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Região tem 233 mil desempregados

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Marca é a maior para os meses de
janeiro desde 2005, segundo o Seade/Dieese


Gabriel Russini
Especial para o Diário

03/03/2017 | 07:21


O ano começou com expressivo número de desempregados no Grande ABC: 233 mil pessoas, o equivalente às populações de São Caetano e Ribeirão Pires. Trata-se do maior volume para os meses de janeiro desde 2005, e corresponde a 17% da PEA (População Economicamente Ativa) da região, que é a soma de pessoas empregadas e daquelas em busca de ocupação (total de 1,370 milhão).

Nos primeiros 31 dias de 2017, 15 mil profissionais entraram na fila do desemprego, na comparação com dezembro, quando a taxa estava em 15,5% (218 mil desocupados). Frente a janeiro de 2016, quando o percentual era de 15% (211 mil), houve acréscimo de 22 mil trabalhadores à procura de oportunidade.

Os dados são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), levantamento realizado pelo Seade/Dieese, que tem como base entrevistas domiciliares em cerca de 600 residências nas sete cidades e considera todo o tipo de emprego (formal, informal, autônomo e temporário).

Como consequência do aumento do desemprego, o total de profissionais no mercado de trabalho atingiu a menor marca para os meses de janeiro desde 2009: 1,137 milhão de pessoas. São 49 mil a menos no batente ante dezembro e 57 mil a menos em relação a janeiro do ano passado.

O setor que puxou o mau resultado em janeiro foi serviços, ao eliminar 20 mil postos. Na sequência vieram comércio e reparação de automóveis e motocicletas, com a redução de 18 mil vagas, e indústria da transformação, com 6.000 empregos a menos. “A indústria ainda é a maior geradora de massa de renda no Grande ABC, se ela não vai muito bem nos negócios, comércio e serviços acabam sendo prejudicados também, pois o consumidor põe o pé no freio dos gastos domésticos”, explica o professor de Economia e coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio. De fato, quando se compara o desempenho do primeiro mês do ano com igual período em 2016, o ramo industrial foi o que mais demitiu: 57 mil operários. O que desencadeou os cortes nos demais segmentos.

Adicionalmente, para o especialista, geralmente janeiro é mês ruim para o emprego. “A movimentação é menor por série de fatores, como a dispensa dos funcionários temporários contratados no Natal, muitas pessoas de férias, matrícula da escola do filho e impostos para pagar, enfim, há redução na atividade econômica como um todo.” Quando se compara com janeiro dos outros anos, porém, e se nota o maior volume de desempregados em 12 anos, o resultado se deve à crise. “O mercado de trabalho é um dos últimos a ser retomado. E a economia ainda não deu sinais de melhora.”

Dado que denota a precariedade do cenário é o aumento no volume de profissionais sem carteira assinada, que ganhou 7.000 pessoas em janeiro, somando 85 mil. Por outro lado, o total de funcionários registrados caiu em 25 mil, para 621 mil. “Como a oferta para emprego formal está em baixa, as pessoas recorrem a trabalhos sem carteira porque as contas continuam vindo. A tendência é que o quadro se reverta somente quando a economia se recuperar.”

Questionado sobre o impacto da oferta de vagas temporárias para a Páscoa, Maskio avalia que a melhora no mercado deve vir no longo prazo. “São temporárias, significa que as pessoas só vão trabalhar por 15 ou 20 dias apenas.” 



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Região tem 233 mil desempregados

Marca é a maior para os meses de
janeiro desde 2005, segundo o Seade/Dieese

Gabriel Russini
Especial para o Diário

03/03/2017 | 07:21


O ano começou com expressivo número de desempregados no Grande ABC: 233 mil pessoas, o equivalente às populações de São Caetano e Ribeirão Pires. Trata-se do maior volume para os meses de janeiro desde 2005, e corresponde a 17% da PEA (População Economicamente Ativa) da região, que é a soma de pessoas empregadas e daquelas em busca de ocupação (total de 1,370 milhão).

Nos primeiros 31 dias de 2017, 15 mil profissionais entraram na fila do desemprego, na comparação com dezembro, quando a taxa estava em 15,5% (218 mil desocupados). Frente a janeiro de 2016, quando o percentual era de 15% (211 mil), houve acréscimo de 22 mil trabalhadores à procura de oportunidade.

Os dados são da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), levantamento realizado pelo Seade/Dieese, que tem como base entrevistas domiciliares em cerca de 600 residências nas sete cidades e considera todo o tipo de emprego (formal, informal, autônomo e temporário).

Como consequência do aumento do desemprego, o total de profissionais no mercado de trabalho atingiu a menor marca para os meses de janeiro desde 2009: 1,137 milhão de pessoas. São 49 mil a menos no batente ante dezembro e 57 mil a menos em relação a janeiro do ano passado.

O setor que puxou o mau resultado em janeiro foi serviços, ao eliminar 20 mil postos. Na sequência vieram comércio e reparação de automóveis e motocicletas, com a redução de 18 mil vagas, e indústria da transformação, com 6.000 empregos a menos. “A indústria ainda é a maior geradora de massa de renda no Grande ABC, se ela não vai muito bem nos negócios, comércio e serviços acabam sendo prejudicados também, pois o consumidor põe o pé no freio dos gastos domésticos”, explica o professor de Economia e coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio. De fato, quando se compara o desempenho do primeiro mês do ano com igual período em 2016, o ramo industrial foi o que mais demitiu: 57 mil operários. O que desencadeou os cortes nos demais segmentos.

Adicionalmente, para o especialista, geralmente janeiro é mês ruim para o emprego. “A movimentação é menor por série de fatores, como a dispensa dos funcionários temporários contratados no Natal, muitas pessoas de férias, matrícula da escola do filho e impostos para pagar, enfim, há redução na atividade econômica como um todo.” Quando se compara com janeiro dos outros anos, porém, e se nota o maior volume de desempregados em 12 anos, o resultado se deve à crise. “O mercado de trabalho é um dos últimos a ser retomado. E a economia ainda não deu sinais de melhora.”

Dado que denota a precariedade do cenário é o aumento no volume de profissionais sem carteira assinada, que ganhou 7.000 pessoas em janeiro, somando 85 mil. Por outro lado, o total de funcionários registrados caiu em 25 mil, para 621 mil. “Como a oferta para emprego formal está em baixa, as pessoas recorrem a trabalhos sem carteira porque as contas continuam vindo. A tendência é que o quadro se reverta somente quando a economia se recuperar.”

Questionado sobre o impacto da oferta de vagas temporárias para a Páscoa, Maskio avalia que a melhora no mercado deve vir no longo prazo. “São temporárias, significa que as pessoas só vão trabalhar por 15 ou 20 dias apenas.” 

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