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Semestre é recorde em vendas

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Wagner Oliveira
Do Diário do Grande ABC

07/07/2010 | 07:00


Apesar de dois trimestres distintos, o Brasil encerrou o semestre com recorde em venda de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. De acordo com dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), foram emplacados 1.579.712 veículos entre janeiro e junho. O número representa crescimento de 9% sobre as 1.449.783 unidades emplacadas no mesmo período de 2009.

Impulsionado pelo benefício do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o primeiro trimestre chegou a registrar alta de 20% sobre o mesmo período do ano anterior. Com o fim do benefício em março, as vendas se estabilizaram, diminuindo o ritmo do crescimento.

Ainda assim o aumento de 9% nas vendas garante ao Brasil a consolidação no quarto lugar do ranking mundial em vendas da indústria automobilística - atrás de China, Estados Unidos e Japão. Em produção, no entanto, ainda disputa a sétima colocação.

Para o segundo semestre, analistas têm expectativas diferentes. Para o consultor José Caporal Filho, da Mega Dealer, as vendas só não caíram mais no segundo trimestre em razão da onda de promoções e feirões. "A marca que não apresentar novidades vai sofrer mais no segundo semestre", afirmou.

Mas há quem veja cenário diferente, já que tradicionalmente terceiro e quarto trimestres costumam ser melhores. A partir de julho, acontece a maioria dos lançamentos de novos modelos, além de ano eleitoral ser melhor para a economia em geral.

"O mercado caminha para estabilidade após o fim do desconto do IPI", disse o consultor Paulo Roberto Garbossa, da ADK. "O aumento da competição é bom porque dá ao consumidor a vantagem de optar pela melhor compra."

Em junho, a indústria registrou a comercialização de 262.775 unidades. Nos 20 dias úteis de vendas, a média diária foi de 13.138 - considerada boa pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A entidade vai apresentar balanço mais detalhado das atividades do primeiro semestre somente na semana que vem.

Os números de junho representam alta de 4,7% sobre maio, quando foram emplacados 251.057. O resultado deixa a indústria respirar mais aliviada, com a certeza de que o pior, após o fim do IPI, já ficou para trás.

Daqui para frente, porém, o mercado dificilmente vai superar o resultado de março, que contabilizou o recorde histórico de 353.734 unidades - favorecido pela corrida às revendas com o fim do IPI. Ainda influenciando pelo rescaldo do fim do benefício, abril teve o segundo melhor número do ano - 277.843 unidades.

DISPUTA ACIRRADA - As grandes montadoras disputaram palmo a palmo o mercado no primeiro semestre. A Fiat ainda mantém a dianteira, mas seguida muito de perto pela Volkswagen. A montadora de Minas Gerais vendeu 341.448 unidades entre janeiro e junho, alcançando 21,6%. No mesmo período, a Volks somou 338.519 (21,4%).

Em terceiro lugar, a General Motors vendeu 302.226 veículos, perfazendo 19,1% das vendas totais. A Ford aparece a seguir com 166.681 - representando 10,5% do mercado. Com 64.622 veículos, a Renault se consolidou no quinto lugar do ranking nacional.

Sem ter forte atividade industrial no País, a Hyundai continua surpreendendo os concorrentes ao se fortalecer na sétima colocação, emplacando 51.105 veículos - 3,2% do mercado.

A Toyota, que tem duas fábricas no Mercosul (Brasil e Argentina), vendeu menos automóveis no País que os coreanos. De acordo com o Renavam, a marca japonesa comercializou 46.211 unidades nos seis primeiros meses do ano, acalçando 2,9% no quarto maior mercado mundial. A Honda ficou com a sexta posição, com 58.152 unidades (3,7%) do mercado brasileiro.



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