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Lula tenta rachar oposição



12/09/2004 | 21:54


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva janta nesta segunda-feira com um grupo de senadores do PFL e do PSDB para tentar fortalecer a base governista no Senado. O encontro será na residência do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que está à frente das articulações para rachar a oposição e permitir que o Palácio do Planalto conquiste a maioria dos votos dos 81 senadores para aprovar projetos considerados prioritários pelo governo, como as PPP‘s (parcerias público-privadas). O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, também participará do jantar.

Lula decidiu entrar em campo para tentar consolidar um bloco de senadores no apoio ao governo, hoje em partidos de oposição, para que o Planalto não fique nas mãos do PMDB. Integrantes do maior partido do Senado e formalmente integrante da base de apoio ao presidente Lula, os senadores pemedebistas nunca votam unidos a favor do governo.

A estratégia do Planalto é tentar criar um bloco informal com 17 senadores do PFL, do PSDB e do PDT. A maioria dos dissidentes está no PFL. No partido, as articulações para o bloco de apoio ao Planalto vêm sendo feitas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (BA), que há cerca de duas semanas conversou reservadamente sobre o assunto com Lula, no Planato.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também tem participado das negociações, mas não deverá ir ao jantar desta segunda.

Nesta primeira etapa das negociações, a idéia é criar um bloco com os senadores oposicionistas que têm apoiado o governo em projetos de interesse do Planalto, como aconteceu no caso das reformas da Previdência e tributária. Em uma fase posterior, esses senadores poderão deixar o PFL e migrar para o PL ou o PTB. A hipótese mais remota é que esse grupo de senadores venha a criar um partido.

Os dissidentes do PFL prometem resistir às pressões da cúpula do partido, comandado pelo senador Jorge Bornhausen (SC), que quer se manter na oposição ao governo Lula. Se tiverem que deixar o PFL, dificilmente o destino desse grupo de senadores será o mesmo. Cada um deverá ir para o partido que melhor se adaptar às suas necessidades no Estado.

Foram convidados para jantar com o presidente da República pelo menos nove senadores do PFL: os dois do Maranhão (Roseana Sarney e Edison Lobão), os três da Bahia (Antonio Carlos Magalhães, Cesar Borges e Rodolpho Tourinho), além de Paulo Octávio (DF), Romeu Tuma (SP), Maria do Carmo Alves (SE) e João Ribeiro (TO). O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) também estará no encontro com o presidente da República.

Hoje a base de apoio ao governo no Senado é frágil e o Planalto conta a seu favor apenas com os votos de 39 senadores – menos da metade. Por isso, o presidente Lula decidiu investir na formalização do bloco de apoio ao governo integrado por senadores de partidos de oposição.

Além disso, o PMDB, que é da base de apoio ao governo, vive uma crise interna diante da eventual reeleição do presidente Sarney ao comando do Senado. O líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), não aceita a reeleição de Sarney e ameaça levar o partido para oposição, caso o governo trabalhe pelo segundo mandato do atual presidente e do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), na presidência da Câmara.

Parte do PMDB promete aderir a Renan e ficar contra o governo, o que inviabilizaria a aprovação de qualquer projeto de interesse do Planalto no Senado. Daí, a estratégia de Lula de investir na criação de um bloco independente de senadores.



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Lula tenta rachar oposição


12/09/2004 | 21:54


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva janta nesta segunda-feira com um grupo de senadores do PFL e do PSDB para tentar fortalecer a base governista no Senado. O encontro será na residência do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que está à frente das articulações para rachar a oposição e permitir que o Palácio do Planalto conquiste a maioria dos votos dos 81 senadores para aprovar projetos considerados prioritários pelo governo, como as PPP‘s (parcerias público-privadas). O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, também participará do jantar.

Lula decidiu entrar em campo para tentar consolidar um bloco de senadores no apoio ao governo, hoje em partidos de oposição, para que o Planalto não fique nas mãos do PMDB. Integrantes do maior partido do Senado e formalmente integrante da base de apoio ao presidente Lula, os senadores pemedebistas nunca votam unidos a favor do governo.

A estratégia do Planalto é tentar criar um bloco informal com 17 senadores do PFL, do PSDB e do PDT. A maioria dos dissidentes está no PFL. No partido, as articulações para o bloco de apoio ao Planalto vêm sendo feitas pelo senador Antonio Carlos Magalhães (BA), que há cerca de duas semanas conversou reservadamente sobre o assunto com Lula, no Planato.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), também tem participado das negociações, mas não deverá ir ao jantar desta segunda.

Nesta primeira etapa das negociações, a idéia é criar um bloco com os senadores oposicionistas que têm apoiado o governo em projetos de interesse do Planalto, como aconteceu no caso das reformas da Previdência e tributária. Em uma fase posterior, esses senadores poderão deixar o PFL e migrar para o PL ou o PTB. A hipótese mais remota é que esse grupo de senadores venha a criar um partido.

Os dissidentes do PFL prometem resistir às pressões da cúpula do partido, comandado pelo senador Jorge Bornhausen (SC), que quer se manter na oposição ao governo Lula. Se tiverem que deixar o PFL, dificilmente o destino desse grupo de senadores será o mesmo. Cada um deverá ir para o partido que melhor se adaptar às suas necessidades no Estado.

Foram convidados para jantar com o presidente da República pelo menos nove senadores do PFL: os dois do Maranhão (Roseana Sarney e Edison Lobão), os três da Bahia (Antonio Carlos Magalhães, Cesar Borges e Rodolpho Tourinho), além de Paulo Octávio (DF), Romeu Tuma (SP), Maria do Carmo Alves (SE) e João Ribeiro (TO). O senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB-TO) também estará no encontro com o presidente da República.

Hoje a base de apoio ao governo no Senado é frágil e o Planalto conta a seu favor apenas com os votos de 39 senadores – menos da metade. Por isso, o presidente Lula decidiu investir na formalização do bloco de apoio ao governo integrado por senadores de partidos de oposição.

Além disso, o PMDB, que é da base de apoio ao governo, vive uma crise interna diante da eventual reeleição do presidente Sarney ao comando do Senado. O líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), não aceita a reeleição de Sarney e ameaça levar o partido para oposição, caso o governo trabalhe pelo segundo mandato do atual presidente e do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), na presidência da Câmara.

Parte do PMDB promete aderir a Renan e ficar contra o governo, o que inviabilizaria a aprovação de qualquer projeto de interesse do Planalto no Senado. Daí, a estratégia de Lula de investir na criação de um bloco independente de senadores.

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