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Registro de marca pode garantir sucesso do negócio


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

08/04/2010 | 07:00


Marca é dinheiro no bolso. Isso é o que dizem especialistas em marketing empresarial. Para que o negócio prospere, é fundamental saber escolher o nome da empresa e, principalmente, registrá-lo logo no início das atividades.

O retorno não é o mais instantâneo, pelo contrário, leva-se tempo para consolidar uma marca no mercado. Porém, se ela não estiver patenteada no Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), o empresário corre o risco de nunca mais poder se utilizar do nome escolhido, pois outro se antecipou e o registrou, seja por boa ou má-fé.

"É comum os empresários acharem que, pelo fato de constituir a empresa e a formalizá-la registrando na junta comercial de seu Estado, ele está protegido. No entanto, esse registro é apenas a permissão para que ela funcione com CNPJ. Para ter a exclusividade do uso da marca, é preciso requerer a nível nacional", explica Maria Isabel Montañés, diretora da Cone Sul Assessoria Empresarial que presta serviço de vigilância da marca para verificar se alguém se utilizou indevidamente dela.

Maria Isabel conta que este é tema recorrente em tribunais e nem sempre o primeiro a utilizar a marca é que terá o direito sobre seu uso. "Custa muito barato ao empreendedor registrar o nome de sua empresa no Inpi. Hoje, o processo todo, que leva cerca de dois anos, sai entre R$ 1.000 e R$ 1.800, incluindo a taxa federal e os honorários."

Em parte, diz a especialista, a culpa é dos contadores, que deveriam ser mais incisivos nessa questão. Eles são os primeiros da cadeia, que cuidam de toda a papelada da abertura da empresa. "Tanto é que muitos escritórios de contabilidade fazem um termo de responsabilidade para o caso de o cliente não querer registrar a marca e lá na frente culpá-los por não terem feito isso."

Segundo o consultor de marketing do Sebrae-SP, João Abdalla, a marca é o maior patrimônio de uma empresa. Ela diz a credibilidade que o empreendedor quer passar e a imagem que ele deseja construir. "Deve-se pensar que a marca tem de ter uma boa abrangência, abordando tudo com o que o empresário trabalha. E o nome tem de ser sonoro, de fácil lembrança."

Abdalla relata que muitas vezes o pequeno empresário não se atenta a isso por estar mais preocupado com problemas imediatos. Entretanto, ele ressalta que é preciso, ao mesmo tempo que primar pela excelência no atendimento e na pontualidade, investir na propriedade da marca.

Maria Isabel diz que é comum depois de cinco anos, quando o negócio começa a engrenar, o empresário querer registrá-la. E muitas vezes já é tarde. Quando não ocorre de ele dividir clientela sem nem desconfiar, por conta de outra empresa usar o mesmo nome.

"A cada dia o empresário planta um pouco de sua marca. Não existe uma que nasça de autorrenome. A própria Coca-Cola nasceu pequena", afirma a diretora.

Abdalla orienta os interessados em patentear o nome da empresa a procurarem preferencialmente por um escritório de advocacia que atue com marcas e patentes.

Para esclarecer dúvidas, a Cone Sul realizará, na quinta-feira (dia 15), um circuito de palestras no Hotel Renaissance, das 9h às 12h. Mais informações pelos telefones3207-3068 e 3277-2695.



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