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Morando pede para reduzir próprio salário em S.Bernardo

Prefeito sugere corte de seus vencimentos, dos R$ 30,6 mil atuais para R$ 25,6 mil


Humberto Domiciano
Do Diário do Grande ABC

18/05/2017 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), encaminhou à Câmara solicitação para que o seu salário seja reduzido dos atuais R$ 30.625,77 para R$ 25.604,69.

O pedido visa a nulidade do acréscimo que foi incorporado pelo ex-prefeito Luiz Marinho (PT), em março do ano passado, e será retroativo, ou seja, os valores pagos entre janeiro e maio de 2017 deverão ser restituídos aos cofres do município.

De acordo com Morando, a redução foi proposta para corrigir um erro do governo anterior. “O aumento aprovado no ano passado era abusivo e desproporcional em relação aos demais prefeitos. Pelo momento que o País atravessa, não se pode aumentar o salário do prefeito e por isso pedi a diminuição do subsídio”, afirmou o chefe do Executivo.

Se a medida for aprovada pelos vereadores, possivelmente na semana que vem, o pedido de redução salarial deve gerar economia de R$ 5.021,08 mensais e de R$ 60.252,96 até o fim do ano.

Atualmente, o salário do prefeito de São Bernardo é maior que o do presidente da República (R$ 27,8 mil) e do governador de São Paulo (R$ 21,6 mil).

Desde o começo do ano, a gestão tucana implementou medidas de austeridade para reduzir despesas, como a devolução de carros oficiais, telefones celulares corporativos, a suspensão do Carnaval, o corte de 30% em cargos comissionados e ainda o congelamento em 40% do Orçamento. Conforme a Prefeitura, o pacote de austeridade teria garantida, em 100 dias de gestão, economia de R$ 101 milhões.

Outros pontos que preocupa a administração é o valor de R$ 196 milhões herdados do governo Marinho e a quantia da dívida ativa, que, segundo a gestão tucana, saltou de R$ 2,2 bilhões, em 2011, para R$ 4 bilhões em 2017.

Deste total, 59% (R$ 1,8 bilhão) seriam de difícil recuperação, a chamada massa falida ou dívida morta, e são decorrentes de empresas que faliram ou de contribuintes inadimplentes que faleceram e seus débitos ficaram para trás.

CPI DA ELETROPAULO
A CPI da Eletropaulo aprovou ontem quatro requerimentos de informações para a Prefeitura de São Bernardo, AES Eletropaulo, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e para a Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo).

Entre os pedidos estão questões como os dados básicos do sistema de iluminação pública municipal, a propriedade e exploração dos postes, padrões de qualidade da prestação dos serviços e a fiscalização efetuada pelas agências reguladoras. 



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