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Câmara de Sto.André quer explicação de Mindrisz


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

26/09/2003 | 21:51


O secretário de Saúde de Santo André, Michel Mindrisz, volta à Câmara Municipal na próxima terça-feira para mais uma vez prestar esclarecimentos sobre os problemas no programa municipal Rolando Saúde e sobre o contrato com a Delivery, empresa responsável pelas ambulâncias para remoções da rede pública da cidade. Os vereadores querem saber quando e como vai funcionar o esquema emergencial de remoções dos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), anunciado pela Prefeitura na quinta-feira após o rompimento do contrato com a Delivery depois que uma mulher grávida e seu filho de 5 anos caíram de uma ambulância em movimento. Segundo a Prefeitura, as remoções em caráter emergencial ficam em vigor até novembro, quando nova licitação será concluída.

Nesta sexta-feira, as ambulâncias da Delivery ainda prestavam serviços para o município. A Prefeitura não informou até quando elas trabalharão. A primeira vez que o secretário foi à Câmara foi em junho, quando a Prefeitura renovou contrato com a Delivery, apesar de várias denúncias contra a empresa.

O pedido de comparecimento do secretário à Câmara foi feito na quinta-feira, verbalmente no plenário, pelo vereador Luiz Zacarias (PL), também representante da Comissão de Saúde. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o secretário ainda não recebeu nenhuma notificação, mas vai comparecer, caso receba.

Nesta sexta-feira, a Prefeitura negou que a queda de atendimento caia 75%, conforme havia informado na quinta-feira. Mas também não soube informar quantos atendimentos o serviço emergencial será capaz de fazer.

Orçamento – O vereador Zacarias disse que vai aproveitar o encontro com o secretário para questionar onde estão sendo empregados os R$ 90 milhões do orçamento para a saúde de Santo André, já que esse valor corresponde a 23% do orçamento municipal, 8% a mais do estabelecido pela Constituição Federal.

Zacarias afirmou que as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade têm falta de medicamentos, “não têm nem AAS infantil”; não há neurologista na rede de atendimento; a linha 0800 de atendimento à população não funciona; e o Pronto Atendimento, que funciona no ex-prédio da Faisa, tem fila de espera de oito horas.

Raulino Lima (PT), em defesa do partido, rebate as denúncias do vereador do PL. Segundo ele, o orçamento é bem administrado e os problemas de atendimento são decorrentes do aumento da demanda. “De seis anos para cá, a demanda de consultas diárias no PA passou de 300 para 1,5 mil.” O aumento, para Lima, é resultado da migração de pacientes da rede particular para a pública. Ambos concordam apenas com a demora no rompimento do contrato com a Delivery.



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