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Quem diria, orelhões ainda estão por aí

Anderson Silva/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No Grande ABC existem cerca de 11 mil telefones públicos, 30% a menos do que em 2007


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

23/01/2017 | 07:00


Você se lembra da última vez em que teve de utilizar um orelhão? Com a evolução da telefonia móvel e a popularização dos aparelhos celulares, os telefones de uso público se tornaram menos comuns e praticamente obsoletos. O Grande ABC ainda conta com 11.134 aparelhos, número 8% menor do que em dezembro de 2014, quando foi feito o último levantamento na região. Em 2007, eram mais de 15 mil unidades,segundo dados fornecidos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)

Em um País onde existem mais telefones celulares do que habitantes – são 244 milhões de aparelhos –, seria impensável que alguém continue a fazer o uso frequente de orelhão. Este é o caso da auxiliar de limpeza Lilian Guilherme, 49 anos, de Santo André, que ainda recorre quase todos os dias aos velhos telefones públicos espalhados pela cidade.

Atualmente desempregada, ela conta que utiliza os orelhões quando não tem condições de colocar créditos em seu celular, além de se queixar da qualidade do sinal em sua residência. Ela checa ligações referentes a ofertas de emprego em orelhões próximos à sua casa, no Parque João Ramalho. “Sempre utilizei o orelhão. De um tempo para cá está difícil encontrar um que funcione, pois muitos estão quebrados”, conta.

A cidade com mais orelhões espalhados é São Bernardo, com 3.107. Em seguida aparecem os municípios de Santo André (2.922), Diadema (1.661), Mauá (1.643), São Caetano (842) e Ribeirão Pires (722). Com 237 telefones públicos instalados, a cidade de Rio Grande da Serra possui o menor índice da região.

Dez anos atrás, o número era de 4.250 em São Bernardo, 27% maior que o atual. A quantidade de orelhões era de 4.166 em Santo André, 30% a mais do que hoje em dia. Diadema teve uma queda de 33% – existiam 2.458 orelhões em 2007. Mauá (2.436) também apresentou queda de 33%, São Caetano (1.069) perdeu 22% de seus telefones públicos, assim como Rio Grande da Serra (302). Ribeirão Pires, que possuía 814 unidades em 2007, teve a menor queda em número de orelhões no Grande ABC no período, com 12% menos. Em todo o País, a diminuição foi de 28% na quantidade de telefones –_e, segundo dados da Anatel, a renda caiu em 90% desde 2007.

CRIAÇÃO
O orelhão como é conhecido hoje surgiu em 1972. A criação foi da arquiteta chinesa radicada no Brasil Chu Ming Silveira.


Legislação é obsoleta, diz especialista

As normas referentes ao uso dos telefones públicos estão presentes no Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia Fixa, que está em sua terceira versão, em vigor desde 2011. A norma indica que a distância máxima entre os telefones deve ser de, no máximo, 300 metros. O plano também prevê que pelo menos 2,5 % dos telefones públicos de cada cidade devem ser adaptados para pessoas com necessidades especiais.
No Grande ABC, duas cidades não cumprem o número mínimo de aparelhos acessíveis para deficientes auditivos. Em Diadema, são apenas 16 telefones – seriam necessários 33 para cumprirem a meta do Plano Geral. Já Santo André possui 30 unidades adaptadas, 28 a menos do que é previsto na regulamentação.
Para o presidente da empresa de consultoria em telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a regulamentação atual não condiz com a situação do País. “Deve ser feito um estudo e desligar os telefones que não estão sendo mais utilizados, e manter em locais estratégicos, como rodoviárias”. Segundo o último levantamento da Anatel, feito em 2013, 42,45% dos telefones públicos no Brasil realizavam menos de uma chamada por dia, em média.
Atualização no Plano Geral está atualmente em discussão pela Anatel, e deverá entrar em vigor até 2020. Entre as propostas estão o aumento da distância máxima entre telefones públicos para 500 metros e a exclusão da meta de densidade – a determinação é que as cidades tenham quatro telefones para cada mil habitantes.

MODERNIZAÇÃO

Eduardo Tude conta que a substituição de orelhões por pontos de distribuição de wi-fi ou rede 3G/4G pode ser solução para os espaços ocupados hoje em dia. Essa tecnologia já foi implantada em vários Estados. Segundo a Vivo, responsável pelos orelhões em São Paulo, existem 12 telefones com a tecnologia SmallCell no Grande ABC, que contam com antenas de 3G e 4G com alcance de até 100 metros. São seis unidades em São Bernardo, três em Ribeirão Pires e três em Rio Grande da Serra.
 



