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FHC admite possibilidade de enviar força ao Timor Leste


Do Diário do Grande ABC

17/04/1999 | 15:01


O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou neste sábado em Lisboa que o Brasil poderá participar de uma força militar para garantir a paz no Timor Leste. "Quero dizer que o Brasil está disposto a enviar uma missao policial-militar, se for o caso, sob o patrocínio das Naçoes Unidas, para assegurar a autodeterminaçao do povo timorense", disse o presidente.

O anúncio do compromisso brasileiro ocorreu num momento em que chegavam em Lisboa informaçoes sobre massacres ocorridos em Dili a capital de Timor Leste, por parte de milícias armadas favoráveis aos indonésios. No palácio presidencial comentava-se que tinham sido mortas mais de 100 pessoas e que dezenas de casas de timorenses tinham sido queimadas.

O presidente qualificou a situaçao de massacre: "Somo minha voz para protestar contra os acontecimentos recentes em Timor Leste. Nos próximos dias, as delegaçoes de Portugal e do Brasil nas Naçoes Unidas estarao trabalhando para evitar que haja novos massacres naquela regiao."

Para a próxima semana está marcada uma reuniao entre Portugal e Indonésia que vai discutir o envio de tropas da ONU para o território.

Timor Leste, uma antiga colônia portuguesa, foi invadido pela Indonésia em 1975 e anexado a seu território um ano depois. Nos últimos 24 anos, foi massacrado um terço da populaçao timorense - atualmente cerca de 600.000 pessoas.

Os massacres ocorreram no fim do prazo dado por uma milícia armada pelos militares indonésios para que fossem colocadas bandeiras indonésias em todas as casas em Dili. Num panfleto distribuído pela cidade, as milícias ameaçavam queimar todas as casas que nao tivessem a bandeira.

Sexta-feira, o presidente português, Jorge Sampaio, pediu ao presidente indonésio, Iussuf Habibi, que faça parar os massacres. "Apelo ao presidente Habibi da Indonésia para que tudo faça para que a paz seja possível e para que o povo timorense seja poupado de mais guerra, mais perseguiçoes e possa exprimir em tempo útil seu voto para que definir o seu futuro."

Numa linguagem mais dura, o primeiro-ministro português, Antônio Guterres, acusou a indonésia de ser a causadora das chacinas: "Responsabilizo inteiramente a Indonésia pelos acontecimentos em Timor Leste, porque Timor continua submetido à autoridade da Indonésia e foi a Indonésia que armou as milícias."



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FHC admite possibilidade de enviar força ao Timor Leste

Do Diário do Grande ABC

17/04/1999 | 15:01


O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou neste sábado em Lisboa que o Brasil poderá participar de uma força militar para garantir a paz no Timor Leste. "Quero dizer que o Brasil está disposto a enviar uma missao policial-militar, se for o caso, sob o patrocínio das Naçoes Unidas, para assegurar a autodeterminaçao do povo timorense", disse o presidente.

O anúncio do compromisso brasileiro ocorreu num momento em que chegavam em Lisboa informaçoes sobre massacres ocorridos em Dili a capital de Timor Leste, por parte de milícias armadas favoráveis aos indonésios. No palácio presidencial comentava-se que tinham sido mortas mais de 100 pessoas e que dezenas de casas de timorenses tinham sido queimadas.

O presidente qualificou a situaçao de massacre: "Somo minha voz para protestar contra os acontecimentos recentes em Timor Leste. Nos próximos dias, as delegaçoes de Portugal e do Brasil nas Naçoes Unidas estarao trabalhando para evitar que haja novos massacres naquela regiao."

Para a próxima semana está marcada uma reuniao entre Portugal e Indonésia que vai discutir o envio de tropas da ONU para o território.

Timor Leste, uma antiga colônia portuguesa, foi invadido pela Indonésia em 1975 e anexado a seu território um ano depois. Nos últimos 24 anos, foi massacrado um terço da populaçao timorense - atualmente cerca de 600.000 pessoas.

Os massacres ocorreram no fim do prazo dado por uma milícia armada pelos militares indonésios para que fossem colocadas bandeiras indonésias em todas as casas em Dili. Num panfleto distribuído pela cidade, as milícias ameaçavam queimar todas as casas que nao tivessem a bandeira.

Sexta-feira, o presidente português, Jorge Sampaio, pediu ao presidente indonésio, Iussuf Habibi, que faça parar os massacres. "Apelo ao presidente Habibi da Indonésia para que tudo faça para que a paz seja possível e para que o povo timorense seja poupado de mais guerra, mais perseguiçoes e possa exprimir em tempo útil seu voto para que definir o seu futuro."

Numa linguagem mais dura, o primeiro-ministro português, Antônio Guterres, acusou a indonésia de ser a causadora das chacinas: "Responsabilizo inteiramente a Indonésia pelos acontecimentos em Timor Leste, porque Timor continua submetido à autoridade da Indonésia e foi a Indonésia que armou as milícias."

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