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Diadema retoma licitação para creches

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidades Irmã Dulce 2 e Sagrado Coração de Jesus deveriam ter sido entregues há quatro anos


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/05/2017 | 07:00


A Prefeitura de Diadema deu início ao processo de contratação das empresas que, enfim, realizarão as obras de conclusão das creches Irmã Dulce 2, na Vila Nova Conceição, e Sagrado Coração de Jesus, no bairro Casa Grande. Os dois equipamentos deveriam ter sido entregues há quatro anos, tendo em vista que começaram a ser erguidos em 2012, no entanto, os trabalhos foram paralisados em setembro de 2015. Juntas, as unidades somam 620 vagas destinadas a crianças com idade entre zero e 3 anos, número considerável para aliviar a fila de espera de pelo menos 4.000 pequenos por vaga em creche na cidade.

O filho de 2 anos da auxiliar de produção Caroline Alves, 23, é um dos que poderiam usufruir do equipamento. A mãe, porém, teve de colocar o menino em unidade de outro bairro e somente conseguiu a vaga depois de entrar na Justiça. “Assim que ele nasceu fiz o cadastro, mas consegui vaga apenas um ano e três meses depois, por ordem judicial. Se essa creche (Irmã Dulce 2) estivesse pronta, seria mais fácil. Um pulo e ele já estaria lá”, observa a moradora, vizinha à obra, com previsão de oferta de 480 vagas e investimento de R$ 2,1 milhões.

As duas intervenções foram abandonadas pela empresa responsável, Ematec Engenharia e Sistemas de Manutenção Ltda, o que resultou em rescisão amigável do convênio com a administração do prefeito Lauro Michels (PV). Os contratos contam com recursos federais, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação, vinculado ao MEC (Ministério da Educação).

Procurado para informar a previsão de retomada das construções e nova data para a entrega, o Executivo não retornou até o fechamento desta edição. Enquanto isso, as estruturas já erguidas se deterioram dia após dia, no mesmo ritmo em que aumentam os problemas para os moradores dessas áreas.

O terreno que abriga o esqueleto da creche Irmã Dulce 2 tem livre acesso. Do cenário visto pela equipe de reportagem do Diário em junho de 2016, quando a última reportagem sobre o local foi publicada, mantêm-se o mato alto, lixo espalhado, água parada, materiais de construção degradados e estrutura comprometida. A novidade é que a laje do prédio está servindo como depósito de materiais recicláveis. “Pessoas que trabalham com reciclagem largam tudo aí, deixando o lugar propício para o mosquito da dengue”, disse moradora do bairro que preferiu não se identificar. Ela lamenta a situação. “Aqui o que não falta é criança.”

Já a edificação da creche Sagrado Coração de Jesus, projetada para oferecer 140 vagas e com investimento de R$ 3 milhões, tem sido abrigo para dezenas de pessoas em situação de rua. “Está sendo até chamado de hotel cinco estrelas”, falou uma senhora que vive no bairro e, por medo de represálias, não quis se identificar. Pelas mãos, ela trazia o neto de 2 anos, que poderia ser atendido pelo equipamento.

Também com entrada livre, o prédio inacabado abriga ainda usuários de drogas. “Esse foi, por algum tempo, o esconderijo de uma prima minha para manter o vício. Dá medo de passar por aqui à noite. A polícia veio e colocou todo mundo para correr, mas assim que vai embora, todo mundo volta”, desabafa a munícipe. A esperança da comunidade é o fim do certame, que teve início em 11 de abril, para a escolha das novas empreiteiras. 



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Diadema retoma licitação para creches

Unidades Irmã Dulce 2 e Sagrado Coração de Jesus deveriam ter sido entregues há quatro anos

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

27/05/2017 | 07:00


A Prefeitura de Diadema deu início ao processo de contratação das empresas que, enfim, realizarão as obras de conclusão das creches Irmã Dulce 2, na Vila Nova Conceição, e Sagrado Coração de Jesus, no bairro Casa Grande. Os dois equipamentos deveriam ter sido entregues há quatro anos, tendo em vista que começaram a ser erguidos em 2012, no entanto, os trabalhos foram paralisados em setembro de 2015. Juntas, as unidades somam 620 vagas destinadas a crianças com idade entre zero e 3 anos, número considerável para aliviar a fila de espera de pelo menos 4.000 pequenos por vaga em creche na cidade.

O filho de 2 anos da auxiliar de produção Caroline Alves, 23, é um dos que poderiam usufruir do equipamento. A mãe, porém, teve de colocar o menino em unidade de outro bairro e somente conseguiu a vaga depois de entrar na Justiça. “Assim que ele nasceu fiz o cadastro, mas consegui vaga apenas um ano e três meses depois, por ordem judicial. Se essa creche (Irmã Dulce 2) estivesse pronta, seria mais fácil. Um pulo e ele já estaria lá”, observa a moradora, vizinha à obra, com previsão de oferta de 480 vagas e investimento de R$ 2,1 milhões.

As duas intervenções foram abandonadas pela empresa responsável, Ematec Engenharia e Sistemas de Manutenção Ltda, o que resultou em rescisão amigável do convênio com a administração do prefeito Lauro Michels (PV). Os contratos contam com recursos federais, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação, vinculado ao MEC (Ministério da Educação).

Procurado para informar a previsão de retomada das construções e nova data para a entrega, o Executivo não retornou até o fechamento desta edição. Enquanto isso, as estruturas já erguidas se deterioram dia após dia, no mesmo ritmo em que aumentam os problemas para os moradores dessas áreas.

O terreno que abriga o esqueleto da creche Irmã Dulce 2 tem livre acesso. Do cenário visto pela equipe de reportagem do Diário em junho de 2016, quando a última reportagem sobre o local foi publicada, mantêm-se o mato alto, lixo espalhado, água parada, materiais de construção degradados e estrutura comprometida. A novidade é que a laje do prédio está servindo como depósito de materiais recicláveis. “Pessoas que trabalham com reciclagem largam tudo aí, deixando o lugar propício para o mosquito da dengue”, disse moradora do bairro que preferiu não se identificar. Ela lamenta a situação. “Aqui o que não falta é criança.”

Já a edificação da creche Sagrado Coração de Jesus, projetada para oferecer 140 vagas e com investimento de R$ 3 milhões, tem sido abrigo para dezenas de pessoas em situação de rua. “Está sendo até chamado de hotel cinco estrelas”, falou uma senhora que vive no bairro e, por medo de represálias, não quis se identificar. Pelas mãos, ela trazia o neto de 2 anos, que poderia ser atendido pelo equipamento.

Também com entrada livre, o prédio inacabado abriga ainda usuários de drogas. “Esse foi, por algum tempo, o esconderijo de uma prima minha para manter o vício. Dá medo de passar por aqui à noite. A polícia veio e colocou todo mundo para correr, mas assim que vai embora, todo mundo volta”, desabafa a munícipe. A esperança da comunidade é o fim do certame, que teve início em 11 de abril, para a escolha das novas empreiteiras. 

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