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Fábrica de Cultura vai atrasar em 1 ano

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prometida para julho de 2016, obra será entregue pelo Estado somente em junho e está mais cara


Raphael Rocha

03/01/2017 | 07:00


A Fábrica de Cultura em Diadema será entregue com pelo menos um ano de atraso. As obras, tocadas pelo governo do Estado, eram para ser concluídas em julho do ano passado, mas o novo prazo agora é junho deste ano.

O projeto é de responsabilidade da ECG Engenharia Construções e Geotecnia. O valor do contrato foi fechado em R$ 13,58 milhões e assinado em 30 de maio de 2014. Houve dois aditamentos, que elevaram o custo da obra para R$ 14,3 milhões – 5,23% a mais – e que estenderam o tempo de conclusão dos serviços.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou no começo de 2014 a instalação da Fábrica de Cultura em Diadema, em parceria com o prefeito Lauro Michels (PV), seu aliado político. O verde escolheu a antiga Praça Camões, situada na Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquível, no Centro, para abrigar o projeto cultural. Lauro usou a instalação da Fábrica de Cultura – a primeira fora da Capital – com um dos pilares da campanha eleitoral de outubro, quando foi reeleito no segundo turno.

A equipe do Diário esteve no canteiro de obras e funcionários da ECG Engenharia, que preferiram não se identificar, confirmaram que os serviços foram interrompidos por alguns meses, sendo retomados no segundo semestre do ano passado.

O espaço terá 4.500 metros quadrados divididos entre dois blocos: edifício com salas de aula, ateliês, administração, biblioteca (com acervo com 2.000 livros) e sala multiuso e outro com o teatro (com capacidade de 300 pessoas) – haverá cursos de iniciação artística em diferentes linguagens culturais.

Até agora são 11 unidades da Fábrica de Cultura, todas em São Paulo: Vila Curuçá, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Cidade Tiradentes (bairros da Zona Leste), Brasilândia, Capão Redondo, Jaçanã, Jardim São Luís, Vila Nova Cachoeirinha e Luz (zonas Norte e Sul).

De acordo com a Secretaria do Estado da Cultura, a crise financeira impactou diretamente na obra em Diadema. De acordo com a Pasta, chuvas do período também atrapalharam. “A obra da Fábrica de Cultura de Diadema encontra-se com toda parte estrutural das edificações já executada. Os serviços estão em fase de finalização e o ritmo da obra foi compatibilizado à disponibilidade de recursos financeiros, uma vez que, como é de conhecimento geral, a crise econômica pela qual passa o Brasil afetou a arrecadação em todas as esferas do poder público. O aditivo foi executado visando adequação técnica e orçamentária da obra, e leva em consideração os atrasos decorridos à incidência de chuvas.”

Lauro cobrou o governo do Estado. “Estamos pedindo audiência com o governador para ver em relação aos atrasos e prazo de entrega. Espero que entregue em 2017.”



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