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Metalúrgicos entregam aviso de greve para montadoras


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

14/09/2010 | 07:20


Depois de não conseguirem chegar a um acordo sobre o reajuste salarial, metalúrgicos ligados à FEM-CUT/SP (Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT de São Paulo) entregaram ontem à bancada patronal das montadoras aviso de greve geral. As empresas são representadas pelo Sinfavea (Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), e tem como coordenador Nilton Júnior (Volkswagen).

O documento, encaminhado pelo presidente da FEM-CUT/SP, Valmir Marques, o Biro Biro, informa que após o prazo de 48 horas (exigido por lei e contados após a entrega) os trabalhadores do setor poderão paralisar as atividades, por tempo indeterminado. O prazo começou a contar ontem e termina amanhã.

No total são cerca de 50 mil metalúrgicos da base da federação (Grande ABC e Taubaté), de São Carlos (CGTB-Volks) e Tatuí (Força- Ford) que estão em campanha salarial.

MOBILIZAÇÕES
Desde semana passada, metalúrgicos das montadoras fazem pequenas paralisações e manifestos. E em reunião no sábado, os metalúrgicos optaram por fazer o aviso de greve.

Ontem, segundo a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 13 mil trabalhadores participaram de assembleias e protestos, que incluíram paralisações, durante toda a manhã. Os atos paralisaram a produção das 5h15 às 10h, período que variou em cada fábrica.

Na Volkswagen, os mais de 6.000 trabalhadores do turno da manhã atrasaram a entrada para participar da assembleia. Na Ford, o primeiro turno (4.500 metalúrgicos) não entrou às 6h, aguardou a chegada dos mensalistas, às 8h, e só começou a trabalhar às 9h.

Na Mercedes-Benz, 2.500 funcionários participaram da assembleia e manifestações, que começaram às 5h. Eles retornaram ao trabalho às 10h. "Se nada for resolvido até quarta-feira, faremos ações mais fortes. Mesmo assim, estamos aguardando algum aviso de negociação, por parte da bancada patronal. Estamos apelando para o bom-senso dos empresários, afinal, greve não é boa para nenhuma das partes", diz Sérgio Nobre, presidente do sindicato da categoria na região. Segundo ele, a bancada patronal se reuniu ontem para discutir a proposta. "Estamos abertos às negociações."

NEGOCIAÇÃO
Na última negociação, que terminou na madrugada de sábado, a federação rejeitou a proposta de aumento salarial de 7%. Com relação ao G10 (setores de lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação, material bélico) a bancada ainda não apresentou contraproposta salarial. A FEM já fechou acordos salariais com os Grupos 3; 8; 2 e de fundição - com reajuste de 9%.



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