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Paralisação de servidores de S.Bernardo atinge saúde e educação


Angela Martins
Especial para o Diário

29/03/2006 | 08:21


Uma paralisação de 24 horas dos servidores públicos de São Bernardo prejudicou alguns serviços de saúde e o funcionamento de escolas municipais e do Poupatempo durante todo o dia de terça-feira. Cerca de 1,5 mil funcionários, segundo a Polícia Militar, foram ao Paço Municipal por volta das 7h e permaneceram por lá até a noite. Segundo o Sindicato dos Funcionários Públicos, 6 mil pessoas pararam. A Prefeitura não informou números.

No Poupatempo, 70% dos funcionários municipais do turno da manhã não apareceram para trabalhar. “Apesar do número reduzido de funcionários, o atendimento está normal”, garantiu o coordenador de recursos internos, Davi Braz da Silva. Somente dois setores, o de Transporte e Vias Públicas Municipais e o Espaço Leitura, não estavam abertos ao público.

Parte dos alunos da rede municipal de ensino não conseguiu assistir às aulas. Na Emeb Monteiro Lobato, no Centro da cidade, dos 16 professores, só duas estagiárias compareceram ao trabalho. Avisados previamente da greve, os alunos não foram às aulas. Na Emei Vital Brasil, no bairro Rudge Ramos, um cadeado no portão indicava que não haveria aulas.

O mesmo ocorreu no Centro Municipal de Apoio ao Portador de Deficiência Visual Nice Tonhazi Saraiva, no Centro. No portão de ferro um cadeado e nenhum papel com aviso de paralisação à vista. Para os idosos que freqüentam o CRI (Centro de Referência ao Idoso), no Centro da cidade, as portas estavam abertas. “O CRI está aberto, mas apenas dois funcionários vieram. O restante (16 funcionários) está parado”, declarou o administrador do local, Francisco Arsuffi Sobrinho.

Na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Alves Dias, apenas um clínico-geral atendia pela manhã. À tarde, os pacientes contavam somente com um pediatra. “Para marcar dentista é uma dureza. Quando consegue, dizem que não vão atender, por causa da greve”, reclama o aposentado Salvador Navarro, 62 anos. Ao chegar na UBS com consulta marcada para às 12h, Navarro ouviu de uma funcionária que não haveria atendimento e o aconselhou a ir embora.

“Não vou embora, é um direito meu, o de ser atendido. Eu pago os meus impostos em dia”, lembrou Navarro. A mulher do aposentado também tinha consulta com o dentista pela manhã, mas não foi atendida. “Nem recepcionista tem. E quem atende a gente ainda é muito mal-educado”, ressalta.

Advertência – No fim da tarde de terça-feira, os servidores fizeram passeata de advertência nas ruas Jurubatuba e Marechal Deodoro, no Centro da cidade. Na lista de reivindicações dos servidores estão: reposição salarial, vale-transporte, vale-alimentação, convênio de saúde (que foi retirado), plano de carreira.

À noite, o Sindicato dos Funcionários resolveu fazer nova paralisação de advertência no dia 5 de abril, às 7h30, no Paço Municipal. A decisão foi tomada porque a Prefeitura não recebeu os funcionários para negociar.

A Prefeitura de São Bernardo informou terça-feira à noite que não se recusa a negociar com os funcionários. Mas alega que a direção do sindicato não é legítima e, por isso, não tem com quem dialogar. Segundo a administração municipal, no ano passado, a Justiça anulou a eleição do sindicato e, posteriormente, impediu a posse. Desde então, a Prefeitura diz que solicita à direção do sindicato documentos que comprovem a legitimidade dos diretores da categoria. Pedido que, segundo administração, nunca foi atendido.


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