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Eleição segura preço dos combustíveis



19/04/2006 | 00:23


A probabilidade de o governo autorizar um aumento de combustíveis até outubro torna-se cada vez mais remota, na avaliação do diretor da RC Consultores, Fábio Silveira. Mas o não-reajuste, segundo ele, está apenas por um fio: o ano eleitoral. Pelos números de hoje, existe uma defasagem de 10% a 12% entre os preços domésticos e os cobrados no exterior pela gasolina e de 4% a 5% para os valores do diesel.

"Hoje, a defasagem é maior por causa da alta do petróleo nos últimos 10 dias", disse Silveira. Contudo, explicou, como é o diesel que responde pela maior parte do faturamento da Petrobras (35%), a estatal tem condições de manter os preços inalterados pelo menos até outubro. "É claro que no caso do diesel a diferença já está no teto, mas a manutenção dos preços atuais não compromete a capacidade de caixa da empresa. Por outro lado, se a Petrobras promover algum aumento no preço deste combustível, a medida não trará riscos inflacionários", ressalvou Silveira.

No caso da gasolina, onde se concentra a maior defasagem entre os preços internos e os externos, como o peso do combustível no faturamento da Petrobras é menor (20%), a empresa encontra alguma folga para manter os preços atuais. "Pelo histórico no Brasil, em particular, já que muita gente depende da gasolina para trabalhar, aumentos de preços são sempre recebidos como um insulto. E do ponto de vista eleitoral é péssimo", avaliou Silveira. Ainda conta a favor da manutenção dos preços dos combustíveis, na avaliação do diretor da RC Consultores, a fraca demanda sazonal por petróleo no segundo trimestre.



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Eleição segura preço dos combustíveis


19/04/2006 | 00:23


A probabilidade de o governo autorizar um aumento de combustíveis até outubro torna-se cada vez mais remota, na avaliação do diretor da RC Consultores, Fábio Silveira. Mas o não-reajuste, segundo ele, está apenas por um fio: o ano eleitoral. Pelos números de hoje, existe uma defasagem de 10% a 12% entre os preços domésticos e os cobrados no exterior pela gasolina e de 4% a 5% para os valores do diesel.

"Hoje, a defasagem é maior por causa da alta do petróleo nos últimos 10 dias", disse Silveira. Contudo, explicou, como é o diesel que responde pela maior parte do faturamento da Petrobras (35%), a estatal tem condições de manter os preços inalterados pelo menos até outubro. "É claro que no caso do diesel a diferença já está no teto, mas a manutenção dos preços atuais não compromete a capacidade de caixa da empresa. Por outro lado, se a Petrobras promover algum aumento no preço deste combustível, a medida não trará riscos inflacionários", ressalvou Silveira.

No caso da gasolina, onde se concentra a maior defasagem entre os preços internos e os externos, como o peso do combustível no faturamento da Petrobras é menor (20%), a empresa encontra alguma folga para manter os preços atuais. "Pelo histórico no Brasil, em particular, já que muita gente depende da gasolina para trabalhar, aumentos de preços são sempre recebidos como um insulto. E do ponto de vista eleitoral é péssimo", avaliou Silveira. Ainda conta a favor da manutenção dos preços dos combustíveis, na avaliação do diretor da RC Consultores, a fraca demanda sazonal por petróleo no segundo trimestre.

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