Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 2 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Países se pronunciam sobre ataque dos EUA à Síria



07/04/2017 | 05:15


Turquia, Arábia Saudita, Israel e Austrália foram alguns dos países que se declararam favoráveis ao bombardeio realizado pelos Estados Unidos à base aérea de Shayrat, na província de Homs, na madrugada desta sexta-feira (no horário sírio). Até o momento, o ataque deixou seis mortos, segundo o exército do país.

Para a Turquia, o bombardeio foi "importante e significativo". No entanto, o vice-primeiro ministro turco, Numan Kurtulmus, ressaltou a importância de adotar uma posição dura e persistente contra o presidente sírio Bashar Assad que o tornasse "incapaz de prejudicar seu povo". "A barbárie do regime de Assad precisa ser parada imediatamente", disse Kurtulmus.

Já a Arábia Saudita classificou a ação dos EUA como uma "decisão corajosa". Para o Ministério das Relações Exteriores do país, o lançamento dos mísseis foi a resposta certa aos "crimes deste regime contra o seu povo à luz do fracasso da comunidade internacional para detê-lo". Turquia e Arábia Saudita fazem oposição ao regime de Assad e têm apoiado a luta dos rebeldes contra o governo.

O embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, disse a uma emissora de TV que o ataque enviou uma "mensagem tripla". Segundo Danon, o bombardeio avisa os sírios para pararem de usar armas químicas, envia um recado ao Irã e à Coreia do Norte e também comunica a comunidade internacional que "se a ONU é incapaz de agir nessas situações, nós agiremos". Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito que "essa mensagem vai ressoar não só em Damasco, mas em Teerã, Pyongyang e em outros lugares."

Um dos primeiros países a se pronunciar sobre o ataque, a Austrália dá "forte apoio à resposta rápida e justa dos EUA". De acordo com o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, a retaliação "envia uma mensagem forte ao regime de Assad e foi conduzida no mesmo espaço aéreo em que aconteceu o ataque químico". "Mas nós não estamos em guerra com a Síria", ressaltou.

Contra. Entre os países que condenaram o bombardeio, o Irã frisou que a "ação unilateral é perigosa, destrutiva e viola os princípios da lei internacional". O país é um dos maiores aliados de Bashar Assad.

A candidata de extrema direita à presidência da França, Marine Le Pen, disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, está tentando ser o "policial do mundo" com os ataques à Síria e sugeriu que a ação pode sair pela culatra. No passado, Le Pen já expressou apoio a Assad e se disse surpresa com a ação repentina de Trump. (Flavia Alemi, com agências internacionais - flavia.alemi@estadao.com)



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;