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Região elimina vagas pelo 26º mês seguido

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ano começa com demissão de 2.119 pessoas;
mais da metade dos cortes foram no comércio


Gabriel Russini
Especial para o Diário

04/03/2017 | 07:26


Pelo 26º mês consecutivo, o Grande ABC encerrou com saldo (contratações menos demissões) negativo no mercado de trabalho. Em janeiro, 2.199 trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego, patamar similar ao do mesmo período em 2015, quando 2.580 trabalhadores perderam seus postos, e bem maior do que o registrado em janeiro de 2016, quando os cortes atingiram 1.644 pessoas. O levantamento é do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), realizado pelo Ministério do Trabalho.

É válido lembrar que, em 2016, 31.608 pessoas perderam o emprego. Somente em dezembro foram 6.208 baixas.

Entre as sete cidades, a que mais se destacou na eliminação de empregos foi Santo André, ao registrar o maior número de demissões, 681, o que corresponde a 32% dos demitidos nas cidades da região.

A surpresa do primeiro mês de 2017 ficou por conta do setor da indústria da transformação, o único a ter apresentado saldo positivo, ou seja, em que as contratações superaram as demissões, em 421 postos.

Na avaliação do coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, a indústria só ficou no azul em razão de alguma demanda específica. “Esse saldo não é normal, ainda mais em um mês como janeiro (em que montadoras e indústrias do ramo automotivo estão em férias coletivas). Acredito que alguma empresa tenha contratado para suprir algum pedido”. Ele assinala que o resultado não indica retomada da economia. “A estatística é meramente ilustrativa, é difícil projetar crescimento a partir desses números.”

O setor responsável por extinguir mais da metade dos empregos na região foi o comércio, que registrou 1.353 baixas. Para o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, o desligamento dos funcionários temporários do Natal influenciou no número. “É normal, janeiro geralmente é um mês parado, muitas pessoas ainda estão de férias e, no caso do comércio, a rotatividade é muito grande.”

Na pesquisa de emprego do Seade/Dieese, o ramo que mais cortou foi serviços, no entanto, o levantamento inclui todo tido de trabalho, formal, informal e autônomo. Considerando apenas o emprego com carteira, houve a eliminação de 1.062 postos.

Maskio acredita que em 2017 haverá estabilização nos índices de emprego, mas isso não significa algo exatamente tão positivo. “Apesar da sinalização ser boa, chegamos em um momento em que a empresa demite ou fecha as portas, é o limite suportável”.

Questionados sobre expectativas para o decorrer do ano, os especialistas se mostram cautelosos. “Só vamos retornar ao nível de emprego de 2014 lá pra 2020, a caminhada é longa”, comenta Balistiero. “É cedo para dizer alguma coisa, mas podemos estar no final do ciclo recessivo. Talvez seja o prenúncio do processo de retomada. Temos que ter calma”, explica Maskio.

Em todo o País, 40.864 postos de trabalho foram extintos em janeiro.
 



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Região elimina vagas pelo 26º mês seguido

Ano começa com demissão de 2.119 pessoas;
mais da metade dos cortes foram no comércio

Gabriel Russini
Especial para o Diário

04/03/2017 | 07:26


Pelo 26º mês consecutivo, o Grande ABC encerrou com saldo (contratações menos demissões) negativo no mercado de trabalho. Em janeiro, 2.199 trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego, patamar similar ao do mesmo período em 2015, quando 2.580 trabalhadores perderam seus postos, e bem maior do que o registrado em janeiro de 2016, quando os cortes atingiram 1.644 pessoas. O levantamento é do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), realizado pelo Ministério do Trabalho.

É válido lembrar que, em 2016, 31.608 pessoas perderam o emprego. Somente em dezembro foram 6.208 baixas.

Entre as sete cidades, a que mais se destacou na eliminação de empregos foi Santo André, ao registrar o maior número de demissões, 681, o que corresponde a 32% dos demitidos nas cidades da região.

A surpresa do primeiro mês de 2017 ficou por conta do setor da indústria da transformação, o único a ter apresentado saldo positivo, ou seja, em que as contratações superaram as demissões, em 421 postos.

Na avaliação do coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, a indústria só ficou no azul em razão de alguma demanda específica. “Esse saldo não é normal, ainda mais em um mês como janeiro (em que montadoras e indústrias do ramo automotivo estão em férias coletivas). Acredito que alguma empresa tenha contratado para suprir algum pedido”. Ele assinala que o resultado não indica retomada da economia. “A estatística é meramente ilustrativa, é difícil projetar crescimento a partir desses números.”

O setor responsável por extinguir mais da metade dos empregos na região foi o comércio, que registrou 1.353 baixas. Para o coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, o desligamento dos funcionários temporários do Natal influenciou no número. “É normal, janeiro geralmente é um mês parado, muitas pessoas ainda estão de férias e, no caso do comércio, a rotatividade é muito grande.”

Na pesquisa de emprego do Seade/Dieese, o ramo que mais cortou foi serviços, no entanto, o levantamento inclui todo tido de trabalho, formal, informal e autônomo. Considerando apenas o emprego com carteira, houve a eliminação de 1.062 postos.

Maskio acredita que em 2017 haverá estabilização nos índices de emprego, mas isso não significa algo exatamente tão positivo. “Apesar da sinalização ser boa, chegamos em um momento em que a empresa demite ou fecha as portas, é o limite suportável”.

Questionados sobre expectativas para o decorrer do ano, os especialistas se mostram cautelosos. “Só vamos retornar ao nível de emprego de 2014 lá pra 2020, a caminhada é longa”, comenta Balistiero. “É cedo para dizer alguma coisa, mas podemos estar no final do ciclo recessivo. Talvez seja o prenúncio do processo de retomada. Temos que ter calma”, explica Maskio.

Em todo o País, 40.864 postos de trabalho foram extintos em janeiro.
 

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