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Comunidade cobra limpeza de terreno com obra abandonada

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Espaço no bairro Santa Maria tem mato alto e atrai diversos tipos de pragas


Matheus Angioleto
Especial para o Diário

01/02/2017 | 07:00


Terreno com construção inacabada na Alameda Araguaia, em São Caetano, tem causado dor de cabeça aos moradores do bairro Santa Maria. A obra parada tem mato alto e abriga desde urubus, pombos mortos, ratos e gatos, o que é visto como problema e possível prejuízo à saúde da comunidade.

Em visita ao local na manhã de ontem, a equipe do Diário foi informada pelos moradores que a construção, de 1989, foi paralisada devido à falência da empresa responsável.

Há 15 anos, o espaço ganhou muro, erguido pelos moradores do prédio vizinho, com objetivo de não permitir que usuários de drogas, antes comuns, frequentassem o local. Aqueles que estão nos arredores há anos alegam que não existe possibilidade de ficar em casa de janela aberta durante qualquer hora do dia devido às colmeias de abelha espalhadas pela área. “Gastamos R$ 300 do condomínio para tirar três caixas grandes com enxame de abelha. Isso aqui virou uma selva”, afirma o aposentado Roberto Quintes, 55 anos.

Quintes considera que o prédio abandonado, com inúmeras telhas rachadas, facilita a queda d’água no local e a possível proliferação do mosquito da dengue. “Se, por acaso, alguém pisar (no telhado), a pessoa cai lá embaixo”, diz.

O síndico do edifício ao lado da obra abandonada, José Roberto Martins, 68, considera que os responsáveis pela massa falida do local deveriam fazer a manutenção do espaço. “Por vários anos podamos os pés de mamona para evitar bichos. Ora a gente fazia, ora o prédio ao lado fazia. Nós pagamos para cortar tudo e não trazer prejuízo”, diz. Ele completa que a limpeza do espaço “é responsabilidade de quem cuida da massa falida ou do próprio município por ser questão de saúde pública.”

Martins relata que a Prefeitura já foi acionada várias vezes, mas até agora nenhuma melhoria foi executada. O morador afirma que em 2016 diversas visitas dos moradores foram feitas à Prefeitura, inclusive com a documentação necessária, mas nada foi resolvido. “Estamos no começo de 2017 e dizem que a ordem de serviço (para a limpeza da área) está lá, mas ninguém veio fazer nada até agora”, completa. Síndico há 10 anos, Martins afirma que a manutenção do terreno vizinho não tem de ser obrigação dos condomínios, como vem acontecendo. “Nós pedimos uma limpeza geral. Fala-se muito de manter locais livres de água parada, terreno limpo e tal, mas aqui nunca se limpou, a não ser por nossa iniciativa”, pondera.

Procurada pela equipe do Diário, a responsável pela massa falida da empresa afirmou que os ofícios judiciais para a manutenção estão expedidos e que a limpeza fica a cargo da Prefeitura de São Caetano.

Em nota, a Prefeitura afirmou que o “imóvel citado é resultado de processo de massa falida, e que tem a autorização (e não ordem) para realizar serviços de limpeza no local. Este não é o único imóvel nessas condições na cidade”, diz a nota.

O Paço completa dizendo que a Sesurb (Secretaria de Serviços Urbanos) e o Centro de Controle de Zoonoses “realizam as ações conforme cronograma de prioridades e que o imóvel da Alameda Araguaia receberá os serviços de limpeza da Sesurb hoje, a partir das 7h30”.



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