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Vendas de veículos novos caem 4,4% em junho


Leone Farias
do Diário do Grande ABC

02/07/2011 | 07:08


Depois de reagirem em maio, as vendas de veículos zero-quilômetro voltaram a cair em junho. Com a comercialização de 304.397 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, houve retração de 4,4% na comparação com o resultado do mês anterior. Os dados foram fornecidos por fontes do setor.

Segundo representantes do segmento, os números refletem a trajetória de desaceleração no mercado, por causa das medidas do Banco Central para frear a inflação, como as elevações seguidas da taxa básica de juros e o aumento de depósito compulsório para financiamento de longo prazo. Essa é a avaliação do presidente do Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos do Estado de São Paulo, Octávio Vallejo. "Entramos no cenário econômico que prevíamos. São os efeitos das medidas do governo, da expansão do PIB (Produto Interno Bruto) menor do que o esperado, da renda, que está crescendo menos e da maior rigidez na aprovação do leasing e do CDC (Crédito Direto ao Consumidor)", afirma.

Especialistas, no entanto, ressaltam que, pela comparação da média diária (o volume mensal dividido pelos dias úteis), o desempenho ficou estável (alta de 0,1%). Isso porque junho teve um dia útil a menos em relação a maio.

Lojistas da região reconhecem a piora nas condições de crédito. O assistente comercial de concessionária Fiat em Santo André, Anderson Costa, cita que as taxas de juros iam até a 1,45% no início do ano, e agora chegam a 1,79%, ou seja, acréscimo de 0,34 ponto percentual. "A alta dos juros atrapalhou", cita Douglas Silveira, supervisor de revenda da General Motors em São Caetano. O gerente Edmir Vieira de Lima, de loja Volkswagen em Santo André, assinala que os bancos até aprovam financiamentos sem entrada, por exemplo, mas é preciso que o cliente tenha renda três vezes superior ao valor da parcela.

SEMESTRE

Apesar da piora no mês, no acumulado do ano até agora (1,7 milhão de unidades vendidas), as vendas ainda são 10% maiores que no primeiro semestre do ano passado



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