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Muitas línguas pelo mundo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

21/05/2017 | 07:00


Conhecer diferentes idiomas pode ser o caminho para que as pessoas abram horizontes pelo mundo. A chegada do Dia da Língua Nacional, celebrado hoje como homenagem às línguas faladas em cada nação, serve para lembrar que é positivo aproveitar a chance de ampliar nosso conhecimento nessa área em qualquer idade.

Espanhol, italiano, japonês e alemão são algumas das culturas a serem exploradas. Além de aprender o Português na grade curricular normal, parte dos estudantes divide sua atenção com o universo do inglês (falado em países como Estados Unidos e Inglaterra). “A parte mais difícil é escrever, por conta de como as palavras são montadas. Às vezes você fala de um jeito e escreve de outro”, comenta Eduardo Segala Gelinsk, 11 anos.

O garoto faz parte do grupo de 4.000 inscritos na Escola Municipal de Idiomas Paulo Sergio Fiorotti, em São Caetano, onde tem duas aulas por semana. “Como é uma língua global, acaba sendo fundamental nas nossas vidas.”

Outro idioma famoso é o falado na França. A Aliança Francesa, em Santo André, conta com turma infantil que se encontra sempre nas tardes de sexta-feira. “Acho uma língua bonita e gosto da comida de lá também. Em relação ao Português e ao inglês, tenho visto que são bem mais complicadas. Consigo falar melhor do que escrever”, diz Flavia Alexandroni Dias, 12 anos, de São Bernardo. “Tem que ficar atento à forma como se pronuncia as coisas para falar direito e não perder o sentido das palavras”, alerta Tomas Cordier, 8, também morador de Santo André.

Experiências entre familiares podem incentivar a atividade. “Nas férias, uma prima minha da França veio para cá e meu pai tinha que servir de tradutor. Me interessei pelas aulas e tento conversar melhor com ela pela internet”, conta Daniel Breder Bessa, 11. Nascido no país europeu, Mathis Antoine Marcel José Macena, morador de Santo André, 9, revela que o fato de aprender português fez com que esquecesse o idioma. “Consigo lembrar de algumas coisas quando falam em francês comigo. Ajuda a lembrar.”

Pedro Valdo Parro, 8, costuma viajar bastante para o país na companhia da família. “Meus pais acham que, fazendo o curso, eu me comunicaria melhor com as pessoas de lá”, conta o menino. “As aulas têm me ajudado bastante e treino sempre que posso.”

“É importante saber outras línguas, como o inglês, porque se já com bastante estudo é difícil encontrar um bom emprego, imagina sem esse diferencial. Também pode gerar promoções no serviço e te deixa preparado para possíveis intercâmbios”, afirma Victor Carrilho, 12 anos, de São Caetano, que deseja conhecer os Estados Unidos. O conhecimento extra promete deixar a futura viagem bem mais interessante e divertida.

Ensino é projeto a longo prazo e há estímulo foradas salas de aula

Aprender é ampliar o conhecimento e sempre é um desafio. O contato com outras línguas passa pelo mesmo processo. É comum ouvir que o mais interessante seja iniciar os estudos o quanto antes, mas não há uma idade específica para se começar esse tipo de aula. Parte da jornada passa por ser um projeto contínuo a longo prazo. Crianças aprendem rápido e podem esquecer na mesma velocidade.

Uma dica para instigar a busca por informações sobre várias línguas é perceber como momentos que vão além das salas de aula podem ser interessantes. Traduzir músicas, livros, games e filmes serve de estímulo. Fã de The Vampire Diaries, 13 Reasons Why e Grey’s Anatomy, Brunna Bertuzzi, 12 anos, de São Caetano, comenta que os estudos do inglês aparecem quando vê os programas. “Gosto de assistir às séries com legenda. Minha mãe disse que assim me ajuda a perceber como certas palavras e termos se encaixam melhor no contexto das conversas.”

Estudar de maneira forçada nunca é positivo. É importante que as crianças explorem as possibilidades e que os pais estejam atentos a possíveis preferências. Tudo ajuda a perceber as diferenças pelo mundo.

O idioma mais falado do planeta é o chinês, com mais de 1,2 bilhão de pessoas o usando para se comunicar entre suas 14 variações

Consultoria de Laura Stella Miccoli, professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e um dos autores do livro Faça a Diferença: Ensinar Línguas Estrangeiras na Educação Básica.



