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Novo presidente do PT, Zé Paulo cita acordo para conter fissura

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sindicalista assume diretório do partido em Sto.André em maio após congresso estadual


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/04/2017 | 07:00


Com a desistência oficial do ex-deputado federal Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho, do páreo interno pela direção do PT de Santo André, o sindicalista Zé Paulo Nogueira assumirá a executiva municipal no dia 15, depois do congresso estadual do partido, em substituição ao deputado Luiz Turco. Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o novo comandante admitiu que o acordo teve como base conter racha entre correligionários. “História mostra o que acontece quando divide (a sigla). Prova que o melhor caminho é diálogo, união. Na disputa fica sangrando.”

Zé Paulo procurou Luizinho logo após o primeiro turno do pleito, no qual o sindicalista foi o mais votado – a segunda etapa estava marcada para dia 30. A tendência era que Zé Paulo vencesse a concorrência pelo resultado da fase inicial e também pelos apoios já sinalizados no processo. Além de evitar outra fissura interna em momento de fragilidade do petismo, o discurso do acerto passou ainda pela atual conjuntura no País. “Estamos passando por desmonte do Estado brasileiro, com reformas contra os trabalhadores. Não podíamos nos dar ao luxo de discutir entre companheiros que não têm tantas diferenças. Não valeria a pena isso.”

A ideia do consenso é apaziguar os ânimos na municipal, que estavam acirrados, principalmente depois da derrota no pleito de outubro, no projeto de reeleição do então prefeito Carlos Grana (PT), considerada ‘vexatória’ pelos próprios militantes – Paulo Serra (PSDB) obteve 78,21% contra 21,79% do petista. Segundo Zé Paulo, são naturais a “chateação e a mágoa por parte de alguns” correligionários. “Até porque não dá para ficar satisfeito diante de resultado desastroso, foi de fato chocante. Todos ficaram descontentes. É uma somatória. Perder tudo bem, mas a forma é que não foi aceitável.”

Na disputa interna, Grana apoiava a candidatura de Luizinho. O ex-prefeito foi eleito no dia 9 coordenador regional do partido ante a candidatura de Licio Lobo, do PT de Diadema. Apesar da vitória na Macro do Grande ABC, Grana perdeu em seu quintal para o ‘adversário'''''''', o que demonstrou o clima no diretório municipal. A retirada do nome de Luizinho, por outro lado, fortalece o grupo do ex-deputado Vanderlei Siraque, que já chegou a ser sondado por outras legendas devido à perda de espaço no petismo andreense depois de três reveses consecutivos em eleições.

Com o ajuste, o sindicalista reforçou que a missão é fazer “boa e responsável oposição na cidade”. Para Zé Paulo, o eleitorado escolheu o PSDB e colocou a bancada contrária ao governo. “Vamos cobrar tudo aquilo prometido na campanha. Temos que fiscalizar, denunciar aquilo que tiver errado.” O novo presidente emendou que outra meta é retomar a relação com movimentos sociais, sindicatos. “Estávamos muito distantes.” 



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Novo presidente do PT, Zé Paulo cita acordo para conter fissura

Sindicalista assume diretório do partido em Sto.André em maio após congresso estadual

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/04/2017 | 07:00


Com a desistência oficial do ex-deputado federal Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho, do páreo interno pela direção do PT de Santo André, o sindicalista Zé Paulo Nogueira assumirá a executiva municipal no dia 15, depois do congresso estadual do partido, em substituição ao deputado Luiz Turco. Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o novo comandante admitiu que o acordo teve como base conter racha entre correligionários. “História mostra o que acontece quando divide (a sigla). Prova que o melhor caminho é diálogo, união. Na disputa fica sangrando.”

Zé Paulo procurou Luizinho logo após o primeiro turno do pleito, no qual o sindicalista foi o mais votado – a segunda etapa estava marcada para dia 30. A tendência era que Zé Paulo vencesse a concorrência pelo resultado da fase inicial e também pelos apoios já sinalizados no processo. Além de evitar outra fissura interna em momento de fragilidade do petismo, o discurso do acerto passou ainda pela atual conjuntura no País. “Estamos passando por desmonte do Estado brasileiro, com reformas contra os trabalhadores. Não podíamos nos dar ao luxo de discutir entre companheiros que não têm tantas diferenças. Não valeria a pena isso.”

A ideia do consenso é apaziguar os ânimos na municipal, que estavam acirrados, principalmente depois da derrota no pleito de outubro, no projeto de reeleição do então prefeito Carlos Grana (PT), considerada ‘vexatória’ pelos próprios militantes – Paulo Serra (PSDB) obteve 78,21% contra 21,79% do petista. Segundo Zé Paulo, são naturais a “chateação e a mágoa por parte de alguns” correligionários. “Até porque não dá para ficar satisfeito diante de resultado desastroso, foi de fato chocante. Todos ficaram descontentes. É uma somatória. Perder tudo bem, mas a forma é que não foi aceitável.”

Na disputa interna, Grana apoiava a candidatura de Luizinho. O ex-prefeito foi eleito no dia 9 coordenador regional do partido ante a candidatura de Licio Lobo, do PT de Diadema. Apesar da vitória na Macro do Grande ABC, Grana perdeu em seu quintal para o ‘adversário'''''''', o que demonstrou o clima no diretório municipal. A retirada do nome de Luizinho, por outro lado, fortalece o grupo do ex-deputado Vanderlei Siraque, que já chegou a ser sondado por outras legendas devido à perda de espaço no petismo andreense depois de três reveses consecutivos em eleições.

Com o ajuste, o sindicalista reforçou que a missão é fazer “boa e responsável oposição na cidade”. Para Zé Paulo, o eleitorado escolheu o PSDB e colocou a bancada contrária ao governo. “Vamos cobrar tudo aquilo prometido na campanha. Temos que fiscalizar, denunciar aquilo que tiver errado.” O novo presidente emendou que outra meta é retomar a relação com movimentos sociais, sindicatos. “Estávamos muito distantes.” 

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