Fechar
Publicidade

Sábado, 27 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Empréstimo do BNDES cai pela metade na região

ABr Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Recessão da economia e cenário político incerto
explicam a diminuição das contratações de crédito


Gabriel Russini
Especial para o Diário

27/05/2017 | 07:09


As empresas do Grande ABC diminuíram em 47% o volume de recursos emprestados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na comparação entre março com a mesma época do ano passado. No terceiro mês deste ano foram financiados R$ 66,8 milhões, enquanto que em março de 2016 a quantia somava R$ 127 milhões, ou seja, R$ 60,2 milhões a mais.

O número de contratos por empresas da região também recuou, em 45%, totalizando 788 empréstimos contra os 1.430 do mesmo período de 2016, uma diferença de 642 assinaturas. Isso é o que aponta o levantamento realizado pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema com exclusividade ao Diário. Os dados são os mais recentes disponíveis.

Para o segundo vice-diretor do Ciesp de Diadema, Donizete Duarte da Silva, a diminuição do valor dos empréstimos está atrelada ao atual cenário econômico e à instabilidade política vivida nos últimos tempos. “Não tem demanda, então não há motivos para a solicitação de empréstimo, estamos parados.”

O crédito do BNDES é voltado para a realização de melhorias na empresa, expansão na linha de produção ou para capital de giro, e não para tirar a firma do vermelho, por isso, naturalmente a procura cai em tempos de turbulência. Além disso, o banco privilegia contratos que incentivem a inovação e o desenvolvimento regional e socioambiental. Embora ofereça juros baixos, os critérios de avaliação para a concessão são bastante rígidos, o que também faz com que o volume caia, já que não se pode ter dívida de impostos, por exemplo.

A maior retração nas quantias apresentadas foi verificada nas grandes empresas das sete cidades. O volume caiu drasticamente. Com variação negativa de 90%, o valor passou de R$ 37 milhões para apenas R$ 3,7 milhões financiados. Em contrapartida, a quantidade de operações aumentou em 178%, subindo de 64 para 178 acordos firmados.

Para o gerente regional do Ciesp de Diadema, Dario Sanchez, mesmo com a crise, essas companhias ainda disponibilizam capital e buscam por empréstimos com juros mais baixos do que obteriam nos bancos comerciais, por isso a procura pelo crédito aumentou.

Em relação ao volume financiado às microempresas do Grande ABC, também houve retração. A redução foi de 50%, ficando na casa dos R$ 33,2 milhões ante os R$ 66,4 milhões registrados em março do ano passado. O número de contratos seguiu pelo mesmo caminho, apresentando baixa ainda maior, de 65%, e somando 266 acordos.

Na avaliação de Silva, as empresas menores são as que mais sofrem em tempos de crise – até porque elas dependem diretamente do consumidor final, que está com o pé no freio, ou de companhias maiores, que também reduziram suas encomendas.

Sanchez complementa que a recessão fez com que companhias de grande porte se desprendessem dos serviços prestados pelas médias e pequenas empresas. “Na busca pela readequação financeira, muita coisa é cortada”.

NO GERAL - O total financiado pelas companhias regionais foi 23% menor do que o registrado em março de 2016, passando de R$ 35,6 milhões para R$ 27,2 milhões. “Atualmente, as empresas só investem no que realmente for necessário”, assinala Sanchez.

Dentre os setores mais impactados pela crise, e que mais recuaram nas demandas por crédito do BNDES, destaca-se a indústria quanto ao volume desembolsado. Houve retração de 68%, totalizando R$ 16,1 milhões.

Quanto ao número de contratos, comércio e serviços reduziram as propostas em 47%, para 59 acordos.

LÍDER - Dentre as modalidades de empréstimo, o BNDES automático foi o serviço mais utilizado na região, com aumento de 475% no número de operações, totalizando 46. Essa modalidade é mais acessível por ser realizada por intermédio de instituições financeiras credenciadas. Além disso, possui teto de R$ 20 milhões. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;