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Moradores cobram mais Segurança no Las Vegas

Marina Brandão/DAGBC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ação de criminosos ocorre geralmente em ponto de ônibus; mas há poucos casos com boletim de ocorrência registrado


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/01/2017 | 07:00


 Moradores do Jardim Las Vegas, em Santo André, reclamam de constantes assaltos, principalmente em ponto de ônibus localizado na Rua Demetrio Ghirardello. Segundo eles, a ação dos criminosos acontece enquanto usuários esperam o transporte público, e basicamente da mesma forma: dois homens chegam em uma motocicleta, param e exigem pertences das vítimas, como celulares.

Vizinho do local, o vendedor Steven Henrique dos Santos, 25 anos, presenciou um desses ataques há três dias. Conforme o relato, um motoqueiro roubou a bolsa de duas vítimas, sendo que uma delas tentou resistir.

“Desta vez era apenas um rapaz em uma moto, mas não consegui ver a placa. Era de manhã e ele estava armado. É um problema que vem acontecendo desde o ano passado. Não nos sentimos mais seguros por aqui”, comentou.

Morador do bairro há 20 anos, o aposentado Edson Santos, 70, contou que na primeira semana deste mês também presenciou um assalto. “Escutei uns gritos e, quando saí de casa, a mulher tinha acabado de ser atacada. Sempre escutei o pessoal comentando sobre os crimes, mas nunca tinha presenciado um”, disse.

Para quem precisa utilizar o transporte público todos os dias, a rotina não é mais a mesma. Uma estudante de 17 anos teve seu celular levado há quatro anos por dois homens em uma moto. Eles estavam armados.

Desde então, ela não tira o celular da bolsa e evita fazer o trajeto depois de escurecer. “Muitas amigas minhas já foram roubadas. Realmente, aqui é um lugar perigoso para andar em qualquer horário.”

O apoiador de frente de caixa Felipe Calixto Vasconcelos, 18, precisa fazer o trajeto todos os dias. Na primeira semana deste ano ele sofreu uma tentativa de roubo, mas não procurou a polícia. “Era por volta das 20h quando dois rapazes começaram a me seguir, mas quando viram que eu percebi que ia ser um assalto desviaram”, disse.

Delegado titular do 3º DP (Vila Pires), responsável pela área, Luís Guilherme Marcondes diz que um dos problemas é o fato de as vítimas não registrarem boletim de ocorrência. Segundo ele, há apenas dois registros de roubo a transeuntes na via, um de fevereiro e outro de maio de 2015. Ao mesmo tempo, reconhece que na área existe a ação de traficantes. “É uma região onde há tráfico de drogas, o que pode levar usuários a praticar esses atos. Porém, em comparação com locais como a Rua Carijós, não são índices alarmantes.”

O delegado afirmou que os moradores que presenciam atos podem ir até a delegacia verificar fotos de suspeitos e prestar demais informações. O sigilo é garantido.

Questionada, a Polícia Militar se manifestou por meio de nota e afirmou que também não há registros de “qualquer evento desta natureza, tanto no ano passado quanto no corrente ano”.

“Dessa forma, a Polícia Militar não tem conhecimento dos fatos, e nem teria como, pois, ao que tudo indica, estamos diante de mais um exemplo de subnotificação.”

A PM destacou que o local recebe o policiamento adequado à realidade. “Independentemente disso, com base nas informações prestadas pela reportagem, já foi determinada a intensificação do policiamento no local.”



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Moradores cobram mais Segurança no Las Vegas

Ação de criminosos ocorre geralmente em ponto de ônibus; mas há poucos casos com boletim de ocorrência registrado

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/01/2017 | 07:00


 Moradores do Jardim Las Vegas, em Santo André, reclamam de constantes assaltos, principalmente em ponto de ônibus localizado na Rua Demetrio Ghirardello. Segundo eles, a ação dos criminosos acontece enquanto usuários esperam o transporte público, e basicamente da mesma forma: dois homens chegam em uma motocicleta, param e exigem pertences das vítimas, como celulares.

Vizinho do local, o vendedor Steven Henrique dos Santos, 25 anos, presenciou um desses ataques há três dias. Conforme o relato, um motoqueiro roubou a bolsa de duas vítimas, sendo que uma delas tentou resistir.

“Desta vez era apenas um rapaz em uma moto, mas não consegui ver a placa. Era de manhã e ele estava armado. É um problema que vem acontecendo desde o ano passado. Não nos sentimos mais seguros por aqui”, comentou.

Morador do bairro há 20 anos, o aposentado Edson Santos, 70, contou que na primeira semana deste mês também presenciou um assalto. “Escutei uns gritos e, quando saí de casa, a mulher tinha acabado de ser atacada. Sempre escutei o pessoal comentando sobre os crimes, mas nunca tinha presenciado um”, disse.

Para quem precisa utilizar o transporte público todos os dias, a rotina não é mais a mesma. Uma estudante de 17 anos teve seu celular levado há quatro anos por dois homens em uma moto. Eles estavam armados.

Desde então, ela não tira o celular da bolsa e evita fazer o trajeto depois de escurecer. “Muitas amigas minhas já foram roubadas. Realmente, aqui é um lugar perigoso para andar em qualquer horário.”

O apoiador de frente de caixa Felipe Calixto Vasconcelos, 18, precisa fazer o trajeto todos os dias. Na primeira semana deste ano ele sofreu uma tentativa de roubo, mas não procurou a polícia. “Era por volta das 20h quando dois rapazes começaram a me seguir, mas quando viram que eu percebi que ia ser um assalto desviaram”, disse.

Delegado titular do 3º DP (Vila Pires), responsável pela área, Luís Guilherme Marcondes diz que um dos problemas é o fato de as vítimas não registrarem boletim de ocorrência. Segundo ele, há apenas dois registros de roubo a transeuntes na via, um de fevereiro e outro de maio de 2015. Ao mesmo tempo, reconhece que na área existe a ação de traficantes. “É uma região onde há tráfico de drogas, o que pode levar usuários a praticar esses atos. Porém, em comparação com locais como a Rua Carijós, não são índices alarmantes.”

O delegado afirmou que os moradores que presenciam atos podem ir até a delegacia verificar fotos de suspeitos e prestar demais informações. O sigilo é garantido.

Questionada, a Polícia Militar se manifestou por meio de nota e afirmou que também não há registros de “qualquer evento desta natureza, tanto no ano passado quanto no corrente ano”.

“Dessa forma, a Polícia Militar não tem conhecimento dos fatos, e nem teria como, pois, ao que tudo indica, estamos diante de mais um exemplo de subnotificação.”

A PM destacou que o local recebe o policiamento adequado à realidade. “Independentemente disso, com base nas informações prestadas pela reportagem, já foi determinada a intensificação do policiamento no local.”

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