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ACM diz que Ramez Tebet votou contra cassação de Estevão


Do Diário OnLine

29/05/2001 | 00:47


O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) disse nesta segunda-feira à noite, antes de embarcar de Salvador para Brasília, que o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), votou contra a cassação do ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF) - envolvido com o escândalo do desvio de verbas do TRT-SP.

Uma eventual divulgação da lista, que pode acontecer durante o discurso de renúncia de ACM, na próxima quarta-feira, não prejudicaria muito os senadores. Seria praticamente impossível comprovar a veracidade de uma lista que eventualmente venha a ser divulgada. "Qualquer papel que aparecer agora deve ir para o lixo", sentenciou a senadora Heloísa Helena (PT-AL).

A lista estaria com o senador José Roberto Arruda (sem partido-DF), segundo ACM. Mesmo negando que o documento estaria em seu poder, o pefelista diz que muita gente ficaria envergonhada por ter mentido ao país.

"Eles (ACM e Arruda) já falaram tanto sobre essa lista que ninguém mais acredita", desdenhou Tebet.

O fantasma da lista voltou a assombrar o Congresso nesta segunda-feira, mas em uma nova perspectiva. O senador Geraldo Althoff (PFL-SC) fez uma consulta à assessoria jurídica da Casa para verificar se é possível uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar contra outros parlamentares que eventualmente tenham visto a lista e mantido silêncio, sem tomar qualquer atitude contra a violação do painel.

A teoria de Althoff consiste no seguinte: quem viu a lista e não denunciou a irregularidade (a quebra de sigilo dos votos secretos) errou tanto quanto ACM e Arruda.

Festa e protesto - Um dia depois de sua renúncia e seu esperado discurso, ACM participa, na quinta-feira, da posse de seu filho e suplente, Antônio Carlos Magalhães Júnior (PFL-BA). Em seguida, será recebido com uma festa em Salvador, organizada pelo PFL.

O cacique baiano desfilará em carro aberto, numa caravana que vai levá-lo do aeroporto ao centro histórico. Ele segue em caminhada do Terreiro de Jesus até a Ladeira do Pelourinho, onde um palanque estará armado e à espera de novo discurso. O PFL baiano estima que pelo menos 50 mil pessoas devem participar da homenagem a ACM.

Mas o clima em Salvador não será 100% pró-ACM. Partidos de esquerda, sindicalistas e estudantes também preparam uma festa, mas para comemorar a renúncia do cacique baiano ao cargo no Senado. O movimento da oposição será comandado pelo presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

As festas antagônicas, a princípio, não devem se cruzar. Os manifestantes pretendem partir da reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e ir até a Praça Castro, mas podem esticar o passeio até o Pelourinho, para um 'encontro casual' com os simpatizantes de ACM.



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