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Prefeitura se esconde e
não dá justificativas ao MP

Administração descumpre determinação exigida pelo
Ministério Público para liberar o Estádio Bruno Daniel


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

20/03/2012 | 07:00


Mais um dia se passou e os gestores da Prefeitura de Santo André seguem se escondendo, na tentativa de arrumar justificativas que possam explicar por que não foram realizadas as determinações exigidas pelo MP (Ministério Público) há dois anos para que o Bruno Daniel possa receber jogos de futebol. O documento, assinado pelo diretor de Esportes Almir Padalino, possui 16 exigências (veja a lista completa abaixo) que foram simplesmente ignoradas pela administração municipal.

Como não se pronunciou nos últimos dois anos, a Prefeitura foi novamente notificada pelo MP e está sujeita a multa - no valor aproximado de R$ 225 mil - e até mesmo afastamento dos responsáveis legais dos cargos que ocupam. Foi concedido prazo de dez dias para que fossem apresentadas as justificativas, mas novamente ninguém no Paço se manifestou, deixando evidente que o assunto não está entre as prioridades do governo do prefeito Aidan Ravin (PTB).

Procurada pelo Diário, a Prefeitura se limitou a informar através de nota que só se manifestará após o encerramento do prazo, o que deve ocorrer entre hoje e amanhã. Na mensagem, porém, a administração não diz porque não cumpriu as exigências solicitadas e que foram assumidas por Padalino em documento oficial.

Por conta da falta de comprometimento da administração pública, o torcedor do Santo André não poderá acompanhar as últimas partidas do clube no Paulista da Série A-2. Assim como ocorreu sábado, diante da Ferroviária (vitória por 2 a 0), os portões do Estádio Bruno Daniel permanecerão fechados para a torcida no duelo de amanhã, contra o São José e no dia 1º de abril, diante do União Barbarense.

Além de prejudicar os torcedores, o descaso com o Bruno Daniel rendeu sérios prejuízos esportivos ao Santo André. Sem campo para mandar suas partidas - o time usou o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo, e Anacleto Campanella, em São Caetano - a equipe teve rendimento abaixo do esperado e amarga a 15ª posição na classificação, ainda correndo risco de rebaixamento para a Série A-3.

"É lamentável o que aconteceu. A estreia em casa (nos 2 a 0 diante da Ferroviária), mostrou que se estivéssemos jogando no Bruno Daniel desde a primeira rodada do campeonato estaríamos brigando pelo G-8", constatou o diretor de futebol do Ramalhão, Sérgio do Prado.



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