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Oswaldo Dias faz desabafo em reunião

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

15/03/2009 | 07:00


O prefeito de Mauá Oswaldo Dias (PT) aproveitou a abertura do orçamento participativo, ontem de manhã, para desabafar. O petista, que encarou a primeira reunião aberta com a população após a posse, adotou a mesma postura do encontro com o prefeito da Capital Gilberto Kassab (DEM) - no mês passado - e voltou a reconhecer as dívidas e dificuldades das finanças do município.

Oswaldo reclamou das críticas sobre os dois primeiros meses de seu mandato e afirmou que colocar a casa em ordem será um desafio difícil de ser superado.

Em um discurso ácido, o prefeito voltou a culpar o governo anterior pelos problemas. Também comentou a decisão judicial que o condenou, em primeira instância, à cassação dos direitos políticos por três anos e ao pagamento de multa, segundo ele, estipulada em R$ 1 bilhão. Por isso, o prefeito afirmou que até a Justiça persegue a cidade.

À população, o petista disse que as promessas de campanha devem ser postas em prática e anunciou novidades em relação à quitação de débitos e projetos já em andamento no Executivo. Oswaldo disse esperar parceria com o governo federal para executar obras do plano de governo e pediu paciência. "Peço compreensão, porque ainda não temos condições profundas de diálogo para as questões pontuais."

SAÚDE - Com cancelamento do contrato com o instituto Sorrindo Para a Vida e a dificuldade para manter o Hospital Radamés Nardini, Oswaldo confirmou que o anúncio de que o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) deve ficar em Santo André desanimou o governo. "Estava previsto um AME na cidade e ele vai ficar em Santo André, porque Santo André está um pouco pior do que Mauá", ironizou.

Para resolver o impasse, o prefeito anunciou que irá a Brasília na terça-feira para se reunir com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "Estamos batalhando para que o governo estadual assuma o Nardini. Está difícil. Dentro desse quadro todo, estamos buscando soluções", diz.

FORNECEDORES - Oswaldo voltou a dizer ontem que as dívidas municipais são impagáveis. Segundo o prefeito, com a crise financeira, a Prefeitura perdeu em janeiro 17% da arrecadação em relação ao mesmo período do ano passado. "Qualquer pessoa de bom senso, que não queira fazer política, vai entender que Mauá não pagará essa dívida. Diria que a situação é de fato catastrófica, desafiadora."

Para tentar superar os problemas, Oswaldo afirma que a vinda da ex-prefeita de Ribeirão Pires Maria Inês Soares (PT) é crucial. "Ela será responsável por fazer os projetos necessários no governo federal para liberação de verbas do PAC. Existem vários projetos, mas queremos trazer R$ 11 milhões até o fim do mês. O valor já está para ser liberado."

JUSTIÇA - Oswaldo Dias afirmou que a ação proposta pelo MP (Ministério Público), que julgou irregular a contratação de 699 comissionados pela Prefeitura em 2002, não faz sentido. Oswaldo disse que o valor da multa, que equivale a três vezes o somatório de todos os salários dos funcionários comisionados, deve ultrapassar R$ 1 bilhão. A decisão da Justiça irritou o chefe do Executivo. Também foram condenados o ex-prefeito Leonel Damo (PV) e Diniz Lopes (sem partido), que assumiu o Executivo interinamente em 2005.

Além da multa, os réus tiveram os direitos políticos cassados por três anos. A lei que permitiu as contratações foi elaborada por Oswaldo em seu segundo mandato. O prefeito contestou a decisão. "A Justiça fala que nós criamos a lei de comissionados em 2002. Isso é falta de memória histórica. Reduzimos os cargos que passavam de mais de 1.000 para pouco mais de 500. Depois que saí, a coisa deteriorou de tal forma que até a Frente de Trabalho passou a ser indicação política."

Oswaldo chegou a dizer que se sente "perseguido" com a decisão judicial. "Todas as prefeituras têm o mesmo padrão, porque só em Mauá isso acontece", questionou. Oswaldo deve recorrer da sentença.



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