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Fazer greve não é como fritar pastel, alerta Luiz Marinho
Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC
05/07/2011 | 07:06
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O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), avaliou ontem durante reunião do Consórcio Intermunicipal ser equívoco do Sindicato dos Servidores Públicos de São Bernardo cogitar hipótese de entrar em greve por conta de divergências quanto ao Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração. Para o petista, que considera o projeto já finalizado, "os dirigentes da categoria pensam que paralisação é simples como fritar pastel de feira".

Marinho afirmou que não existe motivo para tomar esse tipo de atitude. Para ele, a pesquisa utilizada pelo Sindserv não deveria servir de referência para qualquer análise. "O que não dá é o sindicato não explicar aos servidores o projeto, lançar enquete de ‘sim' ou ‘não', com menos de 1.000 funcionários é erro de foco extraordinário. Se fosse eu nem divulgaria (número) de vergonha."

Segundo pesquisa feita pelo Sindicato dos Servidores, 98% do funcionalismo público rejeita a proposta do Executivo. O prefeito se comprometeu a enviar o projeto para aprovação da Câmara até dia 31. "Se sindicato for por esse caminho, não há projeto de reestruturação, retiro a proposta e vou investir em outra área. A população do Centro vai agradecer." Marinho conjetura promover revitalização da Rua Marechal Deodoro com a sobra de R$ 40 milhões sem a implementação do plano.

De acordo com o departamento de Gestão de Pessoas do Paço, deste montante, R$ 20 milhões por ano seria de impacto direto na folha de pagamento, ocasionado pelo aumento de salários. A outra metade seria aplicada nas futuras promoções na carreira.

"Estamos sugerindo mudanças para melhoria. Em vez de ser automático, parte disso vai ser por avaliação. Quem não quer trabalhar não tem de ter aumento. Talvez seja essa a insegurança de alguns", justificou o petista, ao comentar sobre a retirada do item que estabelece a concessão da senioridade, conhecido em algumas cidades como biênio.

O presidente do Sindserv, Carlos Roberto da Silva, o Ketu, afirmou que a decisão pela paralisação ou não será tomada durante assembleia geral amanhã, às 18h, no Paço. "Colocaremos em votação esse encaminhamento. Nada é descartado e sabemos muito bem o que é fazer greve. Estamos dispostos a qualquer coisa, caso seja última etapa. Depende da postura do governo, que colocou impasse", disse o sindicalista. "Se o Marinho recuperar na memória, a última greve da Guarda Civil Municipal durou 32 dias. Se for só esse o caminho, tentaremos essa solução."

Ketu alega que Marinho está procurando desgaste que se dará de todos os lados, que recairá principalmente sobre a população. "Ele está sendo mal assessorado. Nós constantemente discutimos com o funcionalismo em cima do plano."




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