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Paulo Serra projeta zerar aluguel de prédios diretos, custo que chega a R$ 2 milhões ao ano

Proposta é realocar departamentos durante os quatro anos de gestão


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

03/01/2017 | 07:00


Diante da grave crise nas contas do Paço, o prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), pretende incluir no pacote de medidas de choque de austeridade zerar o pagamento de aluguel de prédios públicos ligados diretamente à administração municipal durante o mandato. A proposta é realocar Pastas e departamentos em áreas com estrutura consideradas ociosas. A Prefeitura despende aproximadamente R$ 2 milhões ao ano apenas com locação de espaços. Nesta lista, no entanto, aparecem diversos equipamentos abrigados em locais na cidade, mediante convênio com o governo, como cartórios e delegacias, valor quitado pela gestão.

“Tudo aquilo que for da administração vamos procurar fazer remanejamento. Queremos acabar com o aluguel direto. O que não é atribuição direta da Prefeitura podemos conversar (com os órgãos conveniados). Até no caso de cartórios é possível (negociar). Reacomodar (os espaços) é parte do plano de prioridades (para diminuir custos da máquina)”, pontuou o tucano, ao emendar que o processo de reduzir dispêndios com aluguel está atrelado às medidas de contenção, a exemplo de cortar quantidade de carros oficiais e celulares corporativos. “Nossa ideia é deixar de ter esse gasto no que for realizável. Não traz melhorias ao cidadão, é dinheiro que não retorna aos cofres.”

Apenas com a Secretaria de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, hoje em prédio na esquina da Rua Catequese, a Prefeitura paga R$ 180 mil. Frente ao problema financeiro, o atual governo Carlos Grana (PT) entregou o local que abrigava o CPETR (Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda), no bairro Casa Branca, que gerava despesa de R$ 55 mil com a locação. Paulo Serra contabilizou que, ao menos, seis prédios podem ser utilizados como alternativas. “A Prefeitura conta com muitos espaços ociosos. Temos o Tersa (Terminal Rodoviário de Santo André), prédio (comprado) da (empresa química) Rhodia, embaixo do Estádio Bruno Daniel, espaços na Rua Ilhéus (onde já foi o trânsito) e na Avenida Ramiro Colleoni, além do tiro de guerra.”

O tucano destacou que o prédio da própria Prefeitura será explorado de “maneira mais eficiente”, considerando a diminuição em 40% do número de cargos comissionados. “Faremos rearranjo, não a curto prazo. Com a reforma administrativa, o primeiro andar vai abrigar outro formato (era setor de humanidades)”, sugeriu. O prefeito frisou que “proposta mais amadurecida” é levar a Pasta de Esportes – atualmente, alocada ao lado do Teatro Municipal – para o Brunão, que passa por finalização de obras. “Viabilizando esse projeto, nós criaríamos um complexo esportivo, integrando a secretaria ao estádio e junto com o Pedro Dell’Antônia, todos os equipamentos na mesma região (da Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo).” 



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