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Muitas línguas pelo mundo

Luis Felipe Soares
Diário do Grande ABC

21/05/2017 | 07:00


Conhecer diferentes idiomas pode ser o caminho para que as pessoas abram horizontes pelo mundo. A chegada do Dia da Língua Nacional, celebrado hoje como homenagem às línguas faladas em cada nação, serve para lembrar que é positivo aproveitar a chance de ampliar nosso conhecimento nessa área em qualquer idade.

Espanhol, italiano, japonês e alemão são algumas das culturas a serem exploradas. Além de aprender o Português na grade curricular normal, parte dos estudantes divide sua atenção com o universo do inglês (falado em países como Estados Unidos e Inglaterra). “A parte mais difícil é escrever, por conta de como as palavras são montadas. Às vezes você fala de um jeito e escreve de outro”, comenta Eduardo Segala Gelinsk, 11 anos.

O garoto faz parte do grupo de 4.000 inscritos na Escola Municipal de Idiomas Paulo Sergio Fiorotti, em São Caetano, onde tem duas aulas por semana. “Como é uma língua global, acaba sendo fundamental nas nossas vidas.”

Outro idioma famoso é o falado na França. A Aliança Francesa, em Santo André, conta com turma infantil que se encontra sempre nas tardes de sexta-feira. “Acho uma língua bonita e gosto da comida de lá também. Em relação ao Português e ao inglês, tenho visto que são bem mais complicadas. Consigo falar melhor do que escrever”, diz Flavia Alexandroni Dias, 12 anos, de São Bernardo. “Tem que ficar atento à forma como se pronuncia as coisas para falar direito e não perder o sentido das palavras”, alerta Tomas Cordier, 8, também morador de Santo André.

Experiências entre familiares podem incentivar a atividade. “Nas férias, uma prima minha da França veio para cá e meu pai tinha que servir de tradutor. Me interessei pelas aulas e tento conversar melhor com ela pela internet”, conta Daniel Breder Bessa, 11. Nascido no país europeu, Mathis Antoine Marcel José Macena, morador de Santo André, 9, revela que o fato de aprender português fez com que esquecesse o idioma. “Consigo lembrar de algumas coisas quando falam em francês comigo. Ajuda a lembrar.”

Pedro Valdo Parro, 8, costuma viajar bastante para o país na companhia da família. “Meus pais acham que, fazendo o curso, eu me comunicaria melhor com as pessoas de lá”, conta o menino. “As aulas têm me ajudado bastante e treino sempre que posso.”

“É importante saber outras línguas, como o inglês, porque se já com bastante estudo é difícil encontrar um bom emprego, imagina sem esse diferencial. Também pode gerar promoções no serviço e te deixa preparado para possíveis intercâmbios”, afirma Victor Carrilho, 12 anos, de São Caetano, que deseja conhecer os Estados Unidos. O conhecimento extra promete deixar a futura viagem bem mais interessante e divertida.

Ensino é projeto a longo prazo e há estímulo foradas salas de aula

Aprender é ampliar o conhecimento e sempre é um desafio. O contato com outras línguas passa pelo mesmo processo. É comum ouvir que o mais interessante seja iniciar os estudos o quanto antes, mas não há uma idade específica para se começar esse tipo de aula. Parte da jornada passa por ser um projeto contínuo a longo prazo. Crianças aprendem rápido e podem esquecer na mesma velocidade.

Uma dica para instigar a busca por informações sobre várias línguas é perceber como momentos que vão além das salas de aula podem ser interessantes. Traduzir músicas, livros, games e filmes serve de estímulo. Fã de The Vampire Diaries, 13 Reasons Why e Grey’s Anatomy, Brunna Bertuzzi, 12 anos, de São Caetano, comenta que os estudos do inglês aparecem quando vê os programas. “Gosto de assistir às séries com legenda. Minha mãe disse que assim me ajuda a perceber como certas palavras e termos se encaixam melhor no contexto das conversas.”

Estudar de maneira forçada nunca é positivo. É importante que as crianças explorem as possibilidades e que os pais estejam atentos a possíveis preferências. Tudo ajuda a perceber as diferenças pelo mundo.

O idioma mais falado do planeta é o chinês, com mais de 1,2 bilhão de pessoas o usando para se comunicar entre suas 14 variações

Consultoria de Laura Stella Miccoli, professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da Faculdade de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e um dos autores do livro Faça a Diferença: Ensinar Línguas Estrangeiras na Educação Básica.

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