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Sto.André faz bloqueio sanitário

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aplicação de inseticida se fez necessária depois de
caso importado da doença, que resultou em óbito


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

18/02/2017 | 07:00


A gerência de Controle de Zoonoses de Santo André iniciou ontem o chamado bloqueio sanitário em nove quarteirões do bairro Silveira, a partir da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo, local onde morava a professora Thalita Beneduzi, 28 anos, que morreu na quinta-feira vítima de febre amarela silvestre. O procedimento adotado como medida protetiva consiste na aplicação de inseticida por meio do processo conhecido como nebulização, usado no combate ao mosquito Aedes aegypti, também transmissor da febre amarela urbana, erradicada no Brasil desde 1942. A medida foi adotada a partir da confirmação da doença, contraída provavelmente em recente viagem que fez a Minas Gerais.

O processo iniciado ontem não significa risco aos moradores nem impede a circulação na área circunscrita pelo bloqueio sanitário, medida preconizada pelo Ministério da Saúde como forma de evitar que eventual mosquito do Aedes, transmissor da febre amarela urbana, possa alcançar região fora da área delimitada. Isso porque, se uma pessoa que tenha contraído febre amarela silvestre, transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, for picada pelo Aedes, pode reiniciar o ciclo urbano da doença.

A secretária municipal de Saúde, Ana Paula Peña Dias, pede à população que mantenha a calma, sobretudo os moradores da área onde ocorre o bloqueio sanitário: “Na vida das pessoas não muda nada. A nebulização é uma proteção exigida pela Secretaria de Estado da Saúde e também pelo Ministério da Saúde.” Ela ressalta que não há motivo para pânico e lembra que as vacinas contra a febre amarela, cuja busca tem lotado os postos de Saúde, “são reservadas para as pessoas que vão viajar” para onde há casos da doença.

Thalita tinha viajado no fim de janeiro para Capitólio, em Minas Gerais, e morreu após nove dias internada, no Hospital e Maternidade Brasil. Assim que foi notificado, o Departamento de Vigilância à Saúde enviou amostras de sangue ao Instituto Adolfo Lutz, que confirmou a causa da morte.

O corpo da jovem foi sepultado ontem, no Memorial Jardim Santo André, sob forte comoção de familiares e amigos. Ela era filha única, casada havia dois anos e não tinha filhos.

“Perdemos uma pessoa muito boa, que tinha paixão pela vida e por tudo o que fazia”, lembrou a cunhada Ludmila Bianchin, 33.

A administradora Andréia Maria Conceição Silva, 35, conheceu Thalita há um ano, no curso de Pilates, e recordou a alegria que a jovem transmitia a todos. “Ela era muito alegre, simpática, querida por todos, uma moça linda. No curso, todos estavam rezando pela recuperação dela. ”

Estado registra oito casos de febre amarela silvestre


Com a morte de Thalita Beneduzi, 28 anos, o Estado de São Paulo registra oito óbitos por febre amarela silvestre, sendo seis casos importados (todos em Minas Gerais) e dois autóctones – um na cidade de Batatais e outro em Américo Brasiliense.

No Grande ABC, Diadema contabiliza dois casos importados que evoluíram para cura e um em investigação.

Santo André registrou uma ocorrência (o paciente também se curou) e investiga outra.

São Bernardo confirmou o registro de paciente infectado pelo vírus transmitido por mosquitos Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de mata. No entanto, trata-se de pessoa que mora em Diadema e foi atendida pela rede de Saúde da cidade vizinha.

Ribeirão Pires investiga um caso suspeito, de homem que viajou recentemente para Minas Gerais, Espírito Santo e Mato Grosso. Ele já teve alta médica e a Vigilância à Saúde da Secretaria de Saúde e Higiene faz o acompanhamento.

Em Mauá, não há registros de pacientes confirmados ou com suspeita de febre amarela silvestre. As demais cidades não retornaram as informações. 



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