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Tito relembra última conversa: ‘Está bonita’

Ex-prefeito de São Bernardo relata último encontro Marisa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/02/2017 | 07:00


Era 10 de setembro de 2014. O advogado Antônio Tito Costa estava em Brasília, na posse do colega Ricardo Lewandowski como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). No meio da cerimônia, encontrou um casal amigo de São Bernardo. Após cumprimento cortês, virou-se à mulher e disse: “Puxa, como a senhora está bonita”. O elogio no último encontro entre eles foi endereçado a Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira-dama do País e amiga de Tito desde a década de 1970.

As histórias de Tito Costa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Marisa Letícia se cruzam no fim da década de 1970. Lula emergia como liderança sindical e confrontava a ditadura militar. Tito se elegera prefeito para exercer mandato entre 1977 e 1983, pelo PMDB.

“Como prefeito eu ia algumas vezes à casa do Lula. Quando ele foi preso (em 1980, por 31 dias), fui com a minha mulher (Léa) para falar com dona Marisa. Ela estava com várias crianças, algumas de colo. Fui lá falar com aquela mulher que se mostrava muito forte, levava biscoito aos seus filhos. Ela não tinha muita gente para ajudá-la”, relata Tito, hoje com 95 anos.

A relação entre Tito Costa e Lula se acentuou quando o então prefeito são-bernardense passou a emprestar sua chácara na cidade de Torrinha, no Interior – terra natal de Tito –, para abrigar a família do petista, ainda sob a mira do regime militar. “Tinha muito contato com o Lula e sua família. Depois que ele virou presidente (em 2003), nos distanciamos, tive um ou outro contato com ele, em algumas festas”, comenta Tito, que se afastou politicamente de Lula.

Apesar de estar em campo oposto na política, Tito reconhece a força de Marisa Letícia. “Muito provavelmente esse tiroteio que ela vinha sofrendo, essa perseguição da Justiça e da mídia, contribuíram para sua doença. Eu lembro de ver o sofrimento da minha mulher quando saía alguma notícia negativa a meu respeito.”

PRIMA
Marisa Letícia cresceu no bairro dos Casa e depois foi para o bairro Assunção, em São Bernardo. Sua mãe, Regina Rocco Casa, era conhecida benzedeira nas redondezas. Fato que é lembrado até hoje nas ruas do bairro.

A equipe do Diário encontrou uma prima de Marisa Letícia. Dirce Rocco Ponte, 81 anos, é proprietária de um açougue no bairro Assunção. “Não abria a boca nem para dar tchau”, recorda. “Peguei ela no colo. Sempre nos tratamos com muito carinho e nunca tivemos uma discussão. A considero como uma prima-irmã.”

O último encontro aconteceu no Natal do ano passado. “Ela veio me trazer um panetone e desejar boas-festas. Em troca demos linguiça aqui do açougue para ela levar para casa.” (Colaborou Caroline Garcia) 



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Tito relembra última conversa: ‘Está bonita’

Ex-prefeito de São Bernardo relata último encontro Marisa

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/02/2017 | 07:00


Era 10 de setembro de 2014. O advogado Antônio Tito Costa estava em Brasília, na posse do colega Ricardo Lewandowski como ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). No meio da cerimônia, encontrou um casal amigo de São Bernardo. Após cumprimento cortês, virou-se à mulher e disse: “Puxa, como a senhora está bonita”. O elogio no último encontro entre eles foi endereçado a Marisa Letícia Lula da Silva, ex-primeira-dama do País e amiga de Tito desde a década de 1970.

As histórias de Tito Costa, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Marisa Letícia se cruzam no fim da década de 1970. Lula emergia como liderança sindical e confrontava a ditadura militar. Tito se elegera prefeito para exercer mandato entre 1977 e 1983, pelo PMDB.

“Como prefeito eu ia algumas vezes à casa do Lula. Quando ele foi preso (em 1980, por 31 dias), fui com a minha mulher (Léa) para falar com dona Marisa. Ela estava com várias crianças, algumas de colo. Fui lá falar com aquela mulher que se mostrava muito forte, levava biscoito aos seus filhos. Ela não tinha muita gente para ajudá-la”, relata Tito, hoje com 95 anos.

A relação entre Tito Costa e Lula se acentuou quando o então prefeito são-bernardense passou a emprestar sua chácara na cidade de Torrinha, no Interior – terra natal de Tito –, para abrigar a família do petista, ainda sob a mira do regime militar. “Tinha muito contato com o Lula e sua família. Depois que ele virou presidente (em 2003), nos distanciamos, tive um ou outro contato com ele, em algumas festas”, comenta Tito, que se afastou politicamente de Lula.

Apesar de estar em campo oposto na política, Tito reconhece a força de Marisa Letícia. “Muito provavelmente esse tiroteio que ela vinha sofrendo, essa perseguição da Justiça e da mídia, contribuíram para sua doença. Eu lembro de ver o sofrimento da minha mulher quando saía alguma notícia negativa a meu respeito.”

PRIMA
Marisa Letícia cresceu no bairro dos Casa e depois foi para o bairro Assunção, em São Bernardo. Sua mãe, Regina Rocco Casa, era conhecida benzedeira nas redondezas. Fato que é lembrado até hoje nas ruas do bairro.

A equipe do Diário encontrou uma prima de Marisa Letícia. Dirce Rocco Ponte, 81 anos, é proprietária de um açougue no bairro Assunção. “Não abria a boca nem para dar tchau”, recorda. “Peguei ela no colo. Sempre nos tratamos com muito carinho e nunca tivemos uma discussão. A considero como uma prima-irmã.”

O último encontro aconteceu no Natal do ano passado. “Ela veio me trazer um panetone e desejar boas-festas. Em troca demos linguiça aqui do açougue para ela levar para casa.” (Colaborou Caroline Garcia) 

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