicado às pessoas."

Para Luciano, o prêmio do Tony Awards recebido pelo irmão mais novo, que desde o fim dos anos 1990 se dedica à carreira no Exterior, é apenas a primeira de uma extensa lista de distinções. "Pelo que conheço dele, ainda não chegou no topo. Nem todo mundo é como ele, que estuda canto oito horas por dia, de segunda a domingo e esquece até do seu lado pessoal para se dedicar à profissão."

Oito anos mais velho que Paulo, Luciano guarda boas recordações da infância e dos primeiros passos artísticos do irmão. "Ele concretizou o sonho da nossa família. Pelo fato de ser o caçula, teve o máximo de atenção e mais tempo para se dedicar."

Trajetória -  Antes de atuar como protagonista de um musical da Broadway - em que interpreta um fazendeiro francês (Emile De Becque) que se envolve com uma enfermeira norte-americana (Kelli O'Hara) -, Paulo tornou-se conhecido por seus personagens operísticos. Participou de produções como As Bodas de Fígaro, de Mozart, e Carmen, de Bizet. Sob a regência do maestro titular da Orquestra Sinfônica de Santo André, Flávio Florence, o barítono brilhou na ópera Don Pasquale, de Gaetano Donizetti.

"Não que tenhamos alguma responsabilidade em relação a esse prêmio, mas todos estamos muito orgulhosos", disse Florence. O regente não poupou elogios à técnica e à extensão vocal do barítono. "Uma das características dele é o fato de estar sempre 120% preparado para o que vai fazer. Possui uma voz de veludo que é, ao mesmo tempo, poderosíssima e tem timbre de cristal", frisou o maestro.

A reportagem do Diário tentou fazer contato telefônico e enviou um e-mail para Paulo, mas não conseguiu localizá-lo em Nova York.

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