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Morando rebate críticas de Lauro e alfineta ex-aliado

Tucano argumenta que verde evitava criticar entidade quando petista comandou colegiado


Humberto Domiciano
do Diário do Grande ABC

09/05/2017 | 07:00


O prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Orlando Morando (PSDB), afirmou ontem que vê com estranheza a mobilização do chefe do Executivo de Diadema, Lauro Michels (PV), para sair do grupo de prefeitos.

“Estranho isso. Ele (Lauro) deveria ter visto isso nos quatro anos do primeiro mandato dele. Inclusive no qual fazia parte do Consórcio. Isso me parece uma crítica fora do tempo. Diminuímos o orçamento, estamos fazendo funcionar (a máquina) com a metade (das despesas) e ainda assim abrimos o escritório em Brasília. Na gestão anterior, o meu antecessor (o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, do PT) fazia menos com mais (recurso público)”, defendeu Morando, ao rebater as críticas do verde aos gastos da entidade.

Lauro, que é vice-presidente do Consórcio, tem feito críticas ferrenhas às despesas do colegiado, além de afirmar que a cidade contribui com a entidade, mas é pouco beneficiada com ações regionais encabeçadas pelo Consórcio. O município, por sua vez, está inadimplente com o grupo desde 2015 e segue atrasando mensalidades referentes a 2017.

Na semana passada, Lauro Michels afirmou que não pedirá aval da Câmara para concretizar a saída da cidade da composição do Consórcio Intermunicipal nem efetivará o pagamento das parcelas em atraso.

Na visão de Morando, a disputa entre a entidade e a Prefeitura de Diadema pode terminar na Justiça. “O Consórcio tem procuradoria e vamos buscar as decisões dentro da legalidade. Diadema permanece no grupo, até porque vamos buscar os mecanismos legais para garantir isso”, completou o tucano.

A possível saída de Diadema do Consórcio se arrasta desde março, quando Lauro tornou pública a intenção de desfiliar a cidade, alegando dificuldades financeiras para arcar com as mensalidades e, ao mesmo tempo, dívida de R$ 8,3 milhões referente a parcelas de exercícios anteriores não honradas.

A oposição ao prefeito na Câmara de Diadema, chamada de G-12 (grupo de parlamentares do PT, PR, PRB, PPS e DEM), tenta punir o verde por desrespeitar a LOM (Lei Orgânica Municipal) ao ensaiar afastamento do colegiado sem consultar o Legislativo. 



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