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Diretora do sindicato denuncia médico por agressão física em hospital

Sindicalista conta que foi tirada à força do PS por panfletar na unidade


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

31/05/2017 | 07:00


Dirigente do Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), Roseli Aparecida de Souza, conhecida como Rosa, denunciou ontem o médico Evandro Pereira dos Reis por agressão física durante ato de panfletagem no PS (Pronto-Socorro) municipal, localizado no Centro.

O caso ocorreu na tarde de segunda-feira. Rosa relatou ao Diário que foi ao Quarteirão da Saúde, equipamento que integra atendimentos de urgência e emergência e especialidades médicas, distribuir panfletos do sindicato e conversar com servidores sobre a campanha salarial do funcionalismo deste ano – a categoria ainda aguarda proposta de reajuste salarial por parte do Paço.

A dirigente conta que Reis a intimidou e usou da força física para obrigá-la a deixar a unidade. “Passei na frente da sala de emergência e vi que o jornal que eu tinha deixado para um médico não estava mais, foi quando ele surgiu atrás de mim e disse: ‘Eu já joguei esse panfleto no lixo e se você deixar aí vou jogar de novo’. Eu afirmei que estava fazendo o meu trabalho”, contou. “Ele pegou no meu braço, me apertou e tentou me empurrar, colocando o dedo no meu nariz. Fechou uma porta pequena e empurrou. Tive a sensação que ele estava tentando me acertar”, descreveu Rosa.

O caso repercutiu nas redes sociais e causou comoção entre servidoras, que acompanharam a sindicalista na delegacia da defesa da mulher em Diadema ontem à tarde para registro de BO (Boletim de Ocorrência). Mulheres ligadas a coletivos e a sindicatos fizeram ato em frente à delegacia para protestar contra a atitude do servidor. “Houve desrespeito à liberdade e à organização sindical. Não bastasse isso, o médico aplicou violência moral, psicológica e física, ou seja, a explícita violência sexista”, criticou Junéia Martins Batista, secretária da mulher trabalhadora da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Não é a primeira vez que Reis se envolve em brigas no exercício da profissão. Em 2014, discutiu com o ex-vice-prefeito Joel Fonseca (PT) ao defender outro médico da unidade que teria agredido o petista por reclamar da demora no atendimento.

O Paço informou que “tomou conhecimento do caso e tomará providências necessárias para apurar os fatos”. 



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