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Futebol impulsiona venda de bebida


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:38


A festa e a animação da Copa do Mundo proporcionam o aquecimento de diversos setores da economia, como confecção, brinquedos, eletrodomésticos, entre outros. Mas um dos setores que mais se beneficiam desse clima é o de bebidas. Nesse ramo, os fabricantes esperam aumento de 20% nas vendas para o período dos jogos, comparado aos meses de junho e julho do ano passado.

Se levado em conta o último campeonato mundial, em que as partidas aconteciam de madrugada e de manhã, os números de produção e venda também devem ser superiores, uma vez que os jogos neste ano vão acontecer durante o dia ou em fim da tarde, incrementando o consumo de bebidas alcoólicas e não-alcoólicas.

Entre os produtos, a preferência nacional é por cervejas e refrigerantes. Segundo o superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), Marcos Mesquita, o consumo da bebida fermentada ocorre em reuniões de amigos ou familiares. “O brasileiro tem a característica de tomar cerveja fora de casa ou acompanhado. E a bebida tem ligação cultural com o futebol.”

Em 2005, o mercado interno de cerveja cresceu 6% ao produzir 9,06 bilhões de litros. A estimativa é que os fabricantes tenham faturado R$ 18 bilhões e, se considerado os preços em supermercados e bares, a venda movimentou R$ 24 bilhões. No ranking mundial, o Brasil oscila entre o quarto e o quinto lugar em uma briga com a Rússia, mas perde para China, Estados Unidos e Alemanha. A indústria cervejeira gera 45 mil empregos diretos e 130 mil indiretos.

Para este ano, a previsão do setor também é otimista. “O crescimento vai depender do bolso do consumidor, e este ano parece ser muito promissor, pois temos eventos importantes, como a Copa e um ano de eleição, que favorece a economia como um todo”, conta Mesquita.

O gerente de Produtos do Grupo Schincariol, Luís Fernando Amaro, explica que a Copa deve amenizar a queda das vendas ocorrida por conta da sazonalidade, como o frio que atinge o Sul e Sudeste do país – regiões responsáveis por 65% do consumo nacional. “Por mais que o inverno não colabore muito, o campeonato pode compensar a redução do faturamento. A nossa expectativa é de um incremento de 20% na cerveja envasada em lata e 15% nas garrafas”, afirma.

Para a Schincariol, o verão representa 40% do faturamento da empresa. “A Copa vai alavancar as vendas no período de menor consumo, não chega ao mesmo do verão, mas é muito importante para favorecer a produção e a marca”, diz Amaro. Segundo o Sindiserv, enquanto a produção nacional nos meses frios em anos normais é de 600 milhões de litros por mês, no verão chega a 1 bilhão.

Com campanha de Copa, a Schincariol investiu em embalagens temáticas e ações em ponto-de-venda. Toda a promoção está dentro do investimento de marketing da empresa deste ano – cerca de R$ 310 milhões. No ano passado, a marca faturou R$ 3,1 bilhões, com lucro estimado em R$ 120 milhões.

Sem álcool – Além da cerveja, as bebidas não-alcoólicas (refrigerantes, isotônicos, sucos) também conseguem obter crescimento favorável durante o campeonato mundial de futebol.

A ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas) está otimista com o período. “O apelo para o consumo é muito forte. Nos meses de junho e julho deste ano, a previsão é de aumento de 5% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2005. O faturamento deve crescer R$ 300 milhões”, explica o diretor-executivo, Paulo Mozart Gama e Silva.

O ano de 2005 representou a recuperação do setor que havia enfrentado dois anos fracos anteriormente. No período foram produzidos 12,4 bilhões de litros de bebidas não-alcoólicas no país. “Esperamos o mesmo índice para este ano, com incremento de 5% nas vendas, assim como foi registrado no primeiro trimestre. O calendário deve ajudar com a série de feriados”, afirma Silva.