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Quem diria, orelhões ainda estão por aí

No Grande ABC existem cerca de 11 mil telefones públicos, 30% a menos do que em 2007

Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

23/01/2017 | 07:00


Você se lembra da última vez em que teve de utilizar um orelhão? Com a evolução da telefonia móvel e a popularização dos aparelhos celulares, os telefones de uso público se tornaram menos comuns e praticamente obsoletos. O Grande ABC ainda conta com 11.134 aparelhos, número 8% menor do que em dezembro de 2014, quando foi feito o último levantamento na região. Em 2007, eram mais de 15 mil unidades,segundo dados fornecidos pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)

Em um País onde existem mais telefones celulares do que habitantes – são 244 milhões de aparelhos –, seria impensável que alguém continue a fazer o uso frequente de orelhão. Este é o caso da auxiliar de limpeza Lilian Guilherme, 49 anos, de Santo André, que ainda recorre quase todos os dias aos velhos telefones públicos espalhados pela cidade.

Atualmente desempregada, ela conta que utiliza os orelhões quando não tem condições de colocar créditos em seu celular, além de se queixar da qualidade do sinal em sua residência. Ela checa ligações referentes a ofertas de emprego em orelhões próximos à sua casa, no Parque João Ramalho. “Sempre utilizei o orelhão. De um tempo para cá está difícil encontrar um que funcione, pois muitos estão quebrados”, conta.

A cidade com mais orelhões espalhados é São Bernardo, com 3.107. Em seguida aparecem os municípios de Santo André (2.922), Diadema (1.661), Mauá (1.643), São Caetano (842) e Ribeirão Pires (722). Com 237 telefones públicos instalados, a cidade de Rio Grande da Serra possui o menor índice da região.

Dez anos atrás, o número era de 4.250 em São Bernardo, 27% maior que o atual. A quantidade de orelhões era de 4.166 em Santo André, 30% a mais do que hoje em dia. Diadema teve uma queda de 33% – existiam 2.458 orelhões em 2007. Mauá (2.436) também apresentou queda de 33%, São Caetano (1.069) perdeu 22% de seus telefones públicos, assim como Rio Grande da Serra (302). Ribeirão Pires, que possuía 814 unidades em 2007, teve a menor queda em número de orelhões no Grande ABC no período, com 12% menos. Em todo o País, a diminuição foi de 28% na quantidade de telefones –_e, segundo dados da Anatel, a renda caiu em 90% desde 2007.

CRIAÇÃO
O orelhão como é conhecido hoje surgiu em 1972. A criação foi da arquiteta chinesa radicada no Brasil Chu Ming Silveira.


Legislação é obsoleta, diz especialista

As normas referentes ao uso dos telefones públicos estão presentes no Plano Geral de Metas de Universalização da Telefonia Fixa, que está em sua terceira versão, em vigor desde 2011. A norma indica que a distância máxima entre os telefones deve ser de, no máximo, 300 metros. O plano também prevê que pelo menos 2,5 % dos telefones públicos de cada cidade devem ser adaptados para pessoas com necessidades especiais.
No Grande ABC, duas cidades não cumprem o número mínimo de aparelhos acessíveis para deficientes auditivos. Em Diadema, são apenas 16 telefones – seriam necessários 33 para cumprirem a meta do Plano Geral. Já Santo André possui 30 unidades adaptadas, 28 a menos do que é previsto na regulamentação.
Para o presidente da empresa de consultoria em telecomunicações Teleco, Eduardo Tude, a regulamentação atual não condiz com a situação do País. “Deve ser feito um estudo e desligar os telefones que não estão sendo mais utilizados, e manter em locais estratégicos, como rodoviárias”. Segundo o último levantamento da Anatel, feito em 2013, 42,45% dos telefones públicos no Brasil realizavam menos de uma chamada por dia, em média.
Atualização no Plano Geral está atualmente em discussão pela Anatel, e deverá entrar em vigor até 2020. Entre as propostas estão o aumento da distância máxima entre telefones públicos para 500 metros e a exclusão da meta de densidade – a determinação é que as cidades tenham quatro telefones para cada mil habitantes.

MODERNIZAÇÃO

Eduardo Tude conta que a substituição de orelhões por pontos de distribuição de wi-fi ou rede 3G/4G pode ser solução para os espaços ocupados hoje em dia. Essa tecnologia já foi implantada em vários Estados. Segundo a Vivo, responsável pelos orelhões em São Paulo, existem 12 telefones com a tecnologia SmallCell no Grande ABC, que contam com antenas de 3G e 4G com alcance de até 100 metros. São seis unidades em São Bernardo, três em Ribeirão Pires e três em Rio Grande da Serra.
 

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