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Cauã Reymond curte fama de 'super-herói' entre as crianças


Renata Petrocelli
Da TV Press

09/05/2004 | 18:00


  Apesar de todas as aulas de kung fu de que participou no começo de seu trabalho em Da Cor do Pecado, Cauã Reymond não passou muito tempo pensando no perfil guerreiro de seu personagem Thor. O ator, que lutou jiu-jitsu dos 14 aos 18 anos, não faz rodeios ao dizer que considera seu corpo muito bem preparado para qualquer tipo de treinamento físico. Por isso mesmo, sua primeira preocupação ao ler a sinopse de João Emanuel Carneiro foi com o universo emocional do personagem.

Reymond se incumbiu desde então da tarefa – não muito objetiva – de compor a personalidade de um cara “muito bem-amado”, como ele costuma dizer. “Sabe aqueles bebês fofinhos, rosados, cercados de carinho e cuidado? O Thor era assim. É um cara saudável, que não reclama de nada”, diz, abusando da criatividade. “Mas ele é inseguro, não consegue sair da barra da saia da mãe”, afirma, sem esquecer os contrapontos, tão valiosos em qualquer interpretação.

Habituado a dar respostas curtas e economizar palavras, Reymond se anima ao falar da inusitada família Sardinha. Para ele, a relação entre os personagens do núcleo vai muito além do humor ingênuo, inspirado nos quadrinhos, que conquistou os telespectadores da novela. “A luta é praticamente uma filosofia para eles. Está ligada não só à honra, mas à coesão da família”, diz.

Na opinião de Reymond, Thor e os irmãos Dionísio, Apolo, Ulisses e Abelardo, interpretados por Pedro Neschling, Reynaldo Gianecchini, Leonardo Brício e Caio Blat, só vivem brigando porque são imaturos.

E a eterna disputa pela desejável e interesseira Tina, personagem de Karina Bacchi, seria mais um exemplo disso. “No começo da novela, quando o Thor derrotou o Apolo e ganhou um beijo dela, preferiu ir atrás do irmão que ficar ali, curtindo”, diz, tentando comprovar sua teoria da união fraternal.

Como se pode deduzir, Cauã não deixa dúvidas de que não está na torcida pela “maria tatame”. Mas acha que a gostosona do pedaço vai acabar mesmo na rede de Thor. “Ela é uma pistoleira, como diria a mamuska”, afirma.

Contracenar com a intérprete da “mamuska”, Rosi Campos, tem sido uma das grandes alegrias de Reymond. Afinal, é justamente o fato de quase nunca ter atores mais experientes por perto que o ator aponta como o único porém do tempo que ficou em Malhação, sua estréia na TV. “Lá, qualquer um tem a oportunidade de crescer. Se quiser, você agarra esta chance. Se não, vai curtir a fama, que dura pouco”, diz, sem rodeios.

Depois de duas temporadas na novelinha, Reymond confessa que não chegou a sentir saudades do trabalho. “Foi tudo ótimo, mas saí na hora certa. Estou contracenando com um elenco de primeira linha”, afirma.

Reymond começou a carreira como modelo, aos 18. Até então, lutava jiu-jitsu “quase como profissional”, como ele próprio define. “Tinha patrocínio, equipe, treinava muito. Fui campeão americano e duas vezes campeão brasileiro”, enumera.

O convite para atuar como modelo, no entanto, mudou completamente seus planos. E hoje o ator, de 23 anos, não tem a menor dúvida da escolha que fez. “A luta serve para alavancar a auto-estima das pessoas. Parei de sentir esta necessidade”, diz.

De fato, depois de fotografar em países como Estados Unidos, França e Itália, esta não era a principal preocupação de Reymond. Com um curso do célebre Actors Studio no currículo, ele voltou ao Brasil e logo conquistou o papel do irreverente Maumau, de Malhação.

Agora acha que está tendo a oportunidade de intensificar a veia do humor, além de atingir um público mais amplo. “Alcancei um público diferente. E as crianças me olham como se fosse um super-herói”, afirma. Mesmo esbanjando satisfação, Reymond não vê a hora de compor outros tipos de personagens. “Adoraria fazer algo mais sério, como um drama, um épico ou uma minissérie de época”, afirma.

Cinema - A tela grande é a principal ambição de Reymond atualmente. O ator teve seu primeiro contato com o cinema em Ódiquê, de Felipe Joffily, que ainda não entrou em circuito. As filmagens aconteceram enquanto ele ainda estava em Malhação e, com o ritmo das gravações, só lhe restavam as madrugadas para o trabalho. “Dormia cerca de três horas por dia”, diz.

No filme, o ator interpreta Tito, um adolescente violento de classe média, que se envolve no mundo das drogas. “Foi ótimo, todo mundo trabalhou de graça e acho que vamos colher os frutos disso”.

Das conversas com Felipe, Reymond tirou a vontade de produzir seu próprio curta-metragem. A idéia era mostrar o convívio entre surfistas pobres e ricos em São Conrado, bairro do Rio de Janeiro. “Morei lá e vi que era um lugar fascinante. É freqüentado por gente riquíssima, mas quem manda são os surfistas da (favela) Rocinha. No começo, cheguei a sofrer preconceito”, diz.

Pouco tempo depois, o ator leu nos jornais que Regina Casé iria desenvolver o mesmo tema em seu episódio da série Cidade dos Homens. E não pensou duas vezes: pegou o telefone e se ofereceu para integrar o elenco do episódio. Acabou ganhando não só um papel, mas também a tarefa de “dar uma força” ao elenco no quesito surfe, esporte que pratica há anos. “A participação era pequena, mas até sugeri um take que não estava previsto”, afirma.

Reymond namora há um ano e meio a atriz Alinne Moraes, que interpreta a Moa em Da Cor do Pecado. O ator está adorando a oportunidade de trabalhar na mesma novela que ela. “Nós dois somos muito esforçados, estudamos os textos juntos e podemos ir e voltar no mesmo horário”, diz.



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