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Volks vai fabricar nova versão do Gol na região

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Segundo Sindicato dos Metalúrgicos do
ABC, modelo deve ajudar a manter empregos


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

22/01/2017 | 07:00


A Volkswagen vai fabricar veículo da ‘família’ do Gol na unidade da Anchieta, em São Bernardo. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que acredita que o modelo vai ajudar a manter os empregos na planta fabril – apesar da estabilidade garantida até 2021 por acordo coletivo.

No ano passado, durante o Salão do Automóvel, o presidente da montadora, David Powels, anunciou investimento de R$ 7 bilhões no Brasil até 2020, e a produção de quatro modelos, mas sem detalhar quais seriam e em que fábricas. O Diário, no entanto, já havia apurado que parte do aporte e da nova linha de produção viria para a região.

Não se sabe ainda se outro veículo começará a ser produzido no Grande ABC, mas existe a possibilidade, já que hoje são fabricados Saveiro e Gol – além do Jetta, que já vem pintado e é apenas montado –, e as três novidades são das ‘famílias’ do Saveiro, Voyage (produzido em São José dos Pinhais, no Paraná) e Gol.

Nos últimos anos, em São Bernardo eram fabricados também a Kombi, o Gol G4 e o Polo. Ou seja, a unidade possui capacidade produtiva instalada.

O carro que começará a ser manufaturado na planta da Anchieta será mais sofisticado do que o Gol, e mais espaçoso, tanto que terá novo nome e será comercializado em faixa acima da do modelo atual – que segue sendo fabricado. Será espécie de versão brasileira do Polo. E deve sair do forno entre este ano e 2018. Questionada, a Volks disse que não poderia antecipar nada a respeito dos lançamentos, e nem onde seriam produzidos.

O outro modelo da ‘família’ do Gol será um SUV (utilitário esportivo) também na linha do Polo brasileiro. O do Voyage igualmente deverá seguir esse design, sendo uma versão sedan do Polo. E o do Saveiro será maior que ele, e menor do que a Amarok.

Os quatro veículos serão fabricados sob o conceito de MQB, ou seja, em plataformas modulares de alta tecnologia que permite produzir uma mesma base para diferentes carrocerias. Assim, as vendas ao Exterior serão facilitadas, ao eliminar diferenças entre os mesmos carros fabricados em diversas partes do mundo, que se tornam globais.

“Estamos ansiosos pelo lançamento do novo Gol”, afirma Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “Acredito que a solução para o setor automotivo como um todo, neste ano, está no mercado global e no aumento das exportações. Se o câmbio continuar acima de R$ 3 está bom, se chegar a R$ 3,50, certamente ajudará o segmento a se recuperar.”

Ao mesmo tempo, Marques acredita que o movimento de queda dos juros, em 13% ao ano, deve tornar mais atrativas as taxas para financiamento de veículo, o que pode ajudar quem pretende trocar o atual por um zero-quilômetro.

EMPREGO

Atualmente, na Volks da Anchieta, existem 9.163 trabalhadores – em 2016 houve abertura de PDV (Programa de Demissão Voluntária), que contou com a adesão de 1.337 profissionais. E, desde o dia 9, 5.600 estão em regime de PPE (Programa de Proteção ao Emprego), com salários reduzidos em 10% e jornada diminuída em 20%. Conforme aprovado no acordo coletivo, a companhia pode se utilizar dessa ferramenta até outubro. A previsão, no entanto, é que esses funcionários permaneçam no PPE por dois meses. Adicionalmente, 65 operários estão em lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) até março.

O acordo coletivo altera a data base de 2017 de março para setembro, e transforma o valor equivalente aos 18 meses de variação da inflação em abono. Para 2018 a 2021, fica mantida reposição do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

A ideia é que, com a chegada da nova versão do Gol na linha de produção, a montadora de origem alemã veja pelo retrovisor as dificuldades atravessadas no ano passado, após problemas no contrato com fornecedoras de bancos automotivos e para-choques, o que fez com que faltassem peças e reduzisse bruscamente o ritmo da fabricação de veículos. A ociosidade na planta chegou a mais da metade de sua capacidade, e fez com que a empresa concedesse férias coletivas duas vezes em 2016, em agosto e dezembro.



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