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Aarão Teixeira aciona filho vereador na Justiça

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de Rio Grande entrou com processo contra Rato, de Ribeirão, devido à venda de éguas


Felipe Siqueira
Especial para o Diário

24/04/2017 | 07:00


 Prefeito de Rio Grande da Serra entre 1977 e 1982, Aarão Teixeira acionou na Justiça o próprio filho, o vereador Archeson Teixeira, o Rato (PTB), de Ribeirão Pires, sobrinho do atual chefe do Executivo municipal, Adler Kiko Teixeira (PSB), que é irmão de Aarão. O processo por danos morais e materiais envolve a venda indevida, sem autorização, de duas éguas pelo parlamentar, mas que eram pertencentes ao pai. O caso inusitado, com pedido de indenização, tramita desde o fim de 2014, com decisão recente favorável a Aarão.

Conforme acompanhamento do caso no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que transitou na 3ª Vara Cível da cidade, Aarão – político mais jovem a ser eleito prefeito no País à época, então com 19 anos, e candidato, posteriormente, em Ribeirão – recebeu os dois animais como pagamento de transação imobiliária, o que quitou parte de dívida, na condição de credor. Ele era dono da Associados, empresa imobiliária, de advocacia e contabilidade. Com os bens de valor em mãos, o ex-prefeito delegou os cuidados das éguas ao filho, em uma chácara de sua propriedade, o Haras Jardim, em Ribeirão.

Depois de hiato, Rato alegou a Aarão que as éguas haviam morrido, sucessivamente, indicando, inclusive, suposto local das covas onde enterrou os animais. Por outro lado, após certo tempo, como consta nos autos, o ex-prefeito descobriu que a informação era falsa e que o hoje vereador tinha negociado ambas, sendo que uma delas tinha procriado. Segundo a denúncia, foi descoberto que, nos espaços indicados, estavam “outros seres”. O réu não contestou as alegações na ocasião, deixando transcorrer o período de defesa no processo. Diante da postura, a Justiça entendeu a medida como confissão, presumindo ser verdadeira a versão apresentada pelo pai.

Atualmente com 60 anos, Aarão requereu indenização com valores fixados da ordem de R$ 25 mil por cada animal, totalizando pagamento de R$ 50 mil, além de R$ 60 mil pelo filhote que nasceu depois de entregar as éguas ao filho. Existe ainda quantia de R$ 10 mil referente a danos morais. Na oportunidade, os ressarcimentos somavam R$ 120 mil, mas, com cifras atualizadas, a ação atinge R$ 203,5 mil. O parlamentar teve seus bens bloqueados para compensação deste montante. Nos bastidores, a informação é que a relação é estremecida.

Rato tem hoje 32 anos. Foi eleito em outubro para o primeiro mandato no Legislativo, obtendo 519 votos. Filiado ao PTB, do vice Gabriel Roncon, integrou a chapa do tio.

Nenhuma das partes quis comentar o caso. A defesa de Aarão não se manifestou ao alegar que o processo ainda está em juízo. Procurado por telefone e também na Câmara, Rato não quis comentar o assunto, justificando ser episódio referente a caso familiar e não político.



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