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Há 25 anos morria Clarice Lispector


Melina Dias
Do Diário do Grande ABC

08/12/2002 | 20:28


Tão zelosa de seus escritos, quanto orgulhosa de sua beleza incomum, Clarice Lispector deixava uma irreparável lacuna na literatura brasileira há exatos 25 anos. Pouco se fará nesta data para lembrar esta mulher reservada, de poucos, mas bons amigos, autora de obras como A Hora da Estrela, A Paixão Segundo G.H. e Perto do Coração Selvagem. Este último, o primeiro romance de Clarice, escrito aos 16 anos, é ainda hoje um de seus livros mais vendidos.

Nesta segunda-feira, o Metrópolis, da TV Cultura, não deixa a data passar em branco. Com transmissão ao vivo, a partir das 22h, o programa de variedades cultural traz a atriz Beatriz Segall lendo trechos da correspondência pessoal da escritora.

Fora da TV, no Centro Cultural Banco do Brasil (rua Álvares Penteado, 112, São Paulo. Tel.: 3113-3651), outro espaço que se firma com uma programação que prima pela originalidade, a bailarina, coreógrafa e diretora da Ânimus Cia de Dança, Débora Barreto, apresenta o espetáculo Espelho.

Neste trabalho, que contém textos poéticos da própria Débora, o desafio é “traduzir para a dança a essência das obras e pensamentos” do cineasta Andrei Tarkowski, do teórico Carl Gustav Jung e da escritora Clarice Lispector. A exploração do espaço interno e externo do ser orienta os movimentos. Como Tarkowski e Jung, Clarice se ocupou em seus escritos das possibilidades e limites humanos.

Ainda para celebrar a data, o mais justo com a autora seria ler ou reler sua obra. Há de livros infantis que tranqüilamente podem ser saboreados por adultos, como A Mulher que Matou os Peixes, a obras 'herméticas' (Clarice odiava esse adjetivo para definir seus livros), como A Paixão Segundo G.H..

Passando por romances mais naturalistas, como A Hora da Estrela, adaptado para o cinema com fidelidade por Susana Amaral. O filme é uma entre tantas adaptações de sua obra para o teatro e cinema e merece ser (re)visto. É considerado “uma pequena obra-prima” pelo pintor Carlos Scliar, apaixonado pela trama, e amigo de Clarice a ponto de ela, pouco antes de morrer, ter pedido a ele que pintasse um segundo retrato seu.

Entre as reedições, prefira as da Rocco. A partir de setembro de 1998, a editora relançou 23 livros (incluindo textos infantis e infanto-juvenis), em um projeto especial que incluiu a padronização gráfica e rigorosa revisão dos textos, baseadas na primeira edição de cada livro.

Dentre as biografias, duas são passíveis de indicação. Clarice Lispector, de Ana Miranda, da editora Dumara, e Eu Sou Uma Pergunta: Uma Biografia de Clarice Lispector, de Teresa Cristina Monteiro (Rocco, 302 páginas).



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