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Crise no Paço impactará no reajuste em S.Bernardo

Gabriel Inamine/PMSBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha
do Diário do Grande ABC

03/03/2017 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), se reuniu ontem com dirigentes do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) da cidade para debater a pauta de reivindicações da categoria. Foi criada uma comissão para discutir os pedidos do sindicato, mas o chefe do Executivo já adiantou que as dificuldades financeiras da administração atrapalham o projeto de reajuste real aos vencimentos do funcionalismo público.

O Sindserv reivindica reposição da inflação com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mais 2,8% de aumento real. A data-base da categoria é este mês e, até agora, a inflação do período está em 7%. Ou seja, a solicitação ao Paço é de majoração nos contracheques na ordem de 9,8%.

“Reconheço esta diretoria do Sindserv. Fizemos essa primeira reunião em que tiramos como pauta instituir dois paritários de cada lado para manter mesa de comissão permanente, visando melhorar a qualidade de trabalho dos funcionários públicos. Esclarecemos a eles as dificuldades da atual situação financeira da Prefeitura, especialmente com reposição salarial. Mostrei o fluxo financeiro a eles, total transparência. E essa mesa tem como objetivo aprimorar e diminuir a distância entre administração e funcionalismo público. Não estamos em lados opostos”, declarou Morando.

A gestão tucana apontou ter herdado R$ 200 milhões em restos a pagar da administração de Luiz Marinho (PT), além de dívida consolidada de R$ 1,2 bilhão. Para tentar sanear as contas, Morando congelou o Orçamento, cortou benefícios como carros oficiais e celulares corporativos e vai rever contratos.

Presidente do Sindserv, José Rubem se disse “surpreso” com o diálogo estabelecido pelo governo tucano. “Pelo histórico do Orlando, essa abertura me surpreendeu, sim. Mas desde o começo desta gestão ele (prefeito) disse que iria conversar com o sindicato, que iria nos reconhecer como diretoria legítima. Ele manteve a coerência neste quesito.”

A criação da mesa de negociação também tem como objetivo evitar que a contaminação partidária influencie nas discussões sobre o futuro da categoria. O sindicato é composto, em sua direção, por muitos filiados ao PT, partido que está na oposição a Morando na cidade.

“Vamos definir a composição da mesa, a publicação desta comissão no Diário Oficial (deve acontecer no dia 10) e ver como as conversas avançam. A pauta (de reivindicações) é extensa, envolve reposição do salário, melhorias nos benefícios, como vale-transporte e vale-refeição. Esperamos manter esse diálogo”, discorreu Rubem.

Além de Morando, participaram da reunião de ontem o vice-prefeito e secretário de Serviços Urbanos, Marcelo Lima (SD), o secretário de Administração, Pedro Pinheiro, e o titular de Assuntos Jurídicos, Carlos Maciel. 



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