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Morador dificulta combate à dengue


Camila Brunelli
Do Diário do Grande ABC

05/01/2011 | 07:19


Os esforços do poder público no combate à dengue estão se esvaindo por conta da falta de colaboração dos moradores da região. As prefeituras mantêm políticas permanentes de combate aos focos de contaminação durante todas as estações do ano, mas, segundo os gestores, boa parte da população não cumpre as orientações.

Os dados são preocupantes. O número de casos de dengue resgistrados no ano passado nas cidades da região (com exceção de Santo André, que não divulgou as informações) é mais de 20 vezes maior que os 35 casos confirmados de 2009. Entre autóctones e importados, foram contabilizados 734 casos no Grande ABC.

"Apesar de termos o maior número de casos confirmados no verão, os mosquitos costumam pôr os ovos no inverno", explicou a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano, Melissa Vautier.

Melissa não tem dúvidas de que o principal entrave no combate à doença ainda é a falta de colaboração da população. "Nós fazemos as visitas, constatamos os problemas e, quando voltamos, a situação é a mesma", lamentou. "As pessoas só se sensibilizam quando dói no bolso", explicou, referindo-se aos autos de infração lavrados esporadicamente, que podem render multas de R$ 120 a R$ 10 mil.

Segundo ela, o número de casas fechadas e recusas em receber os agentes vem diminuindo em São Caetano. Em 2009, cerca de 40% dos agentes que tentavam vistoriar os imóveis em busca de focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, era impedido de entrar. No ano passado, o número caiu para 25%. "Muitas vezes recebemos denúncias falando da caixa de água do vizinho e achamos água parada na residência da reclamante."

Em São Bernardo, o cenário é o mesmo. "Mesmo com o trabalho feito durante o ano inteiro, falta interesse da população. Hoje temos mais de 1.000 agentes trabalhando. Não é falta de gente. Mesmo assim, continuamos vendo água parada", explicou o diretor do Departamento de Proteção a Saúde e Vigilâncias, Luiz Francisco de Souza.

A recusa em receber os agentes depende do bairro. "Em periferias temos acesso mais fácil do que em em bairros mais nobres. Os donos não estão, e os empregados têm medo de deixar os agentes entrar, por conta da segurança."

DICAS
O Ministério da Saúde recomenda vedar grandes depósitos de água para impedir que os mosquitos depositem seus ovos, assim como limpar com bucha esses locais, porque é onde os ovos eclodem e se transformam em larvas. Outra dica é usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É importante não esquecer de remover o lixo para evitar acúmulo de detritos em volta das casas.

 Reservatório mal tapado preocupa Nova Petrópolis

 Deborah Moreira br Do Diário do Grande ABC

Dois pequenos reservatórios destampados construídos pela Prefeitura de São Bernardo, na Praça Fernando de Azevedo, em Nova Petrópolis, deixam moradores alerta. Construídos para escoar e reter a água de chuva que se acumulava na quadra esportiva, eles acumulam água limpa, ambiente perfeito para surgimento do mosquito da dengue.

Frequentadores afirmam que funcionários da Prefeitura estiveram na praça para tentar sanar o problema da água parada. O Departamento de Parques e Jardins instalou tampas nas caixas, mas, segundo moradores, as peças de concreto têm abertura lateral, o que não impede a proliferação dos mosquitos causadores da dengue.

 



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Morador dificulta combate à dengue

Camila Brunelli
Do Diário do Grande ABC

05/01/2011 | 07:19


Os esforços do poder público no combate à dengue estão se esvaindo por conta da falta de colaboração dos moradores da região. As prefeituras mantêm políticas permanentes de combate aos focos de contaminação durante todas as estações do ano, mas, segundo os gestores, boa parte da população não cumpre as orientações.

Os dados são preocupantes. O número de casos de dengue resgistrados no ano passado nas cidades da região (com exceção de Santo André, que não divulgou as informações) é mais de 20 vezes maior que os 35 casos confirmados de 2009. Entre autóctones e importados, foram contabilizados 734 casos no Grande ABC.

"Apesar de termos o maior número de casos confirmados no verão, os mosquitos costumam pôr os ovos no inverno", explicou a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses de São Caetano, Melissa Vautier.

Melissa não tem dúvidas de que o principal entrave no combate à doença ainda é a falta de colaboração da população. "Nós fazemos as visitas, constatamos os problemas e, quando voltamos, a situação é a mesma", lamentou. "As pessoas só se sensibilizam quando dói no bolso", explicou, referindo-se aos autos de infração lavrados esporadicamente, que podem render multas de R$ 120 a R$ 10 mil.

Segundo ela, o número de casas fechadas e recusas em receber os agentes vem diminuindo em São Caetano. Em 2009, cerca de 40% dos agentes que tentavam vistoriar os imóveis em busca de focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, era impedido de entrar. No ano passado, o número caiu para 25%. "Muitas vezes recebemos denúncias falando da caixa de água do vizinho e achamos água parada na residência da reclamante."

Em São Bernardo, o cenário é o mesmo. "Mesmo com o trabalho feito durante o ano inteiro, falta interesse da população. Hoje temos mais de 1.000 agentes trabalhando. Não é falta de gente. Mesmo assim, continuamos vendo água parada", explicou o diretor do Departamento de Proteção a Saúde e Vigilâncias, Luiz Francisco de Souza.

A recusa em receber os agentes depende do bairro. "Em periferias temos acesso mais fácil do que em em bairros mais nobres. Os donos não estão, e os empregados têm medo de deixar os agentes entrar, por conta da segurança."

DICAS
O Ministério da Saúde recomenda vedar grandes depósitos de água para impedir que os mosquitos depositem seus ovos, assim como limpar com bucha esses locais, porque é onde os ovos eclodem e se transformam em larvas. Outra dica é usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É importante não esquecer de remover o lixo para evitar acúmulo de detritos em volta das casas.

 Reservatório mal tapado preocupa Nova Petrópolis

 Deborah Moreira br Do Diário do Grande ABC

Dois pequenos reservatórios destampados construídos pela Prefeitura de São Bernardo, na Praça Fernando de Azevedo, em Nova Petrópolis, deixam moradores alerta. Construídos para escoar e reter a água de chuva que se acumulava na quadra esportiva, eles acumulam água limpa, ambiente perfeito para surgimento do mosquito da dengue.

Frequentadores afirmam que funcionários da Prefeitura estiveram na praça para tentar sanar o problema da água parada. O Departamento de Parques e Jardins instalou tampas nas caixas, mas, segundo moradores, as peças de concreto têm abertura lateral, o que não impede a proliferação dos mosquitos causadores da dengue.

 

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