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Prefeitura lança programa voltado à população de rua

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sem-tetos de Sto.André serão encaminhados para
quarteirão da assistência social, pronto em 90 dias


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

29/03/2017 | 07:00


 A Prefeitura de Santo André anunciou ontem o lançamento do Programa Recomeçar, voltado para assistência social à população de rua da cidade, estimada atualmente em 220 pessoas. Além do encaminhamento dos moradores de rua para um novo local onde os serviços serão integrados e a disponibilização de vagas de emprego, o programa prevê a revitalização de espaços públicos.

O “quarteirão” irá integrar o espaço de acolhimento e demais serviços como assistência social e acesso a cursos profissionalizantes. O espaço funcionará em prédio municipal que está desocupado, na Rua Cupurati com a Rua Ibirá, na Vila Scarpelli. A previsão é a que as atividades sejam iniciadas em 90 dias. O local substituirá o Centro POP, conhecido como Casa Amarela, localizado no Centro (leia texto ao lado).

“Serão oferecidas oficinas de jardinagem, de artesanato e economia solidária por meio de parcerias com empresas. Os usuários serão aproveitados como monitores para mostrar isso depois aos que ainda passam pelo processo. Aceitando essa ajuda, eles ficam três meses no albergue e dentro desse período serão empoderados”, explicou o secretário de Inclusão e Assistência Social, Marcelo Delsir. Após este período, os usuários poderão entrar no aluguel-social ou retornar à casa de familiares.

A Prefeitura também pretende firmar parcerias com a iniciativa privada e instituições de ensino para recolocar os moradores de rua no mercado de trabalho. Segundo a administração, Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Embelleze e sindicatos dos hoteleiros e dos comerciários já são participantes.

“O caminho para o recomeço é o emprego e a renda. A pessoa somente consegue vencer se estiver reinserida. Essa região foi escolhida porque se tornou um símbolo, já que além de tornar o local mais agradável, teremos foco nas pessoas”, disse o prefeito Paulo Serra (PSDB) durante entrevista concedida sob viaduto na Avenida Prestes Maia, conhecido pela concentração de usuários de droga.

O chefe do Executivo afirmou que a região será revitalizada com uma espécie de parque linear. “Aqui fará parte do corredor verde, projeto já existente na Avenida das Nações e no Adriático. Mas aqui queremos fazer algo maior.”

A Prefeitura não informou, porém, quanto todas estas intervenções e melhorias custarão aos cofres públicos. Em relação ao quarteirão, os valores serão discutidos pelo governo.

Assim como tinha ocorrido na semana passada, quando a Prefeitura iniciou obras para dificultar o acesso a pé embaixo de viaduto, moradores de rua deixaram o local e retornaram horas depois.

Sem-teto relutam em aceitar serviços municipais

Apesar das abordagens, os moradores de rua ainda têm dificuldades em utilizar serviços como a acolhida na Casa Amarela. Conforme o secretário de Inclusão e Assistência Social de Santo André, Marcelo Delsir, o local tem capacidade para receber 120 pessoas para a pernoite. São 220 moradores de rua na cidade e a estimativa é que 80% façam uso de álcool e drogas, o que dificulta a abordagem. “Eu e minha esposa não temos como sair daqui”, diz o sem-teto Hebert Martins, 30 anos.

Bruna da Costa Oliveira, 27, vive a realidade de viver nas ruas há seis anos, quando começou a usar crack. Ela afirma que a família tem casa em Rio Grande da Serra e que a mesma já tentou resgatá-la diversas vezes. “Tive bebê há dois meses, e entreguei para a minha mãe. Gostaria de sair daqui. Se a Prefeitura me oferecer emprego, sem dúvidas faria isso. É devolver a minha dignidade, que já não tenho. Só que para a Casa Amarela, não vou”, afirmou.

A Casa Amarela terá outro uso pelo Paço, a ser definido. 



