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Protesto contra mineradora fecha ferrovia entre Bolívia e Brasil

Da AFP
23/04/2010 | 15:20
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Moradores de Puerto Suárez, sudeste da Bolívia, fecharam nesta sexta-feira uma estrada e uma ferrovia que liga o país ao Brasil, bem como o aeroporto local, em protesto contra um conflito desatado entre o governo e a empresa mineradora indiana Jindal, que ameaça encerrar suas operações na região.

A medida tenta evitar uma eventual ruptura de contrato com a Jindal, descontente depois que o governo a multou em US$ 18 milhões por atrasos no programa de investimentos na jazida de ferro de Mutún.

A empresa indiana interpôs medidas judiciais para impedir a sanção e, por enquanto, conseguiu paralisar a execução de títulos de garantia pela metade da multa.

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Apesar dos protestos, as atividades em Porto Suárez - que tem um intenso fluxo comercial com a brasileira Corumbá - são normais em serviços bancários, de comércio, educacionais e instituições públicas e privadas, segundo reportagem feita no local pela rádio católica Erbol.

O comitê cívico de Puerto Suárez enviou uma nota ao presidente Evo Morales pedindo que se reúna com as autoridades locais na próxima terça-feira e evite maiores protestos, disse o principal dirigente desta organização civil, José Luis Santander.

Segundo a estatal ESM (Empresa Siderúrgica Mutún), a Jindal investiu até agora apenas 2% dos US$ 600 milhões prometidos para desenvolver a jazida de Mutún, uma das maiores do mundo, dotada de 40 bilhões de toneladas de ferro e 10 bilhões de toneladas de manganês.

De acordo com estimativas preliminares, os primeiros anos do projeto devem gerar ganhos para o Estado boliviano da ordem de US$ 200 milhões e criar 6,7 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.




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