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Ultima homenagem a Plínio Marcos reúne 150


Do Diário do Grande ABC

20/11/1999 | 14:21


O corpo do dramaturgo e ator Plínio Marcos foi cremado neste sábado, no Crematório de Vila Alpina, às 12h30. O cortejo saiu sob aplausos, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, às 11h15, deixando o Teatro Sérgio Cardoso. Ali o corpo foi velado durante toda a noite por parentes e centenas de amigos, que lotaram o saguao e as escadarias do teatro.

No anfiteatro de Vila Alpina, cerca de 150 pessoas prestaram a última homenagem a Plínio Marcos. O caixao chegou coberto com a bandeira do Jabaquara, time santista da 2ª divisao. Participaram da homenagem Marco Antonio Rodrigues, que dirigiu "O Assassionato do Anao", último texto inédito Plínio que foi ao palco, no ano passado, Eduardo Tolentino, diretor do grupo Tapa, que está em temporada com "Navalha na Carne", na Aliança Francesa.

Velório - Durante a madrugada, o velório no Teatro Sérgio Cardoso foi tomado de muita emoçao, principalmente quando começaram a chegar os diretores e atores que estavam trabalhando nos teatros da cidade. "Num país que esquece seus mitos, foi bom que Plínio Marcos tenha podido ver que suas peças continuam vivas e fortes no palco", disse o diretor Tolentino.

No caixao estavam dois estandartes do Banda Redondo e Banda Bandalha, colocados pelo sambista Carlao, fundador da Redondo e amigo de Plínio Marcos. A Banda Redondo foi fundada por Carlao e a Banda Bandalha, por Plínio Marcos, em resposta aos cariocas que ironizavam paulistas por nao terem samba. A atriz Walderez de Barros, ex-mulher, era porta-estandarte nessa banda.

"A importância de Plínio Marcos para o teatro brasileiro ainda nao foi devidamente dimensionada", disse o ator Sérgio Mamberti, que interpretou o homossexual Veludo na primeira montagem de "Navalha na Carne", em 1968. "A morte de Plínio simboliza a morte de uma atitude no teatro", disse o diretor e fundador do Teatro de Arena, José Renato.

"Ele tinha uma autenticidade fundamental; uma arrogância necessária; a coragem de dizer o que as pessoas devem ouvir; ele brigava por meio das palavras."

As 3 horas, o diretor do Teatro Oficina, José Celso, comandou a leitura coletiva de um folheto com várias frases do Plínio Marcos. A primeira era: "Onde houver autoridade, nao pode haver criatividade".

As 4 horas, o sambista Carlao puxou um samba de Geraldo Filme para homenagear o dramaturgo. A letra é a seguinte: "Silêncio, o sambista está dormindo. Ele foi, mas foi sorrindo. Peço licença um minuto, silêncio, o Bixiga está de luto". Plínio Marcos aplaudiria. "Nos velórios de amigos, Plínio Marcos ficava sempre pelos cantos, contando piadas sobre o morto", disse o dramaturgo Osvaldo Mendes.

Palco - Para homenagear Plínio Marcos, os atores de "Navalha na Carne" vao voltar ao palco após a apresentaçao nesta noite de sábado. Normalmente eles encerram o espetáculo e nao retornam para os aplausos.



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