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Movimento promove transparência empresarial


Wilson Marini
Da APJ

20/03/2017 | 07:00


BNDES, Itaú Unibanco, Duratex, Natura, Votorantim e AES Brasil, entre outros grupos, passaram a adotar voluntariamente, há quatro anos ou menos, novo modelo de comunicação anual dos resultados, chamado Relatório Integrado. Foram inspirados por movimento internacional que propõe a sua adoção pelas empresas em geral. O Relatório Integrado contém a demonstração não apenas das finanças, mas também as informações consideradas intangíveis, como capital intelectual, governança e sustentabilidade socioambiental. É um passo à frente em relação aos conhecidos Relatórios de Sustentabilidade, que por sua vez representaram inovação na comunicação empresarial, mas são editados como peças à parte, desconexas dos números financeiros. A proposta do RI é integrar os dados financeiros e não financeiros, de modo a oferecer uma visão holística da atuação, projetos e metas da empresa, sob o crivo dos aspectos principais que a envolvem.

Valor de mercado
O objetivo do Relatório Integrado é aumentar a transparência da empresa diante dos investidores, fornecedores, clientes, funcionários, comunidades e a sociedade. O RI é liderado pela organização IIRC, sediada em Londres. Na semana passada, o principal executivo da entidade, Richard Howitt, se reuniu em São Paulo e no Rio com contabilistas, empresários, órgãos de regulação e dirigentes de entidades, para falar da importância de as empresas, não apenas as grandes, se prepararem para essa nova forma de comunicar seus resultados e os impactos positivos e negativos que causam. A adoção do novo modelo reduz o custo de capital e aumenta o valor de mercado das companhias. Isso porque o documento, uma vez elaborado no formato proposto pela IIRC, amplia a visão do mercado sobre os riscos e oportunidades de uma empresa e o segmento onde atua. Na África do Sul, é ferramenta obrigatória para empresas listadas em bolsa.

Produção científica
A Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo) acaba de lançar levantamento sobre as competências científicas em cada uma das 15 regiões administrativas do Estado. Intitulado Mapa da Ciência de São Paulo, o estudo reúne conjunto de indicadores que mostra desde a concentração de pesquisadores em cada região e área do conhecimento até o tamanho e o impacto de sua produção científica. O tema é abordado na edição de março da revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Concentração
O mapeamento aponta grande concentração de pesquisadores no eixo entre a capital e Campinas, mas também evidencia regiões com expertises específicas, como a de Araraquara, que reúne os campi da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e a do Vale do Paraíba, com seu polo aeroespacial em torno de São José dos Campos. O mapa também mostra os vazios geográficos na área de pesquisa, como no litoral sul paulista e região de Itapetininga.

Lei da Inovação
Uma lei de inovação deve ser proposta ainda neste ano pelo governo estadual, para adequar o Estado ao marco legal da inovação e da pesquisa científica e tecnológica definido pela Lei federal 13.243/2016. Esse foi o tema de encontro promovido na Capital quinta-feira reunindo pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa.

Estradas
No dia 25 de abril serão entregues as propostas do leilão do lote da Rodovia dos Calçados, entre Itaporanga e Franca. O valor de outorga é de R$ 450,9 milhões e R$ 5 bilhões em investimentos em 30 anos.

Proteção
O deputado Junior Aprillanti (PSB) está preocupado com os constantes deslizamentos e a falta de dispositivos de segurança para os motoristas nas rodovias Geraldo Dias e Tancredo Neves, que servem Jundiaí, Várzea Paulista e região.

Investimentos
A norte-americana John Deere, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, inaugurou em Campinas um Centro de Agricultura de Precisão e Inovação. Segundo a empresa, em até quatro anos o Brasil vai superar os Estados Unidos no uso da agricultura de precisão. 



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Movimento promove transparência empresarial

Wilson Marini
Da APJ

20/03/2017 | 07:00


BNDES, Itaú Unibanco, Duratex, Natura, Votorantim e AES Brasil, entre outros grupos, passaram a adotar voluntariamente, há quatro anos ou menos, novo modelo de comunicação anual dos resultados, chamado Relatório Integrado. Foram inspirados por movimento internacional que propõe a sua adoção pelas empresas em geral. O Relatório Integrado contém a demonstração não apenas das finanças, mas também as informações consideradas intangíveis, como capital intelectual, governança e sustentabilidade socioambiental. É um passo à frente em relação aos conhecidos Relatórios de Sustentabilidade, que por sua vez representaram inovação na comunicação empresarial, mas são editados como peças à parte, desconexas dos números financeiros. A proposta do RI é integrar os dados financeiros e não financeiros, de modo a oferecer uma visão holística da atuação, projetos e metas da empresa, sob o crivo dos aspectos principais que a envolvem.

Valor de mercado
O objetivo do Relatório Integrado é aumentar a transparência da empresa diante dos investidores, fornecedores, clientes, funcionários, comunidades e a sociedade. O RI é liderado pela organização IIRC, sediada em Londres. Na semana passada, o principal executivo da entidade, Richard Howitt, se reuniu em São Paulo e no Rio com contabilistas, empresários, órgãos de regulação e dirigentes de entidades, para falar da importância de as empresas, não apenas as grandes, se prepararem para essa nova forma de comunicar seus resultados e os impactos positivos e negativos que causam. A adoção do novo modelo reduz o custo de capital e aumenta o valor de mercado das companhias. Isso porque o documento, uma vez elaborado no formato proposto pela IIRC, amplia a visão do mercado sobre os riscos e oportunidades de uma empresa e o segmento onde atua. Na África do Sul, é ferramenta obrigatória para empresas listadas em bolsa.

Produção científica
A Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo) acaba de lançar levantamento sobre as competências científicas em cada uma das 15 regiões administrativas do Estado. Intitulado Mapa da Ciência de São Paulo, o estudo reúne conjunto de indicadores que mostra desde a concentração de pesquisadores em cada região e área do conhecimento até o tamanho e o impacto de sua produção científica. O tema é abordado na edição de março da revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Concentração
O mapeamento aponta grande concentração de pesquisadores no eixo entre a capital e Campinas, mas também evidencia regiões com expertises específicas, como a de Araraquara, que reúne os campi da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e a do Vale do Paraíba, com seu polo aeroespacial em torno de São José dos Campos. O mapa também mostra os vazios geográficos na área de pesquisa, como no litoral sul paulista e região de Itapetininga.

Lei da Inovação
Uma lei de inovação deve ser proposta ainda neste ano pelo governo estadual, para adequar o Estado ao marco legal da inovação e da pesquisa científica e tecnológica definido pela Lei federal 13.243/2016. Esse foi o tema de encontro promovido na Capital quinta-feira reunindo pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa.

Estradas
No dia 25 de abril serão entregues as propostas do leilão do lote da Rodovia dos Calçados, entre Itaporanga e Franca. O valor de outorga é de R$ 450,9 milhões e R$ 5 bilhões em investimentos em 30 anos.

Proteção
O deputado Junior Aprillanti (PSB) está preocupado com os constantes deslizamentos e a falta de dispositivos de segurança para os motoristas nas rodovias Geraldo Dias e Tancredo Neves, que servem Jundiaí, Várzea Paulista e região.

Investimentos
A norte-americana John Deere, uma das maiores fabricantes de máquinas agrícolas do mundo, inaugurou em Campinas um Centro de Agricultura de Precisão e Inovação. Segundo a empresa, em até quatro anos o Brasil vai superar os Estados Unidos no uso da agricultura de precisão. 

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