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Ex-secretário de Aidan agiu 55 vezes para ocultar propina

Arnaldo Pereira continua preso preventivamente por exigir, segundo acusação, vantagem indevida


Vanessa Soares Oliveira

23/01/2017 | 06:53


 Ex-secretário de Planejamento e Orçamento do governo Aidan Ravin (PSB), de Santo André, Arnaldo Augusto Pereira agiu 55 vezes, segundo investigação do Ministério Público, para ocultar e dissimular a natureza e origem dos valores de propina, proveniente da cobrança indevida no valor de R$ 1,2 milhão para liberação de empreendimento imobiliário andreense, em 2010, quando era integrante do Paço.
Detido no dia 13 de dezembro, Arnaldo continua preso preventivamente, acusado de associação criminosa contra a administração pública e lavagem de dinheiro. A denúncia ainda não foi aceita pela Justiça. Ele exigiu recursos para aprovar projeto de 15 torres da construtora Rossi Residencial S/A, na Avenida dos Estados, altura do número 8.000. Foram 11 parcelas (de R$ 107 mil), ao todo. No período de junho de 2010 a maio de 2011, o então secretário, com a participação do amigo Renato dos Santos Neto, executou manobras para maquiar a operação.
Sistematicamente, após o recebimento do dinheiro, eles pulverizaram os valores para diversas contas bancárias, realizaram saques em espécie e simularam doações entre si. Arnaldo contou com atuação de Renato, que simulou fictício contrato de prestação de serviço pela empresa 2 Pixels Assessoria e Consultoria, da qual era sócio. Os denunciados transferiram, mediante 16 operações, R$ 304 mil da conta da 2 Pixels para a de titularidade de Luiz Fernando Neuber, que os sacou em espécie e entregou para Renato, que, por sua vez, repassou a verba para Arnaldo. Neuber era amigo de Renato e Arnaldo.
Auditor fiscal concursado na prefeitura de São Paulo, Arnaldo era um dos servidores investigados no escândalo da Máfia do ISS. Ele foi demitido do cargo após apuração da Controladoria Geral do Município. A Rossi já informou que tem colaborado com as autoridades e que é vítima no caso.
A presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministra Laurita Vaz, negou pedido de liminar em habeas corpus protocolado pela defesa de Arnaldo. A decisão foi publicada no dia 4. Ele sustentou tese de que não há requisitos necessários para a prisão cautelar.



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