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Futebol impulsiona venda de bebida

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

04/06/2006 | 08:38


A festa e a animação da Copa do Mundo proporcionam o aquecimento de diversos setores da economia, como confecção, brinquedos, eletrodomésticos, entre outros. Mas um dos setores que mais se beneficiam desse clima é o de bebidas. Nesse ramo, os fabricantes esperam aumento de 20% nas vendas para o período dos jogos, comparado aos meses de junho e julho do ano passado.

Se levado em conta o último campeonato mundial, em que as partidas aconteciam de madrugada e de manhã, os números de produção e venda também devem ser superiores, uma vez que os jogos neste ano vão acontecer durante o dia ou em fim da tarde, incrementando o consumo de bebidas alcoólicas e não-alcoólicas.

Entre os produtos, a preferência nacional é por cervejas e refrigerantes. Segundo o superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), Marcos Mesquita, o consumo da bebida fermentada ocorre em reuniões de amigos ou familiares. “O brasileiro tem a característica de tomar cerveja fora de casa ou acompanhado. E a bebida tem ligação cultural com o futebol.”

Em 2005, o mercado interno de cerveja cresceu 6% ao produzir 9,06 bilhões de litros. A estimativa é que os fabricantes tenham faturado R$ 18 bilhões e, se considerado os preços em supermercados e bares, a venda movimentou R$ 24 bilhões. No ranking mundial, o Brasil oscila entre o quarto e o quinto lugar em uma briga com a Rússia, mas perde para China, Estados Unidos e Alemanha. A indústria cervejeira gera 45 mil empregos diretos e 130 mil indiretos.

Para este ano, a previsão do setor também é otimista. “O crescimento vai depender do bolso do consumidor, e este ano parece ser muito promissor, pois temos eventos importantes, como a Copa e um ano de eleição, que favorece a economia como um todo”, conta Mesquita.

O gerente de Produtos do Grupo Schincariol, Luís Fernando Amaro, explica que a Copa deve amenizar a queda das vendas ocorrida por conta da sazonalidade, como o frio que atinge o Sul e Sudeste do país – regiões responsáveis por 65% do consumo nacional. “Por mais que o inverno não colabore muito, o campeonato pode compensar a redução do faturamento. A nossa expectativa é de um incremento de 20% na cerveja envasada em lata e 15% nas garrafas”, afirma.

Para a Schincariol, o verão representa 40% do faturamento da empresa. “A Copa vai alavancar as vendas no período de menor consumo, não chega ao mesmo do verão, mas é muito importante para favorecer a produção e a marca”, diz Amaro. Segundo o Sindiserv, enquanto a produção nacional nos meses frios em anos normais é de 600 milhões de litros por mês, no verão chega a 1 bilhão.

Com campanha de Copa, a Schincariol investiu em embalagens temáticas e ações em ponto-de-venda. Toda a promoção está dentro do investimento de marketing da empresa deste ano – cerca de R$ 310 milhões. No ano passado, a marca faturou R$ 3,1 bilhões, com lucro estimado em R$ 120 milhões.

Sem álcool – Além da cerveja, as bebidas não-alcoólicas (refrigerantes, isotônicos, sucos) também conseguem obter crescimento favorável durante o campeonato mundial de futebol.

A ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não-Alcoólicas) está otimista com o período. “O apelo para o consumo é muito forte. Nos meses de junho e julho deste ano, a previsão é de aumento de 5% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2005. O faturamento deve crescer R$ 300 milhões”, explica o diretor-executivo, Paulo Mozart Gama e Silva.

O ano de 2005 representou a recuperação do setor que havia enfrentado dois anos fracos anteriormente. No período foram produzidos 12,4 bilhões de litros de bebidas não-alcoólicas no país. “Esperamos o mesmo índice para este ano, com incremento de 5% nas vendas, assim como foi registrado no primeiro trimestre. O calendário deve ajudar com a série de feriados”, afirma Silva.

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