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Prefeitura lança programa voltado à população de rua

Sem-tetos de Sto.André serão encaminhados para
quarteirão da assistência social, pronto em 90 dias

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

29/03/2017 | 07:00


 A Prefeitura de Santo André anunciou ontem o lançamento do Programa Recomeçar, voltado para assistência social à população de rua da cidade, estimada atualmente em 220 pessoas. Além do encaminhamento dos moradores de rua para um novo local onde os serviços serão integrados e a disponibilização de vagas de emprego, o programa prevê a revitalização de espaços públicos.

O “quarteirão” irá integrar o espaço de acolhimento e demais serviços como assistência social e acesso a cursos profissionalizantes. O espaço funcionará em prédio municipal que está desocupado, na Rua Cupurati com a Rua Ibirá, na Vila Scarpelli. A previsão é a que as atividades sejam iniciadas em 90 dias. O local substituirá o Centro POP, conhecido como Casa Amarela, localizado no Centro (leia texto ao lado).

“Serão oferecidas oficinas de jardinagem, de artesanato e economia solidária por meio de parcerias com empresas. Os usuários serão aproveitados como monitores para mostrar isso depois aos que ainda passam pelo processo. Aceitando essa ajuda, eles ficam três meses no albergue e dentro desse período serão empoderados”, explicou o secretário de Inclusão e Assistência Social, Marcelo Delsir. Após este período, os usuários poderão entrar no aluguel-social ou retornar à casa de familiares.

A Prefeitura também pretende firmar parcerias com a iniciativa privada e instituições de ensino para recolocar os moradores de rua no mercado de trabalho. Segundo a administração, Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Embelleze e sindicatos dos hoteleiros e dos comerciários já são participantes.

“O caminho para o recomeço é o emprego e a renda. A pessoa somente consegue vencer se estiver reinserida. Essa região foi escolhida porque se tornou um símbolo, já que além de tornar o local mais agradável, teremos foco nas pessoas”, disse o prefeito Paulo Serra (PSDB) durante entrevista concedida sob viaduto na Avenida Prestes Maia, conhecido pela concentração de usuários de droga.

O chefe do Executivo afirmou que a região será revitalizada com uma espécie de parque linear. “Aqui fará parte do corredor verde, projeto já existente na Avenida das Nações e no Adriático. Mas aqui queremos fazer algo maior.”

A Prefeitura não informou, porém, quanto todas estas intervenções e melhorias custarão aos cofres públicos. Em relação ao quarteirão, os valores serão discutidos pelo governo.

Assim como tinha ocorrido na semana passada, quando a Prefeitura iniciou obras para dificultar o acesso a pé embaixo de viaduto, moradores de rua deixaram o local e retornaram horas depois.

Sem-teto relutam em aceitar serviços municipais

Apesar das abordagens, os moradores de rua ainda têm dificuldades em utilizar serviços como a acolhida na Casa Amarela. Conforme o secretário de Inclusão e Assistência Social de Santo André, Marcelo Delsir, o local tem capacidade para receber 120 pessoas para a pernoite. São 220 moradores de rua na cidade e a estimativa é que 80% façam uso de álcool e drogas, o que dificulta a abordagem. “Eu e minha esposa não temos como sair daqui”, diz o sem-teto Hebert Martins, 30 anos.

Bruna da Costa Oliveira, 27, vive a realidade de viver nas ruas há seis anos, quando começou a usar crack. Ela afirma que a família tem casa em Rio Grande da Serra e que a mesma já tentou resgatá-la diversas vezes. “Tive bebê há dois meses, e entreguei para a minha mãe. Gostaria de sair daqui. Se a Prefeitura me oferecer emprego, sem dúvidas faria isso. É devolver a minha dignidade, que já não tenho. Só que para a Casa Amarela, não vou”, afirmou.

A Casa Amarela terá outro uso pelo Paço, a ser definido. 

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