Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 16 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Firma de fundo de quintal ignora CPI e oculta documentos exigidos por integrantes da comissão

Vereadores haviam solicitado declarações de bens e dados de engenheiro


Júnior Carvalho
do Diário do Grande ABC

20/05/2017 | 07:00


Suspeita de ser empresa fantasma e investigada por contratos sem licitação com o governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), a Mendonça e Silva, firma situada nos fundos de cortiço na periferia da cidade, ignorou as exigências da CPI na Câmara e não entregou documentos solicitados pelos vereadores. Os dados seriam objeto de análise na audiência de ontem, a quarta desde o começo dos trabalhos no Legislativo. Contudo, expirado o prazo de 15 dias, a firma não se manifestou.

Os documentos exigidos e não entregues foram as declarações de Imposto de Renda da firma a partir de 2013. A companhia começou a ser contratada no ano seguinte pela gestão Lauro para tocar reformas em telhados de escolas municipais. Foram exigidas também planilhas de bens da empresa referentes aos anos de 2014 e 2015. “O que, a princípio, eram só indícios começa a ganhar formato de que (a empresa) tem culpa no cartório”, criticou Josa Queiroz (PT), relator da CPI, ao criticar a não entrega de documentos por parte da construtora.

Na semana passada, Josa revelou, durante os depoimentos dos secretários Tatiane Ramos (PSB, Educação) e José Marcelo (Obras), que a Mendonça e Silva, no processo de contratação por meio de carta-convite, superou empresas maiores e com experiências no ramo que também mostraram interesse nos convênios, entre elas a ECG Engenharia Construções e Geotecnia, responsável pela construção da Fábrica de Cultura, no Centro de Diadema, cujo contrato é de R$ 14,3 milhões.

Josa explicou que a firma será novamente acionada a entregar os dados solicitados, num prazo de mais 15 dias, sob a possibilidade de ser acionada na Justiça. “Se a firma não responder aos pedidos, vamos procurar as vias judiciais (para forçar a empresa a entregar os documentos) e fazer valer os direitos da CPI”, disse.

Dono formal da empresa, Orisvaldo José da Silva será novamente convocado pela comissão para prestar informações não esclarecidas, entre elas o nome de seu sogro, indicado pelo empresário como um dos responsáveis pela empresa – ele negou informar o nome do parente. A pedido da CPI, a administração forneceu dados da mulher de Orisvaldo, Amélia Mendonça França da Silva, que chegou a ser beneficiária do programa Bolsa Família, mas não foi possível chegar ao nome do sogro do empresário.

Na próxima semana, vereadores irão visitar três escolas que teriam recebido serviços da firma. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Firma de fundo de quintal ignora CPI e oculta documentos exigidos por integrantes da comissão

Vereadores haviam solicitado declarações de bens e dados de engenheiro

Júnior Carvalho
do Diário do Grande ABC

20/05/2017 | 07:00


Suspeita de ser empresa fantasma e investigada por contratos sem licitação com o governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), a Mendonça e Silva, firma situada nos fundos de cortiço na periferia da cidade, ignorou as exigências da CPI na Câmara e não entregou documentos solicitados pelos vereadores. Os dados seriam objeto de análise na audiência de ontem, a quarta desde o começo dos trabalhos no Legislativo. Contudo, expirado o prazo de 15 dias, a firma não se manifestou.

Os documentos exigidos e não entregues foram as declarações de Imposto de Renda da firma a partir de 2013. A companhia começou a ser contratada no ano seguinte pela gestão Lauro para tocar reformas em telhados de escolas municipais. Foram exigidas também planilhas de bens da empresa referentes aos anos de 2014 e 2015. “O que, a princípio, eram só indícios começa a ganhar formato de que (a empresa) tem culpa no cartório”, criticou Josa Queiroz (PT), relator da CPI, ao criticar a não entrega de documentos por parte da construtora.

Na semana passada, Josa revelou, durante os depoimentos dos secretários Tatiane Ramos (PSB, Educação) e José Marcelo (Obras), que a Mendonça e Silva, no processo de contratação por meio de carta-convite, superou empresas maiores e com experiências no ramo que também mostraram interesse nos convênios, entre elas a ECG Engenharia Construções e Geotecnia, responsável pela construção da Fábrica de Cultura, no Centro de Diadema, cujo contrato é de R$ 14,3 milhões.

Josa explicou que a firma será novamente acionada a entregar os dados solicitados, num prazo de mais 15 dias, sob a possibilidade de ser acionada na Justiça. “Se a firma não responder aos pedidos, vamos procurar as vias judiciais (para forçar a empresa a entregar os documentos) e fazer valer os direitos da CPI”, disse.

Dono formal da empresa, Orisvaldo José da Silva será novamente convocado pela comissão para prestar informações não esclarecidas, entre elas o nome de seu sogro, indicado pelo empresário como um dos responsáveis pela empresa – ele negou informar o nome do parente. A pedido da CPI, a administração forneceu dados da mulher de Orisvaldo, Amélia Mendonça França da Silva, que chegou a ser beneficiária do programa Bolsa Família, mas não foi possível chegar ao nome do sogro do empresário.

Na próxima semana, vereadores irão visitar três escolas que teriam recebido serviços da firma. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;